CAMINHAR Caminho no meu caminho e Ando no meu caminho.
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CAMINHAR Caminho no meu caminho e Ando no meu caminho. Mas, no seu degradante e asqueroso caminhar Jamais.
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CAMINHAR Caminho no meu caminho e Ando no meu caminho.
CAMINHAR Caminho no meu caminho e Ando no meu caminho. Mas, no seu degradante e asqueroso caminhar Jamais.
CANTO DA PAZ Berlim/DDR 08/1974 E canto a fome, as dores do meu povo.
CANTO DA PAZ Berlim/DDR 08/1974 E canto a fome, as dores do meu povo. Canto o trinar do mudo sabiá, A rouquidão de sonhos destruídos, A luz, O ser, O trabalho criador. Meu canto é imagem, futuro realidade, Presente agreste à semente do amor, Sofrer de um povo traído e humilhado, O chumbo, A crise, O ódio destruidor. Eu canto o som, da sombra da mangueira, Que o ninho vela com verde e cálido olhar, Sacia a sede de terra amargurada, A flor, A vida, O feto do amor. Eu canto a guerra, sovinas e chicanas, Canto o detrito das bombas redentoras, Buscam poder, pimpando a ferro e fogo, O vazio, A solidão, O verme em estertor. Eu canto o povo unido em uma só voz, De punho erguido, opõem-se ao miserável, Lutam uníssonos, sob uma só bandeira, O sol, A chuva, O mundo sem senhor. Eu canto a luta, vigor e a batalha, Dos dois opostos, e um há de morrer, Seus próprios vermes o devorarão, O sangue, A morte, O nutrido ardor. Eu canto o afago das asas da esperança, Canto o sorriso do fogo adormecido, De se livrar, no canto da vontade humana, Os eus, Os nós, A vida p’ro amor. Eu canto com cantos, versos e bailados, Pintando o aroma de sua silhueta, Eu canto ao longe a tinta o pincel, Eu canto o homem, Sua obra, Eu canto a paz.
Berlim/DDR 11 setembro 1974 11 de setembro Eu vi,
Berlim/DDR 11 setembro 1974 11 de setembro Eu vi, Vi rio convertidos em mortos, Aço debilitado de dor, Vi a solidão no olhar distante Corpos rasgados – qual papel solto no terror da noite – Vi o sol se ocultar de todos, temendo a tudo, Vida de pedras chorar espinhos, Corações partidos em linha de metrô. Esperanças mortas no da lúgubre perfídia, A paz, justiça fugindo de tudo e todos Consciência pressionadas Chispar das chamas de letras indeléveis Um asqueroso rugido da besta enraivecida Que dos lábios descarnados víboras escorriam Vi, A história trinta anos retroceder Mi com ânsia devorados. Eu vi o milhões de sonhos com ânsia devorados. Eu vi o ódio na sanha violenta A impotência diante dos fuzis. Vi a razão sentida e humilhada, Arfar do vento trio atordoado. Vi o presente se tornar passado Vi o futuro já não poder chegar. Quão triste era. O vinho azedo com sangue derramado Mulheres em gritos: - Seria parto ou decepção? Fardas outrora cantadas e aplaudidas Saqueiam o povo, aterrorizam os e matam. As avenidas entes engalanadas Abrem-se em chagas Corpos deformados, sem nãos sem pés Brotam qual água de sangue das feridas Evaporaram-se os vivas, cantos e olés que enchiam os estádios As arquibancadas cedem lugar para fila de torturas. A morte viva quer se impor a vida viva, O tétrico e pútrido, ao festivo e são. Ar irrespirável de múmias putrefatas Impor-se ao aroma da flor da esperança. Vi, O vermelho tingir até aos altos a cordilheira A valentia de um povo consciente Não se curvar diante a prepotência. Eu vi, A dor correr.... Correr... Com seus cabelos soltos e vestes desgastadas Bradar ao mundo: “Agora vedes aonde chegam os lacaios, Pregoeiros da fé, justiça e paz? Que fazei vós O mundo experiência De muitas guerras, injustiça e opressão? Que fazei vos Donos da riqueza Poder humano e fonte de poder? O cobre derretido as entranhas de um povo queima E o ouro alheio sarcástico dobra-se em gargalhadas Watergates, Dawsons e Vietnames, Ilha das Fores, Auschwitz ao mundo oferecem. Que fazei vós? Mas... As sempre mãos amigas erguem-se em vozes. Os mortos de quarenta, das tumbas levantam-se e coros O coração do mundo arde, surgem gritos de oposição Fotos da besta de óculos e lábios contraídos E a cruz maldita, para os lados contorcida Uma vez mais mutila e doce América Latina.
Aprenda a plantar, cultivar a paciência do esperar nascer, crescer e brotar, aí então, na velhice, colherás os frutos que na vida fizeste por merecê-los.
Solidão é estado físico. Solitário é estado puramente emocional.
Os corruptos defecam no mesmo chocho em que comem seu farelo, e os que os apoiam participam do mesmo banquete.
Alguns transformam em textos publicados no Facebook, aquilo que deveriam deixar no papel higiênico que usaram para se limpar, após uma profunda diarreia.
Ao verdadeiro juiz cabe julgar no silêncio da sua solidão diante das Leis, Jurisprudência, Doutrina, Direito Comparado e as provas dos autos.
A simples lógica formal explica: todo político corrupto, quando ameaçado de possível inquérito e que ameaça entregar seus comparsas, primeiro: prova que praticou delitos mesmo; segundo: que por longo tempo compartilharam todos da mesma pocilga.
Ao burro cego só lhe resta seguir o cabresto puxado pelo seu senhor.
O idoso que se julga só, é por que não analisou o seu passado, não tem o que fazer no presente e nem perspectiva de ser útil no futuro que ainda lhe resta.
Nunca fiques adormecido diante de uma injustiça, grite pelo injustiçado.
Não te esconda e nem te acovardes diante dos desonestos, áulicos, pulhas e incompetentes dominantes, pois serás menor e pior que as fezes de um ácaro apodrecido.
Os intelectuais egoístas se escondem para evitar que outros compartilhem do seu saber.
Pratique a virtude de elogiar publicamente os mais sábios do que você, pois tu serás o sábio dos sábios e farás a sociedade produzir seres humanos mais honestos
Inveja, ignorância e o ódio são os alimentos dos perversos.
O dedo não existe só para ser usado no WhatsApp, mas também para votar no candidato certo. Às vezes para segurar o papel higiênico ou tapar o nariz.
O pior cego é aquele que tem excelente visão, mas não enxerga a vida.
Saber ler não é entender, mas entender é saber ler
Ao zurro do asno não respondo com alfafa.
Faça o bem, mas olhe a quem pois poderás estar alimentando um ovo de uma víbora peçonhenta.