Os invejosos nasceram para sofrer com a felicidade dos outros.
Frases de António Prates
759 frases
Depois de tanto alarido e de tanta ostentação natalícia, foi-se mais uma noite de Natal, entregaram-se as prendas, saciaram-se as expectativas, encheram-se os contentores do lixo de papéis amarrotados dos embrulhos das prendas, e a próxima etapa será desejarmos um bom Ano Novo a…
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Depois de tanto alarido e de tanta ostentação natalícia, foi-se mais uma noite de Natal, entregaram-se as prendas, saciaram-se as expectativas, encheram-se os contentores do lixo de papéis amarrotados dos embrulhos das prendas, e a próxima etapa será desejarmos um bom Ano Novo a quem gostamos e até a quem queremos ver pelas costas, porque parece sempre bem desejar um bom Ano Novo a toda a gente.
Não cabe um único cabelo entre a convivência nas grandes festas, as conversas sobre futebol e o tédio.
Bendita seja a nação que come pão com fartura, e que guarda na cultura
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Bendita seja a nação que come pão com fartura, e que guarda na cultura a semente do seu pão.
A sonhar ponho e disponho, neste sonho inacabado, e mal de mim se este meu sonho não me manter acordado.
Falam de paz aqueles que são educados para a guerra. Muito nos diz o silêncio quando as palavras nada nos dizem.
Quem anda na rua, numa sociedade fria, corre sempre o risco de congelar.
Somos quase todos parecidos nas nossas promessas, mas somos muito diferentes nas nossas acções.
Honrado foi sempre o meu silêncio em todas as provas que passei sem ninguém saber. - Só Deus sabe disso!
Se Deus não me desse o privilégio de ter nascido numa manjedoura de trapos, hoje não Lhe estava tão agradecido por saber o preço da humildade, o valor dos amigos e da família e a importância moral das coisas simples da vida, que são afinal de contas a única riqueza que tenho.
Sou filho de um berço que é feito de palha e cheira a verdura... Sou fruto de um Maio
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Sou filho de um berço que é feito de palha e cheira a verdura... Sou fruto de um Maio coberto de flores chorando a censura... Sou eterno gaiato que brinca nos campos a brincar com nada... Sou força de um tempo que um dia sorriu e se fez alvorada... Sou sonho que emerge por entre o restolho e se esvai no pousio... Sou conto sem fadas que avança no tempo que não se contou... Sou grito da alma que brada no céu e cai no vazio... Sou poeta que avança por entre o destino, sem saber quem Sou.
A pobreza e a miséria aguardam como lobos famintos a sua hora de atacar os membros das famílias onde as pessoas são mais maldizentes e invejosas umas das outras, sem união.
Tal como acontece durante quase todo o ano, nos almoços e nos jantares de Natal são quase sempre os mesmos a comer.
O poeta que compactua com o sistema em que vivemos não é um poeta, é uma marioneta sentimental e literária.
No teatro da política, a sensibilidade dos espectadores é sempre um contrapeso para a insensibilidade dos que actuam.
25 de Abril sempre! A força desta nossa Liberdade travou nas bravas lutas das batalhas
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25 de Abril sempre! A força desta nossa Liberdade travou nas bravas lutas das batalhas as sombras que já não sabia a idade dos firmes maus intentos dos canalhas… Firmou-se a alta voz das velhas gralhas, dos ratos desta enorme bandalheira… Sugaram fardos, bolos e migalhas, na sombra que sobrou da azinheira… Por tal fraternidade, é companheira dos velhos ideais que o povo ordena… E hoje, quer se queira, quer não queira, a sombra é mais escura e mais pequena.
Quando o passo é apressado, meio à toa e no ar, pode ser passo mal dado e o chão pode faltar.
Se dissessem à verdade que um dia seria sarcástica, a verdade diria que era mentira.
Vou fazer de conta que já me esqueci dos dias mais quentes, das noites mais frias; mas no fim de contas, o que faço aqui,
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Vou fazer de conta que já me esqueci dos dias mais quentes, das noites mais frias; mas no fim de contas, o que faço aqui, neste catavento cheio de avarias...? Sopram na aragem ventos duma sorte que tanto dominam laços corrompidos; e vindos do nada, passam com desnorte pelo catavento, junto aos meus ouvidos.. Faço que não oiço, porque fiz de conta que já não sou eu, nem me reconheço; oiço esses zunidos, com a cabeça tonta, dou-me ao manifesto, dão-me qualquer preço... Porém, contrafeito, tão-pouco me valho, nesta condição, com um ar cinzento; sou mais um andrajo, pareço um bandalho, junto ao velho eixo deste catavento.
O trabalho tem sentimentos e alegria de sobra, quando afia os instrumentos
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O trabalho tem sentimentos e alegria de sobra, quando afia os instrumentos que aprimoram toda a obra.
A diferença entre o que dizemos e o que fazemos é a mentira que somos.
Mesmo quando nada nos parece ajudar, lembremo-nos sempre que a nossa confiança, a nossa determinação e a nossa persistência, são as nossas melhores conselheiras. Se partirmos uma pedra à centésima martelada, as noventa e nove marteladas anteriores são tão importantes como aquela…
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Mesmo quando nada nos parece ajudar, lembremo-nos sempre que a nossa confiança, a nossa determinação e a nossa persistência, são as nossas melhores conselheiras. Se partirmos uma pedra à centésima martelada, as noventa e nove marteladas anteriores são tão importantes como aquela que partiu a pedra. Deus sabe disso, e normalmente conversamos com cada uma dessas marteladas da mesma forma que conversamos com Deus.
Quando desejamos felicidade a todas as pessoas, esquecemos que há pessoas que são felizes com a nossa infelicidade.
O vento batia na saia, estremecia o estendedor, a saia mudava de cor
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O vento batia na saia, estremecia o estendedor, a saia mudava de cor na leveza da cambraia... O vento batia na saia, batia, batia, batia, a saia o vento sentia, o vento batia na saia.