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Frases de Antonio Montes

876 frases

SENTIMENTO PRESO Como passarinho... Me prende na gaiola, só para ouvir
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SENTIMENTO PRESO Como passarinho... Me prende na gaiola, só para ouvir o meu cantar, e eu canto. Em troca, você... Prende-se em mim, me dá: Comida, água, vontade de ser livre, e voar, e você, quando vai se soltar? Antonio Montes

TIC, TÁC, DO AMOR Na ampulheta do amor tic, tác, tic, tác
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TIC, TÁC, DO AMOR Na ampulheta do amor tic, tác, tic, tác tic, tác vou subindo pelo tempo... tic, tác tic, tô, o tempo passa e eu vou... Tic, tác, tic, tác tic, tác, tic tô.... No tic, tác, tic, tác tic, tác vou descendo... Não me peça por favor! Se eu vou no tic, tác... Tic, tác, tic, tác tic, tác estou vivendo tic, tác, tic tác... Tic, tác para o amor. Antonio Montes

SE PERDE Se perde logo ao nascer na vida que se dissipar
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SE PERDE Se perde logo ao nascer na vida que se dissipar na criança de você em palmadas que ínsita. Se perdeu quando andou com seus passos e passadas pisou falso e escorregou perdeu-se na encruzilhada. Na vida jovem, nas jardas perdeu-se para não morrer e p'ra sanar a fome da casa esqueceu-se de se perder. Perdeu-se nas águas do norte carregada da cacimba caneca no fundo do pote mata sede com a moringa. Se perdeu querendo achar o rumo leve da vida na tarde que levou chorar com a partida perdida. Perdeu-se por um acaso no causo alto dos planos o mundo ficou em arraso no juntamente dos anos. Perdeu-se em sua subida para o alto pico do estima depois perdeu na descida sem se encontrar com a rima. E quando tentou voar se perdeu em meio aos ventos e embrenhou-se nas feridas feitas pelos sentimentos. Perdeu-se na serenata com olhar pela janela nem de perto não pensava que seu reinado era d'ela. No caminho para o trabalho se perdeu na profissão depois, disputou a fila com toda fé dos cristãos. Perdeu-se em sua junção de amor pela promessa e enterrou-se na solidão distanciou-se da quermessa. Um dia perdeu o voou antes mesmo de voar chorou pelo seu amor sem ter tempo de amar. E na estrada da vida perdeu o jeito de viver estava ela, tão colorida! Quando perdeu p'ra morrer. Saiu perdendo em tudo até mesmo p'ra ganhar nunca cismou que o mundo se perdeu para chorar. Antonio Montes

CERCA NO AR O boi, não voa a vaca... Não voa!
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CERCA NO AR O boi, não voa a vaca... Não voa! Mas tem cercas no ar, quase, quase... Aonde aviões podem voar. Arames farpados... Fios elétricos, cachorro que ladram para que, ninguém possa entrar. Filho... Nada de bom dia! Nada de boa tarde! com estranho, nunca! Nunca se pode falar. Boi, não voa... vaca não voa! cachorro não fala mas ladra em seu cercado só para te acordar. Antonio Montes

CARRANCA Oh vida!!! Porque escolhesse à mim,
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CARRANCA Oh vida!!! Porque escolhesse à mim, se outrora antes d'eu existir... Eu nunca soube nada de ti! Agora que nasci... Nunca sei por onde vais nem atino o meu existir! Vida, vida, vida... Do que adianta esse pensar no caminho, por onde ir se na verdade eu não sei o certo o meu estar, por aqui?! Vida, oh vida... São tantas penas mancas! Que a minha pena, é apenas, mais uma pena articulando uma manta; que amarra e alavanca... Essa velha e frágil, carranca. Antonio Montes

CAMINHO AO PASTO Ao caminho para o pasto achei marcas de pés de ratos;
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CAMINHO AO PASTO Ao caminho para o pasto achei marcas de pés de ratos; Eu acho... Estava sobre a terra molhada na qual, aqui ali, poças d'água ... Uma vez e outra, por espanto pulo de sapo, e sobre a lama... Rasto de gado e de gato entre, muitos outros rastos. Não pude deixar de observar... Rastos de botina, tamanco e sapato E, em uma certa poça de lama nadava com suas penas um belo velho pato. Ao caminho para o pasto dei de cara com a saudade... Tempo que pastos, eram mato e homens, falavam a verdade. Antonio Montes

FOLHAS SECAS As folhas secas despencam sobre a sua calçada
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FOLHAS SECAS As folhas secas despencam sobre a sua calçada de concreto asfaltada. Folhas que serão pisadas afastadas com sua vassouras ou varridas junto aos ventos. Folhas que te deram. ar sombras e frutos te deram saudades e flores até brilharam seus olhos de amores. Hoje ensacadas, sem alentos... São colocadas em uma lata de lixo levada pelas enxurradas ou pela degradação do tempo. Antonio Montes

RELÓGIO E SOL Fora das sombras e da noite o sol, em sua vil solidão...
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RELÓGIO E SOL Fora das sombras e da noite o sol, em sua vil solidão... Pendula-se em seu branco solidário aquecendo seus dias, mantendo vida e, sufixando seus amores. Enquanto o relógio por ai... Com seus braços e suas torres, suas paredes, e seu tic, tác... Não conta o tempo, não mede momento, mas com suas marcas, demarcam seus dias, separam seus meses... E ainda, arrasta seus planos, empurrando a sua idade contra as rugas dos seus anos. Antonio Montes

CAMINHO AO PASTO Ao caminho para o pasto achei marcas de pés de ratos;
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CAMINHO AO PASTO Ao caminho para o pasto achei marcas de pés de ratos; Eu acho... Estava sobre a terra molhada na qual, aqui ali, poças d'água ... Uma vez e outra, por espanto pulo de sapo, e sobre a lama... Rasto de gado e de gato entre, muitos outros rastos. Não pude deixar de observar... Rastos de botina, tamanco e sapato E, em uma certa poça de lama nadava com suas penas um belo velho pato. Ao caminho para o pasto dei de cara com a saudade... Tempo que pastos, eram mato e homens, falavam a verdade. Antonio Montes

FOLHAS SECAS As folhas secas despencam sobre a sua calçada
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FOLHAS SECAS As folhas secas despencam sobre a sua calçada de concreto asfaltada. Folhas que serão pisadas afastadas com sua vassouras ou varridas junto aos ventos. Folhas que te deram. ar sombras e frutos te deram saudades e flores até brilharam seus olhos de amores. Hoje ensacadas, sem alentos... São colocadas em uma lata de lixo levada pelas enxurradas ou pela degradação do tempo. Antonio Montes

VAIDADE DE PEDRAS Uma vaidade de pedras em suas cidades... Saudades!
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VAIDADE DE PEDRAS Uma vaidade de pedras em suas cidades... Saudades! Futuro como concretos esvoaçados fumaças, em suas janelas e varandas calçadas, paredes e abobadas, pinchadas deturpação dos silêncios corrompidos almas na fila das reclamações... Jazidos de cerâmicas combalidos. Cidades, pedras duras feitas e naturais... Seus retos, retângulos seus restos banners e ângulos, ótica da caótica torta seus triângulos losangos, orangotango e suas estatuas esboçando tangos loucos sem planos, bocas sem rango. mundo de enganos, tempo arrastando seus preciosos, anos. Cidades... Suas verdades veredas cheias de placas suas celas de pedras seus confortos de latas. Cidades, pacas e opacas enveredando-te... sob os muros das desgraças Antonio Montes

UMA PEÇA Menino... Deixe de ser mofino Pegue aquela sua bicicleta
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UMA PEÇA Menino... Deixe de ser mofino Pegue aquela sua bicicleta saia por aquela rua e vá, vá lá, no auto-peças, chegando lá... Fique calmo, não se estressa! Peça uma peça d'aquela terça e uma cesta para colocar caneca. Aproveite e compre um leite leite alvo, natural da vaca.... Vá logo bichinho, não se queixe! cuidado com a chuva, desvie das poças pedale do jeito que você possa esse caminho da roça, esta uma joça. Vê se apreça em seu mandado não pregue, nem uma peça... É por essa estrada reta que passa aquele trilho esta com, inhaca e volte logo, para evitar uma taca. Antonio Montes

CARREIRA E PONTO Uma carreira na asneira e ponto, ponto tonto, ponto a ponto...
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CARREIRA E PONTO Uma carreira na asneira e ponto, ponto tonto, ponto a ponto... Ponto, que me atonta tanto! Na fila da feira, derradeira com fieira e sal na moleira. Como peixe... Não me deixe! boiando n'essas águas... Chorarei tanto, pelos cantos! Aquebranto minhas lagrimas, solidão me extravasa e me vejo em pranto. Há quem diga... Que na briga, se cedilha cê na ilha, de barriga p'ra cima ... Entre parentes inocentes gente; reticência descontente vento venta, você inventa sua venta, seu auto-estima... Vou de circo, circunferência rabisco pausa e conjunção posso exclamar interrogar, virgula! Moldar o verbo, me pego cego pontuar no travessão quem sabe, ponto p'ra parar essa tônica no tempo bom. Eu aposto, apóstrofo filosófico desemboco grave, esse trema til no prefixo circunflexo desatina vou de agudo, tônica e vocal então me avexo, virgula! Hífen e três pontos informal... Tonto mastiga e ponto final. Antonio Montes

MUNDO OVO Meu cavalo corredor pelos trilhos, pelas tardes
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MUNDO OVO Meu cavalo corredor pelos trilhos, pelas tardes vai marchando ao por do sol para matar as saudades. Todo dia voa aos ventos galgando seu arrebol entrega-se aos sentimentos no tempo do por do sol. Vai cavalo em sua chama... Chamegando de paixão pela poeira, pela lama com fogo em seu coração. Cal vague em seu por do sol em cada noite um dia novo disfarça do povo o anzol nesse nosso mundo ovo. Antonio Montes 2

POR DO SOL Essa luz, que brilha e me ilumina de sedo, meio dia e ao por do sol
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POR DO SOL Essa luz, que brilha e me ilumina de sedo, meio dia e ao por do sol me assina essa sina é a mina rima minha esperança, meu alvo farol. Pinta as cores de todos meus dias e as flores do meu verde jardim espanta a minha sombra e agonia e acalanta, essa tristeza em mim... Meu por do sol, oh meu plainar! Aconchego dos sonhos meus amanhã, traga-me o meu amar. Volte meu rei sol, com minha luz me faça feliz, sorrir e cantar não deixe, apendicular meu chorar. Antonio Montes

FEITO INSATISFEITO A ocultação da sua presencia sobre a ires dos meus refletores...
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FEITO INSATISFEITO A ocultação da sua presencia sobre a ires dos meus refletores... É o manto, da minha solidão ... Que cobriu alegria do meu ser e desde então... Os sentimentos de amores... Vaga pela arritmia do meu peito aonde, esse meu triste coração... bate forte insatisfeito pelo feitos de você. Antonio Montes

SAGACIDADE A casa onde nasci... Não tinha calçada
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SAGACIDADE A casa onde nasci... Não tinha calçada água encanada não tinha escada... Nem apito de nada. Não tinha pinta, nem tinta mas tinha um trilho que levava a cacimba e logo abaixo a bica fresca... Tinha nascentes de água. A casa onde nasci... Tinha um terreiro, só p'ra mim ... Ali eu rodava pião! Pulava corda e amarelinho n'aquele tempo tão bom... encanto sem televisão. Um cantinho na saudade da toalha colorida Aquele cheiro de café! aquela essência de vida... O lugar onde nasci é um canto na verdade... lembranças, com encanto! Verdade, com sagacidade. Antonio Montes

ILHAVO PARDO N'aquela entrevista da revista... Tudo, estava a vista!
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ILHAVO PARDO N'aquela entrevista da revista... Tudo, estava a vista! O relapso da exposição o fiasco do ponto tonto aquele jeito todo feito da vista d'aquele artista. Nos moinhos do mundo... Tinha pista do rascunho, no ilhavo e desconchavo na tinta sobre o branco, o bravo com seu entravo... E o brado, impondo punho. O brando, todavia vencendo... O desencanto talhou a vontade em todo pranto, necessidade! Um trisco cheio de rabisco, tudo estava em seu canto! O plano em pano branco e o mastro expondo verdade. Antonio Montes

SAGACIDADE A casa onde nasci... Não tinha calçada
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SAGACIDADE A casa onde nasci... Não tinha calçada água encanada não tinha escada... Nem apito de nada. Não tinha pinta, nem tinta mas tinha um trilho que levava a cacimba e logo abaixo a bica fresca... Tinha nascentes de água. A casa onde nasci... Tinha um terreiro, só p'ra mim ... Ali eu rodava pião! Pulava corda e amarelinho n'aquele tempo tão bom... encanto sem televisão. Um cantinho na saudade da toalha colorida Aquele cheiro de café! aquela essência de vida... O lugar onde nasci é um canto na verdade... lembranças, com encanto! Verdade, com sagacidade. Antonio Montes

OURO É TOLO O ouro, já não reluz... Como reluzia ah tempos atrás.
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OURO É TOLO O ouro, já não reluz... Como reluzia ah tempos atrás. Nesses dias de hoje... Até a luz, vai reluzir, e se desfaz. Aquela alegria que escancarava com a verdade de um sorriso também, já não existe mais. Tudo que era para ser preciso, tornou-se indeciso, até para o céu, para o infinito juízo, e planos, a certeza da fé... É uma flecha vagando ao tendeu. Ouve um tempo... Em que existia ouro e o mal agouro, era de tolo Hoje, todos os tolos, são bobos e o ouro, é estouro de tolo. Antonio Montes

ABELHAS Abelhas e suas aldeias zoam pernas de centopéia
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ABELHAS Abelhas e suas aldeias zoam pernas de centopéia centenas de milhares cheias abelhas novas, abelhas velhas. Lá no sopé do morro pelo campos e pirilampos voam, abóiam em estouros ferroada em couro, retrancos. Abelha, colméia e mel... Tanto encanto com flores! Polens na áurea do anel juntando assim, os amores. Quanto cuidado ao quartel! Sua rainha... Um magistral, procria no dia de aranzel ainda faz, geléia real. Abelhas, canto e encanto relíquia, milagre e segredo... Guardados a quatro cantos um manto vivendo, o sedo. Antonio Montes