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Frases de Antonio Carlos Machado

88 frases

Era um encontro entre váriose dentro deles eu... indo em direção a mim mesmo. foi incrível, trocamos muito,
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Era um encontro entre váriose dentro deles eu... indo em direção a mim mesmo. foi incrível, trocamos muito, nos perdemos depois Antonio Carlos Machado @machado_ac

⁠personagem que faz de conta, não tem conta pra pagar, mas tem segredo dos bons, não toma analgésico, não pega fila em lugar nenhum, personagem só tem característica,
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⁠personagem que faz de conta, não tem conta pra pagar, mas tem segredo dos bons, não toma analgésico, não pega fila em lugar nenhum, personagem só tem característica, não tem vício nem defeito, nada de calo no pé, verruga, feijão queimado, sal demais, nossa que coisa! personagem tem porta aberta em todo lugar, fala fácil, nem sotaque têm, nem Tio perdido, irmão em outro estado (nem líquido, nem gasoso) as mães de personagem também são sempre boas, nada de gente desgovernada, nunca vi fazer xixi, pedir segunda via de nada, nem esquecerguarda chuva, não pega senha, gripe, credo! ônibus lotado! só a gente mesmo, personagem é tudo de bom Antonio Carlos Machado @machado_ac

⁠seus espaços, lugares, suas respostas e tudo mais que é seu (mas não está com você), nem sempre te espera para um café... descubra-os,
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⁠seus espaços, lugares, suas respostas e tudo mais que é seu (mas não está com você), nem sempre te espera para um café... descubra-os, lute por eles, convide-os, pergunte: onde estão? não espere que venham em cavalos encilhados, em pacotes dos correios, há muita coisa que não se entrega naporta da casa da gente. Antonio Carlos Machado @machado_ac

⁠às vezes um avanço no espaço ondeme despejo, noutras estranho a confusão de tantas coisas onde sempre me disperso, pontes e becos, estalos ao redor,fuga em doses e descompasso.
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⁠às vezes um avanço no espaço ondeme despejo, noutras estranho a confusão de tantas coisas onde sempre me disperso, pontes e becos, estalos ao redor,fuga em doses e descompasso. fecho os olhos e desperto

⁠Ah! se algumas coisas pudesse desdizer e outras tantas acrescentar ao que já disse, jaz na garganta ainda
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⁠Ah! se algumas coisas pudesse desdizer e outras tantas acrescentar ao que já disse, jaz na garganta ainda aquele pedido de desculpas, o grito libertador,um enorme palavrão e uma quantidade incomensurável de silêncios, estes ainda estão aqui. não sei se tudo isso ainda me serve, mas que importa! faz parte de mim @machado_ac

⁠surpreendo-me ainda, ao ser chamado de poeta, me dá impressão de esquálido ofício,
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⁠surpreendo-me ainda, ao ser chamado de poeta, me dá impressão de esquálido ofício, de fato, a poesia está no olhar de quem a lê, ou mesmo dela é o próprio objeto. um poema é como uma lei a ser interpretada, ás vezes salva, outras condena. me eximo de tanta fatalidade, prefiro escrever sem a pretensão da sentença, deixo a sua escolha a outra metade da frase @machado_ac

⁠Vez por outra vem uma vontade de dizer tudo bem miudinho, devagar, degustando todos os ípsilones, sentado num canto da sala, vendo pela janela, o dia passar. Tempo de ajeitar uma perna em cima da outra, tirando depois, voltando ao mesmo lugar.
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⁠Vez por outra vem uma vontade de dizer tudo bem miudinho, devagar, degustando todos os ípsilones, sentado num canto da sala, vendo pela janela, o dia passar. Tempo de ajeitar uma perna em cima da outra, tirando depois, voltando ao mesmo lugar. falar pra si mesmo que era pra ser assim mesmo e sorrir das vezes em que pensamos que era tudo pra se acabar, pra morrer se debatendo em galinha d'angola com cria, numa hemorragia catarara de fazer bombeiro se apavorar e no fim olha aí, era uma tempestade tão grande que agora parece uma lagoinha. Nesse tempo arredio que fica entre o café do almoço, a merenda e o final do expediente, horas inteiras onde cabem escabrosos causos de doença, vizinhas zelosas e façanhas de pescaria. Fiz uma casinha de palito de sorvete, com porta e quintal, pintei um limoeiro, nem cabe mais nada no papel.

⁠BOCAS boca aberta, boca seca, boca muda, muda boca! boca de incontáveis dentes a sorrir ou assustar
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⁠BOCAS boca aberta, boca seca, boca muda, muda boca! boca de incontáveis dentes a sorrir ou assustar boca ardente recoberta de um vermelho fatal boca nua, boca sua, sua boca pura, boca escura, que surdos ouvidos irão te calar? Boca em desenho de lábios e curvas e gloss escarlate boca do lixo, do sangue pisado, do murro vil, boca suja, imunda que vitupera répteis e escarnece do nosso mundo humano, este confuso animal bocas nossas, vossas, tortas... cuspindo em poças nosso pecado habitual, do hálito da boca nasce o incontrolável arrepio, e da boca arfante é refém fugidio boca da noite que agora invade o distraído dia e as bocas do mundo, entradas de tudo. as bocas de beijos, os beijos de boca bocas sábias eu sabia, não podiam deixar de gritar @MACHADO_AC

⁠Mágica e Maquiagem começo pelo fim ou acabo tudo bem no meio, faço tudo assim, sem lógica nem pé nem perneta,
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⁠Mágica e Maquiagem começo pelo fim ou acabo tudo bem no meio, faço tudo assim, sem lógica nem pé nem perneta, digo metade, o resto você completa, intui, dilata, conclui ou deixa passar. tem um verso guardado bem debaixo do seu brinco, na bolsinha entre a maquiagem. se olhar direito vai perceber que ele passou bem na sua frente, dia desses enquanto chovia forte. bem, agora que você já o reconheceu posso ir buscar a maleta do mágico, só falta o coelho inventar de voar de novo. @machado_ac

⁠Bolinhos de Chuva Queimados Não digo tudo por que não sei mesmo, falo meia frase, deixo uma parte pra sentirem, adivinhação...todos tem histórias e maravilhosamente enxergam onde não se vê, falo de coisas que passam ou passaram por aqui, dá vontade ou nem dá, nem depende muito…
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⁠Bolinhos de Chuva Queimados Não digo tudo por que não sei mesmo, falo meia frase, deixo uma parte pra sentirem, adivinhação...todos tem histórias e maravilhosamente enxergam onde não se vê, falo de coisas que passam ou passaram por aqui, dá vontade ou nem dá, nem depende muito de mim uma vida tem detalhes, sutilezas, todo o tempo. É uma xícara de chá e uma bomba-relógio feita de açúcar uma alça de sutiã caída e um pingado escuro, você busca uma linha no fundo daquele quarto amarelo, nem lembrava, agora já está aqui Eu peguei uma ventania tal que quase caí, mas nem deixei a leiteira cair, a moça do bazar olhou pra mim com um jeito de quem nunca tinha visto um boneco de Olinda com RG, eu dou muita risada depois que saio dos lugares, as pessoas não estão acostumadas com gentileza, nem com bolinhos de chuva queimados, Eu não disse nada, foi você que pensou, ou sentiu, foi você, foi ela, ah! não foi ninguém. @machado_ac

⁠RIMA rima, dela não me esquivo, apenas digo que não sou escravo da terminação, dela, procuro fazer um descritivo do sentimento, mesmo esse que não sinto, seja ele, vivo, em transe ou desfalecido. Do ritmo, da métrica, nem falo, um soneto é uma forma geométrica em sílabas e emb…
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⁠RIMA rima, dela não me esquivo, apenas digo que não sou escravo da terminação, dela, procuro fazer um descritivo do sentimento, mesmo esse que não sinto, seja ele, vivo, em transe ou desfalecido. Do ritmo, da métrica, nem falo, um soneto é uma forma geométrica em sílabas e embora nem saibam meu outro e principal ofício, conta números como os respiros. mas neste caso, patino e assim melhor evitar um vexatório desfecho em desatino. aos poetas que de mim fazem consulta, subitamente me vejo em oculto ou mesmo aberto elogio e sinceramente lhes digo que não se faça caso de formas, mais vale o ritmo, por que a rima vazia parece inclusive a mais difícil e não é isso que torna o poema verossímil, bom ou digno. Quem me lê já sabe, que no mais digo muito sem fazer alarido, na verdade nem dizer eu digo. quero mesmo é fazer com que aquele que agora já quer se perder, se ache num pequeno trecho e fique lá, enquanto eu sigo. @machado_ac

⁠Girafa e Centopeia Os caminhos são tantos e a gente com dois pés apenas Para tanta caminhada, tanta empreitada
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⁠Girafa e Centopeia Os caminhos são tantos e a gente com dois pés apenas Para tanta caminhada, tanta empreitada Melhor seria centopeia ser, quem sabe uma girafa distraída, leve e lenta. Uma carona ao acaso, coisa do Aleatório de Almeida. Bifurcações são nosso arroz-feijão. Ônibus lotado, cheio de almas pensando na ida, estando na volta e vice-versa, o tempo todo levados a esmo e descendo no ponto, sem dó nem riso, ainda brincam, falando que correm buscando uma, hoje, quimera. Troca o band-aid do salto alto, vai de novo, vai fazendo conta, vai. Que a vida não espera, faz rastro, faz destino, vai!