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Frases de Anna Flávia Schmitt

1.152 frases

Não foi a primeira vez que destruíram a fogueira da Capela Santo Antônio,
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Não foi a primeira vez que destruíram a fogueira da Capela Santo Antônio, O rodeense é resistência e vai construir de novo. Porque a festa junina ninguém vai impedir, Com muita alegria a fogueira de Santo Antônio a nossa gente irá construir, a festa virá e vai prosseguir. A nossa cidade de Rodeio honra a ancestralidade, e a bonita tradição, Do Médio Vale do Itajaí é o meu e o seu coração.

Te coloco sob o meu olhar e faço da minha arquitetura o teu lar de arrebatamento,
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Te coloco sob o meu olhar e faço da minha arquitetura o teu lar de arrebatamento, De um jeito que obstinação ninguém poderá controlar, O que busca para amainar, tornou-se urgência sem par. Não preciso performar e nem fingir submissão, como território conquistado; Pois é peremptório, fixo e desapegado — o meu perfume afrodisíaco, feito do Oceano Atlântico Sul, é o teu favorito santuário. Na troca afável entre meu e o seu pulsar aurum, Mentes e corpos em plena convergência, profunda, sedenta e quente, No abandono das horas no melhor acordo entre a gente para incorporar a êxtase que se derrama inteiramente. Jogos de imprevisibilidade para aquecer o inverno que se aproxima em Santa Catarina, Não nego que assim quero, mas que venham com a tranquilidade de um chá de Tinguaciba, com o seu abraço cheio de aconchego, e a tua carícia que até a minh'alma alisa.

Tudo ao seu redor te ensinou a ser forte, não nego, O que vi me fez enamorada,
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Tudo ao seu redor te ensinou a ser forte, não nego, O que vi me fez enamorada, aprecio e presto reverência à cada nuance moldada que há de me fazer abrigada. Cada demonstração sua, há de ser recompensada com a minha vulnerabilidade, O meu nome há de ser trocado facilmente pelo seu - e nos reconheceremos totalmente liberdade, nos queremos de verdade. A potente sedução retomou a ordem natural das polaridades, Não nos rendemos ao comum, somos o que somos: amor, corpos e sonhos. Transmutar-se para a cena de cristais derretidos na caverna rendidos à êxtase e aos delíquios têm sido repassados na cabeça como um roteiro de cinema, desde a primeira vez que te vi não consegui mais ser a mesma. O está escrito o descanso jubiloso na fortaleza do seu forte peito, ser a tua fome e forma reino, não nego que tem sido o meu desejo, é algo que toda hora prevejo. Em nós existe o encontro do nossos hemisférios além do inverno que se aproxima, Como lianas, cipós e trepadeiras em agarramento nos dosséis das florestas da América do Sul, com apetite de feras não há mais nada na vida que nos renda, e preencha.

Diante do teu olhar entreguei beleza, mistério e poder como a marianeira ao frutificar
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Diante do teu olhar entreguei beleza, mistério e poder como a marianeira ao frutificar generosa concede ao sabiá, estamos dispostos a esbanjar, e sei que a gente se envolverá. O nosso silêncio há de vir com a progressão voluptuosa dos fatos e do encontro para a gente envolver a mente, o coração e a alma, e com a mudez derreter. De longe ando percebendo quando fala ou pensa em mim, até a sua respiração muda. Isso não é sedução por acaso — é o retorno à ordem universal: o masculino e o feminino em encontro se rendendo total. Olhe para mim. O que passou, passou. Não me interessa nenhum pouco o que não pude fazer antes de te conhecer; a sua peregrinação já me previa antes de ser. O que importa é que, depois de mim, toda carícia conhecida será esquecida, e só irá obter o desejável êxtase com a minha atemporal delícia. Longe de mim querer igualdade, o que desejo entre nós é intimidade. Você foi feito para ser meu com magnitude e intensidade, nos teus toques que nos dissolverão nos andares da alta sedução, como âmbar e mel em fusão. Ser além da curva com reverência, acariciado com a minha presença e adorado na alma por eu que sei como solenemente cortejar, e não irei jamais precisar implorar. Sempre que for necessário, virei ou receberei sem pedir por tudo aquilo que é meu por natureza: a sua entrega total para alcançarmos juntos o sideral.

Não preciso de permissão para tomar conta da sua consciência íntima toda.
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Não preciso de permissão para tomar conta da sua consciência íntima toda. Por ter a senha e a chave, entro a qualquer hora, com calma, porque moro no coração e no pensamento, certa de que já me esperava. E não me desculparei nunca por te desejar inteiro: tornei-me o adorável tormento. ​O mundo lá fora implora por sua atenção. Com tato de senhora do que a sua mente quer, mostro lado a lado tudo o que você sempre sonhou e nunca vivenciou; porque, sem volta, nos sagramos atlânticos. ​No abandono luxurioso a dois, em banho dourado pelo preguiçoso sol de junho cortando o guanandi, sem perder o embalo alucinatório com os rubis íntimos totalmente pulsantes, trocamos os lábios coralíneos bailantes, vivos e famintos, por plânctons místicos. Somos a continuidade do romantismo proibido.

Há um romance sonâmbulo sob os teus olhos de Lorca... Palavras pretensiosas arremessadas,
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Há um romance sonâmbulo sob os teus olhos de Lorca... Palavras pretensiosas arremessadas, e um arranque automático entre algo épico e o pesadelo lírico, na alta madrugada. Com o peso da alma cheia de poesia intensa, onde o mundo olha para as personagens que não podem corresponder devido à profundidade, à leveza e à liberdade de ser o que sou — escolhi. Diante da lua cigana, num estado de êxtase, sob os teus olhos de Lorca, ainda talvez acordada todavia desejo o real, pois a essência segue intacta. Firme vivendo o suspense de um romance sonâmbulo: "Ver-te que te quero ver-te", nos teus braços que também querem ver-me em meio ao verde. Onde não sei como, quem dará e qual será o passo primordial, ao se se conseguirá alcançar o pleno final.

Junho de divino desígnio que floresce com o camboatã que alimenta as aves e as abelhas,
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Junho de divino desígnio que floresce com o camboatã que alimenta as aves e as abelhas, que trará para nós o destino que eu desejo quanto tu desejas com carinhos e suaves maneiras. Sem flertar com ilusões baratas, ofereço a verdade, o sonho e o romantismo raro de quem anseia o desejo em toda a sua intensidade, o baile de posse, a elegância do brinde e da condução firme. A postura compenetrada há de ruir como impérios diante das tuas mãos, rendida em fortes tremores de seda, embalada pela tua existência e ventania que espalha fogo lento e torna incendeia a platina da veneração em perpetuamento. Sinta a voz poética e a respiração descer pela tua tez, rompendo o protocolo enquanto a sensatez acende os luzeiros austrais — eco do chamado ancestral pela união da polaridade fundamental. Mais que memória, cúmplices do tempo, que exige total reverência diária. Assumiremos o pacto de amor e sangue ferventes e nos faremos consumada pátria: território indivisível, indissolúvel, porque não há como fugir do que é inevitável.

Fique. Quando a rendição chegar sem resistência, e o desejo se curvar com fina ardência
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Fique. Quando a rendição chegar sem resistência, e o desejo se curvar com fina ardência à minha vontade cheia de malemolência, a entrega plena te tomar por inteiro, a liberação através do controle firme, afastando o ruído do mundo e as influências que ainda tentam distrair e levarem ao limite. Fique. Se for para florescer em tremores, quando o minuano soprar forte, roçar, balançar e amainar tão fundo como catuaba-branca na profunda e verdejante Mata Atlântica. Fique. Se for para fazer história na existência e plenamente amorosa na memória, quando sentir o frenesi lento, autêntico, possante e devorador, e teu corpo aprender leal que não haverá regresso com todo amor. Fique. Com quem comanda num toque os teus pontos sensíveis de prazer, e as rotas com magnitude não permita nem por um minuto nos esquecer, e seja o motivo do sorriso espontâneo sem a necessidade de explicações render. Fique. Quando teus lábios, meus íntimos se abrirem para fundir o ouro da nossa polaridade com aromas, perfumes e sabores compartilhados, e o verdadeiro prêmio for a liberdade que só existe na rendição total ao que sabe tomar o que é na totalidade com exclusividade — meu e seu. Fique. Porque onde eu lidero, tu floresces. Onde eu tomo, tu te entregas. E nessa dança ancestral, sem jogos, nos permitir o pulo do gato e o tesouro ganharmos muito mais do que o dobro — eu na minha glória, tu no teu êxtase, a realidade acordada de viver o nosso sonho.

Tua pele de sal, sol e amor torna quente e polida, a minha pele de mármore
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Tua pele de sal, sol e amor torna quente e polida, a minha pele de mármore na rota da seda para o frenesi. Carícia que ao desatar a alta sedução encontre posição ao se encaixar. Não, não vou passar, porque campos em ti fiz a jura de conquistar; escalar já é a direção. Por cada imagem de alta voltagem sedutora, sem culpa nenhuma, manifesto ainda que silenciosa que em você fiz nascer a cultura. Não, não vou parar, porque tornei-me como os quatro elementos; e o impulso incontrolável. Moram em mim todas as mulheres brasileiras, que o seu vício em seduzir enxergava ser por costume qualquer uma, e agora não sabe o que fazer com tanto amor. Não, não vai dissipar, porque em cada curva, tu haverá de encontrar o requinte floral de cada ipê de junho a surpreender, e selvagem, haverá de querer.

Inspiração plena e amorosa que captura a concentração, Guarás pousando na beira
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Inspiração plena e amorosa que captura a concentração, Guarás pousando na beira do rio serenamente, neste mundo em turbilhão. A tua respiração entrecortada de prazer invade o sensorial de forma ainda sobrenatural. Deleitada, calo em êxtase total no instante alucinatório. Meu coração tem a cor e as asas de guará levantando voo rumo ao mistério do mangue-vermelho, o balançar, a cadência e o segredo, pelo teu ninho me rendo sem receio. O seu olhar dominante de torre de uma fortaleza distante me põe em rendição por inteira, mas é ao calor das suas mãos solares que desejo entregar o ritmo celebratório, o desafio e o infinito.

Durante a madrugada o teu ardor de sedoso me chamou. O desejo intrépido pela fusão
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Durante a madrugada o teu ardor de sedoso me chamou. O desejo intrépido pela fusão de dois metais em brasa vazou, porque sei que por minhas curvas em silêncio você por elas rezou. Hipnotizado pela minha levadez capaz de fazer pousar leve como garça-vaqueira no estuário, sabes que não preciso de nenhuma língua geral para que seja o poemário. Com o meu bom Português Brasileiro sou capaz de encantar e te levar fácil, com toda a potência para o campo tátil, te colocar afinado nos ritmos do peito, para que rendido se entregue inteiro.

Se queres cumprir o teu papel de homem, é claro que eu deixo fazer,
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Se queres cumprir o teu papel de homem, é claro que eu deixo fazer, desde que me permitas cumprir o meu de mulher. Saiba que se for assim, terás tudo quanto quiser, desde que saiba que é com carinho que se molda o amoroso convívio comigo. Que amo ser mulher em cada curva que reluzirá sob o teu sol e transformará em volúpia áurea, e nos braços com serenidade te embalará. Sou garça-branca-pequena diante do rio espelhado que tu me ofertaste, sob o céu de Santa Catarina, alguém que o teu eu tocou. A conexão inevitável que está a caminho não provoca nenhum temor, tens sido o pensamento favorito e o sorriso que por razão a ninguém compartilho: és o meu amor.

Há beijos... Há beijos que pronunciam por si sós a sentença de amor condenatória.
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Há beijos... Há beijos que pronunciam por si sós a sentença de amor condenatória. Principalmente aqueles beijos dados em segredo no coração não têm volta. Gabriela Mistral, Claudio Estrada, Rufino Blanco Fombona, Fortoul-Hurtado e o poeta anônimo de um poema viral — meus advogados —, trouxeram à luz que a tua existência é a prova. Venha, porque a hora de amar é agora! Há beijos que se dão com o olhar, tantos dei e ainda te dou sem que saibas. Há beijos que se dão com a memória, os nossos não acabarão em nada. Haverão de ser os nossos beijos o nosso estabelecimento da íntima pátria. ... Nota: Este poema foi inspirado no famoso "Beijos", erroneamente atribuído a Gabriela Mistral. Invoco Mistral e outros autores como "meus advogados" para denunciar ironicamente essa falsa atribuição. Uma homenagem ao verso que se tornou uma expressão popular de amor.

Com a sutileza da caraúna tocando o sereno riacho, assim te percebo ao meu redor
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Com a sutileza da caraúna tocando o sereno riacho, assim te percebo ao meu redor e desejo para nós o melhor. Teu ser, embora bem talhado, promete ser como lingote que se renderá ao meu calor. É claro que não negarei amor. Com as minhas carícias prometo lapidar tudo o que desejas me entregar altivo, porque assim haverá de ser: estamos nos seduzindo. Tudo dá voltas ao mundo e em Santa Catarina encontra a convergência. Tudo dá voltas ao mundo e em Santa Catarina encontra a convergência. Como aves migratórias que cruzam hemisférios, trazem no peito a sutil essência e no coração guardam o ninho: discernimos nosso destino.

As palavras que deixam o aroma da tua alma nesta distância oceânica convidam a imaginar o que o silêncio
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As palavras que deixam o aroma da tua alma nesta distância oceânica convidam a imaginar o que o silêncio pode fazer conosco, dia e noite, além de encantar o coração para o rito íntimo de iniciação. O que há em mim não tem parado de clamar para o momento chegar. Observando um par de tapicurus na Baía de Babitonga, fiquei sonhando de olhos abertos como será quando a gente se encontrar. Se é amor ou paixão, quero que nos dê céu e asas, para não temermos voar, para ignorar previsões do fim do mundo ou quando disserem que o romance já não terá mais tempo ou chance de durar: que a gente tenha a coragem de dobrar a aposta. Porque desde o dia em que te conheci não acho mais graça em ninguém para conversar, e algo tem me dito que a recíproca é a mesma. Ora tenho sido o papel e você a caneta, sem pensar muito a gente sempre inventa. Quando a hora certa nos brindar, que venha a certeza lado a lado, que o aconchego de sossegar acompanhados venha se celebrar, e de tudo a gente se permita desligar sem se importar com o que irão pensar.

Entre você e quem conversa existe um distante abismo. Tu tens a capacidade de incendiar
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Entre você e quem conversa existe um distante abismo. Tu tens a capacidade de incendiar uma rebelião apenas com um suspiro. Como sou poeta, em ti fiz a jura de escrever o destino. Farei de ti uma mina de diamantes, interminável em brasas lentas, para que em outros romances não encontres mais cadências. Em céu catarinense tal como a amável carícia do sol deixa rastro aurífero nas asas livres e belas da saíra-de-sete-cores, tu hás de iluminar as penumbras e guiar-me nos voos da intimidade, porque em tuas mãos desejo ter-me com plenitude e liberdade.