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Frases de Anna Flávia Schmitt

1.152 frases

É Dia dos Namorados, não me sinto solitária, melhor só do que mal
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É Dia dos Namorados, não me sinto solitária, melhor só do que mal acompanhada, Não posso ser leviana comigo mesma, Não me permito viver sem usar a cabeça.

Não declamo poemas. Escrevo sobre a Amazônia, e é ela quem me declama.
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Não declamo poemas. Escrevo sobre a Amazônia, e é ela quem me declama. Não declamo poemas. Escrevo sobre o Cerrado, e é ele quem me declama. Não declamo poemas. Escrevo sobre Caatinga, e é ela quem me declama. Não declamo poemas. Escrevo sobre a Mata Atlântica, e é ela quem me declama. Não declamo poemas. Escrevo sobre o Pantanal, e é ele quem me declama. Não declamo poemas. Escrevo sobre o Pampa, e é ele quem me declama. Não escrevo sobre o amor, Escrevo sobre a tua existência que é chama e me incendeia.

Tenho atitude afrodisíaca de sobra, não me levo por nenhuma onda, não permito-me invadir, e nem ser invadida,
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Tenho atitude afrodisíaca de sobra, não me levo por nenhuma onda, não permito-me invadir, e nem ser invadida, Não quero iludir, nem permito ser iludida: sempre que faltar amor, coloco poesia. A calma não tem a ver com fraqueza, e sim, a paciência da espera por você que a vida não me trouxe ainda; Se não for espontaneamente, não permaneço nenhum dia; viver mais um Dia dos Namorados à sua espera não me desanima. Se é para fazer parte de ti, que seja o amor lei, grei, festa e poema, sob qualquer coisa que aconteça; O peso que a maioria não aguenta, sabendo dividir, vira academia, assim se é um para o outro a alegria. Sempre que entre nós silêncio houver, que não haja o que temer, e sim tudo o que o coração se inspire em acolher. Não somos tentativa, e sim o próprio padrão, para você ser meu homem, e eu sua mulher; porque mesmo perto do inverno, nada esfria. Sem permissão, a gente se pertence, privilégio para o mútuo desfrute, sem precisar jamais que a gente lute, com convicção a gente se merece. Onde quer que se encontre, floresce com as variações das orquídeas cymbidium, ignorando o que dizem ser o fim do mundo.

No mesmo fogo quero que entre comigo, Com paixão, mistério e conexão,
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No mesmo fogo quero que entre comigo, Com paixão, mistério e conexão, evoco ser o seu destino, Para uns a Copa do Mundo começa com a festa inaugural, para mim ela só começa quando o time da minha Nação entra em campo, por isso tenho razões para esperar-te tanto. Em matéria de amar, para mim não é diferente, Como escrevo poesia falar de amor para mim é fácil, mesmo que encontrar o amor verdadeiro seja feito encontrar agulha no palheiro neste mundo de gente difícil. Mas para o amor acontecer, é preciso que a gente deixe que entre realmente, e faça em nós o que tem que fazer do amanhecer ao anoitecer como deve ser. Por saber que você existe, e por você ser a personificação de cada impulso selvagem, Entreguei pistas e dez vezes mais sem dizer uma só palavra, decidida ser o teu paraíso, e que não haja mais a próxima; mesmo que leve tempo, porque pacto com o relógio eu nunca terei mesmo.

Quero tudo ao mesmo tempo sincronicamente e sinfonicamente. Por ambição requintada inspirar,
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Quero tudo ao mesmo tempo sincronicamente e sinfonicamente. Por ambição requintada inspirar, e dar os mais amorosos suspiros, E, sobretudo, ler os versos contidos nas linhas da tua íris misteriosa: as tradições românticas dos povos. Envolvida, o meu corpo inteiro treme e a boca saliva como se estivesse diante de uma vitrine de doces, só de pensar na sua mão deslizando serena e forte na minha cintura. Tudo isso é mais do que o suficiente para me enlouquecer o dia todo, sobre aquilo que sou capaz de te orgulhar em público e bagunçar quando tivermos o nosso paraíso particular, com um canteiro de sálvias escarlates, para receber uma grinalda entrelaçada pelas tuas mãos habilidosas quando chegar a florada para me enfeitar. Querer sentir que sou o território do alfa ao ômega — a sua propriedade, o seu melhor assunto e a sua liberdade; Tudo o que excita, livra e fascina, por ser a mais feminina, a mais viciante, a mais segura e a mais alucinante. Em cavalgação orientada, devagar, quando sem testemunhas você se enredar nos meus cabelos e a gente se encaixar, do teu jeito favorito me reivindicar com delicadeza, delícia e firmeza: ninguém vai nos distrair ou segurar, viveremos sob a lei da nossa natureza.

O tempo é aliado para aquele que tem direção para escolher e honrar quem merece caminhar lado a lado,
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O tempo é aliado para aquele que tem direção para escolher e honrar quem merece caminhar lado a lado, e receber o amor como legado. Para amar tão devagarinho que cada suspiro venha se integrar à pele, fazendo a sua presença ser beijada como se o mundo estivesse dando o último adeus, e inteiramente amada todos os dias de tal jeito como se o mundo estivesse sendo criado novamente por Deus. Olho embevecida com a certeza de ser e ter encontrado quem eu procurava, para serenar e incendiar inteiramente sem doer as expectativas românticas em águas totalmente claras e atlânticas. Manifesto querer-te como quem encontra um templo num paraíso perdido. Sem permissão, pularei etapas, mergulharei sem ver o fundo e me entregarei na tua imensidão: sem dificuldades assumo o seu coração. Meu desejo por você é silencioso, queima tão cheio de fogo e mesmo assim me faz tão completamente segura, por perceber que és a minha casa e fortuna, com direito a florada do castiçal-imperador da minha América do Sul com todo o amor. Teus olhos, teu corpo e toda a tua existência têm desarmado com intensidade e sem pressa, embora se revelem de tal maneira uma a uma como presenças renovadas para te possuir, te guardar e mimar, e para o meu nome com muito amor passar. .

Não é a primeira vez que pedi para você aprender a voltar os teus olhos para o céu austral
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Não é a primeira vez que pedi para você aprender a voltar os teus olhos para o céu austral de ponta a ponta no continente. Eles querem que percamos o interesse pela gente para sempre. Com as mãos eu pego a conjunção de Vênus, Júpiter e da aurora matutina. Daqui a pouco vai ter jogo da Copa do Mundo, enquanto a Bolívia marcha sozinha, difamada, torturada e esquecida pela rua, ultrapassando até memória bíblica, mas vivendo o seu autêntico deserto. Há um jogo imundo que ninguém sairá ileso por covardia da tentativa de fazer vista grossa, Não perceberam que estamos atravessando independente da direção e da bandeira, a fase mais perigosa da travessia goste ou não, queira ou não queira. Por causa da anomia alheia, cheguei até a jurar que nunca mais iria escrever poesia política, Não por falta de empatia ou coisa parecida, mas por cansaço de ver que o poder vampiriza a última gota de sangue, e por ser difícil buscar quem realmente com a vida se envolve e de fato se alia. Como calar sufoca, até represa transborda, não retenho o que é de natureza reativa.

Irretratável, coloco-me à mostra: sem timidez, como uma artista de rua que se expõe diante de ti em praça pública,
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Irretratável, coloco-me à mostra: sem timidez, como uma artista de rua que se expõe diante de ti em praça pública, onde és o único pedestre e interesse que com gentil presença permeia hipnótico de uma indescritível maneira. O mundo não me tem dito mais nada. Até agora vivi entre os calendários e os relógios — até descobrir por antecipação que há poemários em a serem traduzidos e lidos sob todas as luzes e ângulos. Irretocável e irrefreável, trazes-me perto do pomo inexorável dos teus fascinantes lábios, Quero eu te apresentar os meus lábios e também os astrolábios. Faço a evocação à sua força e a sua serenidade porque o que importa é o ápice além zênite e a curva onde alcança o nadir desde que se encontrem em seu poder; sob as formas alquímica e de obra-prima para nos labirintos da sedução e do prazer, entrarmos em alinhamento e na sintonia do beija-flor que com a caliandra se alinha.

Pressa de te pertencer assumo que tenho, Ao ponto de vir sussurrando
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Pressa de te pertencer assumo que tenho, Ao ponto de vir sussurrando o melhor desejo de fazer o tempo parar aqui em Rodeio. Para onde me levar as estrelas certamente na sua companhia contar, e com gestos confessar. Quando o dia chegar a existência da pressa não vou nem mais lembrar, e você também não; O mundo será obrigado a parar, e um nos braços do outro irá docemente sossegar e morar.

Nasci para ser o seu ponto fora da curva, por isso elegi cultivar o amor e a delícia. enquanto há quem opte pela queda livre;
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Nasci para ser o seu ponto fora da curva, por isso elegi cultivar o amor e a delícia. enquanto há quem opte pela queda livre; Para preservar o elevado e a real direção, para que nada distraia do que de fato importa. Em preparação tenho afinado o coração como um maestro afina um coral, para receber com gala a sua existência, para que haja o espaço para a melodia da Via Láctea, e na garganta seja mantida. Para o encontro das nossas polaridades encontrem os encaixes sob os ipês floridos, E nada seja maior do que nossas liberdades com pertencimento, elegância e intensidade. Da forma mais luxuosa e cheia de serenidade para ser e desfrutar da tua entrega com os pés descalços na beira de um rio permitindo sentir a ternura a tocar até mergulhar e nos submergir.

Leio cada linha do seu subtexto que carrega mais do que mostra, Além de seduzir, arte elevada
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Leio cada linha do seu subtexto que carrega mais do que mostra, Além de seduzir, arte elevada sou presença, constância e substância até a distância. Não quero que haja controle: quero desejo, resposta e êxtase. Não quero que haja negociação, quero que venha como um furacão. Sim, eu quero tomar e ser tomada, por tudo o que é profundo e sem limite. Desde o primeiro instante do clique, da primícia do jequitiguaçu em flor, da colheita e do preparo para o banho de amor. Caminhar sobre o meu chão pátrio e amoroso que também é feito de mais de mil mármores e dolomitas: Brincar além do tempo e soltar pipas.

Imperceptivelmente, em estado de genuflexão, com sensual litania,
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Imperceptivelmente, em estado de genuflexão, com sensual litania, liguei os seus sensores nos meus sensores, aqueci os nossos motores, rente à sua respiração. Ganhei o teu olhar fácil, e não me preocupo com os amores de outrora, com juventude ou beleza; A rota é segura e a entrega é perigosa, e a melhor parte com sutileza foi graças à coincidência. Sem modéstia, sou a primeira sob a sombra da garapeira que apresentou a melhor versão que não tinha ideia que existia. Depois de mim, a tua vida não será nunca mais a mesma. Só de me ler já está imaginar, como será a cada instante os dias dedicados a cativar. Na rua ou quando a porta se fecha, sei que estou a te acompanhar. Porque sou a tua favorita leitura que respira o seu divino aroma, tem a sua mão na minha cintura, e estamos prestes de romper a redoma.

Sem fazer questão de manter ativa as minhas defesas, Deixo nas tuas mãos a construção
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Sem fazer questão de manter ativa as minhas defesas, Deixo nas tuas mãos a construção das nossas fortalezas, Porque quero desfrutar da minha vulnerabilidade e da tua direção a cada nova estação na sua mente, paulatinamente e poderosamente. Ser floração e festa a cada condução, e presa em ti ser o teu coração em movimento sem deslocamento; Esquecer do meu nome e agradecer que exclusivamente te pertenço. De maneira inequívoca e silenciosa sem ouvir uma palavra sua ler na íris do teu olhar quando o desejo está a me convocar a qualquer hora, como a titular da tua fome e da pressa, a constante reivindicação amorosa. Com fascinação absoluta ser nativa do teu interior a tua arte com amor, o acesso exclusivo e encantador; Como o manacá-da-serra sob o sol, total em flor render-me ao seu calor, do jeito que quiser e da maneira que for.

Na minha boca só mantenho a sua pele, os seus beijos e as melhores e mais finas palavras
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Na minha boca só mantenho a sua pele, os seus beijos e as melhores e mais finas palavras misturadas com o aroma do chá da macela reservada da colheita; E não o que desejam incutir para nos manter desorientados; para nos fazer distanciados. Os lábios e a carícias veneram tudo o que se descobre em veios de ágata deste nosso sul brasileiro com o norte molhados de desejo pelos teus lábios bonitos e capazes de fundir com arte elevada o ródio. Porque se eu for me perder que seja na perfeição dos teus traços, para que o prêmio nos tornemos laços entre trocas e voluptuosos abraços. O alucinante, o arrebatador e o viciante definirão rumo aos nossos passos. O flerte com a imprevisibilidade, dissolução de um no outro, a elegância, a abertura e a multiplicação, trazendo à tona a inevitabilidade das polaridades em perfeita rendição. No painel ordinário dos dias escrever, pintar e desenhar, para no cotidiano formas dar com as nossas cores suntuosas, inspiradoras e inesquecíveis, para que nos sintamos incríveis. O corpo e a mente merecem a concessão de alternância para que o amor e o auge liderem, e a intimidade escreva bela, reservada e totalmente protegida ao som do balanço das araucárias. Para que a hierarquia natural de quem dá e recebe prazer seja preservada das influências externas, para que a reverência não se perca. Da elegância e rendição existencial alcancem a pavimentação perfeita, para que a polaridade se afine de forma a entender e só responder os nossos códigos de prazer sensoriais, secretos e sagrados.

Por ter esta mania de você, manter vocação para ser tua, e adoravelmente te dar corda,
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Por ter esta mania de você, manter vocação para ser tua, e adoravelmente te dar corda, para fazer história aqui e agora. Na minha eletricidade interna ligar a sua potência à minha, sem deixar nada a desejar, liderar: unidos a realidade, e nos liberar dela, se preciso for, com doses de fantasia e amor. Para cumprir com companhia a pulsante e inconfundível a partilha das tradições românticas das nossas correntes atlânticas. Porque angariar o teu corpo inteiro em derramamento místico sobre o meu intenso, para banhar-me no mel inequívoco do teu desejo, palmilhando toda a estrada enfeitada pela florada do ​Ipê-Roxo-de-Sete-Folhas. Em nome da aurivolúpia assumida total em chamas para que em fundição progressiva com a tua masculinidade fazer-me das damas a mais altiva, soberana, sublime e digna.

Completa e sem nenhuma variação, deixo-me levar pelo alto impacto da sua existência e da sua sedução,
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Completa e sem nenhuma variação, deixo-me levar pelo alto impacto da sua existência e da sua sedução, sem precisar de manual de instrução. Como a capororoca está para o sanhaço não lutar diante da entrega, será fato. Que venha no tempo de permanecer integralmente meu e apaixonado. ​Contigo, sentir o tempo parando lá fora, viver a rendição acontecendo agora; ser corpo e a alma que conhecem a real ordem natural e hipnótica. ​Permitir o coração pleno e aberto para o amor profundo tomar conta... Feito és para a veneração elegante, e não apenas para um instante. ​Incorporar a energia preenchendo, com o inevitável sentir mesmo tocar; existo para você inteiro morar, não preciso pelo seu amor implorar. ​Nadar, se desviar dos clichês, ter o poder de entregar e envolver com a capacidade real de empolgar você para oceanos inteiros cruzar. ​Não preciso te pedir: a tua guarda facilmente diante de mim se põe. A reverência somos, ímpar sem negar, e rendição mútua sem sequer lutar.

Não me interessa nunca mais olhar para trás, Desde que encontrei
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Não me interessa nunca mais olhar para trás, Desde que encontrei com os meus olhos austrais os teus olhos sensuais mais supreendentes, Outros caminhos não conheço mais. Reviver o que se foi, é querer viver sem rumo. Sem olhar para trás, quero seguir em frente, Agora tenho direção e não quero conhecer mais outros caminhos porque qualquer outro não me levarão até o seu caminho. Como chuva mansa, o teu coração tomarei de um jeito inusitado, E quando você se der conta estará capturado, e nas tuas mãos te darei o poder do meu coração perdidamente apaixonado.