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Frases de Anna Flávia Schmitt

1.152 frases

A guerra contra o Irã começou errada, existem as partes mais erradas, mas no momento em que todos elegeram agredir civis, todos perderam essa guerra. Todos optaram por ser perdedores.
Poetisa dos astros Com seu nome de musa, paciência de santa
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Poetisa dos astros Com seu nome de musa, paciência de santa e os cantos valentes, poetisa dos astros e da gentileza com os povos. Uma flor muito maior que este mundo, que com pluma perfumada cheia de esperança, latino-americana sempre nos encanta. Traz sua alegria e sua atenção, que mantêm animada e com muita inspiração a vida para viver com emoção.

Quando as armas sempre se erguem, a poesia se ergue muito mais acima de toda a coragem que nem a morte,
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Quando as armas sempre se erguem, a poesia se ergue muito mais acima de toda a coragem que nem a morte, com sua brutal censura, extermina. Poesia não é sobre o que se escreve, e sim sobre o que se vive e morre sem medo e sem nenhum limite; é tudo, menos sobre o que se fere. É renascer em meio à destruição, o florescer sobre os túmulos de Gaza para consolar o coração de quem fica. É ter a coragem de dizer não à guerra contra qualquer nação e ao que encerra, e, por fim, é o que se escreve ou sente.

Guerra dos Sexos: O Conta-Gotas da Destruição A guerra antes de entrar sempre precisa cortar
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Guerra dos Sexos: O Conta-Gotas da Destruição A guerra antes de entrar sempre precisa cortar os vínculos afetivos, e tem por costume nunca avisar os seus objetivos, primeiro ela sempre elege destruir princípios. Arrebentar a sociedade, uma sociedade por dentro, é da guerra — o intrínseco —, que sempre vem de fora, para destruir o espírito e fazer um grande vazio. A guerra tem por predileção usar como crueldade tática o conta-gotas da retórica, para vir coberta com a vestal moralizadora e inconteste, para calar quem a questione. A guerra dos sexos sempre cai como uma luva no campo de batalha das narrativas, para induzir a destruir as mentes, os corações e esvaziar todas as emoções. [Se você ainda não entendeu o que está se passando, passou da hora de ir acordando.]

"Poetisa" A minha identidade não precisa de discrição,
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"Poetisa" A minha identidade não precisa de discrição, Porque chego sem nenhuma permissão, Como substantivo enraizado, feminino e em eflóreo Pau-Brasil. Entre a vida e a morte, o paraíso e o inferno, Por norte e algo de sorte pelo instinto aberto, e plenamente definido. Entre a paz e a guerra, escrita no Universo, mesmo que há quem se sinta muito e decida, Se sou ou não nada menos do que poetisa. (Porque qualquer coisa há mais me torna menos). Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski Rodeio, Santa Catarina, Brasil.

Não quero saber onde você nasceu, Se ama de verdade
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Não quero saber onde você nasceu, Se ama de verdade o meu país --- eu amo o seu. Se vem até o meu país em paz, Com paz retribuirei: Amar o meu país é a minha Lei. O meu país não é seu, ele é nosso; Trate bem dele como não se houvesse outro. Porque se você se sente brasileiro, Para mim você assim nasceu, e é irmão meu.

Do Pico do Montanhão e por cada rincão no Médio Vale do Itajaí,
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Do Pico do Montanhão e por cada rincão no Médio Vale do Itajaí, Tudo por aqui brinca, vem vestida de folia e passear por Rodeio para brindar a poesia que ainda não li, e sequer não escrevi. Não me preocupo ser lida ou esquecida, O que importa é que a poesia foi escrita; Melhores sempre serão os poetas que virão depois de mim, É por isso que escrevo nos muros do tempo. A vida com inspiração e a cada nova ironia pode ser lida no curso do Rio Itajaí-Açu, tal qual a convicção de que a melhor poesia nunca será a minha, E sim principalmente aquela que não escrevi.

Rio Itajaí-Açu Do Rio Itajaí do Sul e Rio Itajaí do Oeste,
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Rio Itajaí-Açu Do Rio Itajaí do Sul e Rio Itajaí do Oeste, és heroico filho, Teu nome originário segue preservado, Meu Rio grande do jaó de pedra, que inspira e sacia os lábios da poeta. Meu Rio Itajaí-Açu que és o rio total da minha poética vida, que no curso dele tenho toda a poesia para ser sentida, e intensamente vivida. Meu Rio grande do jaó de pedra, Com o teu romance torna esta terra viva e verdejante, És merecedor infinito de ser retribuído por todo o amor nas correntes que tu escreves o destino.

Memória da flor do Jacarandá A flor do Jacarandá cai sobre a memória,
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Memória da flor do Jacarandá A flor do Jacarandá cai sobre a memória, A existência se desfia e as estações desafia a trama da História, porque crê na vitória. Com toda a sutileza para que você venha ser a minha a glória, a refinada paciência, e busco por excelência. O teu poder absoluto desejo ter para sentir a poesia da travessia, eleita para o jogo alto: a escolha da tua vida.

No muro poético "Viva l’Italia" ecoa mostrando vida própria a cada tentativa aberta ou sutil de apagamento ---
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No muro poético "Viva l’Italia" ecoa mostrando vida própria a cada tentativa aberta ou sutil de apagamento --- Emprestando a voz para quem precisa levar ao mundo o conhecimento [inconteste do seu sofrimento]. Da fonte do Guglielmo Oberdan ainda bebo e me mantenho, Com o espírito de Cesare Battisti, de Fabio Filzi e Nazario Sauro, Reconheço não estar em guerra com quem quer que seja, mas não significa que não viva em mim a poética resistência. Do forte signo destas quatro forcas reúno as inúmeras maiores forças para manter aceso no coração o panteão do Irredentismo, emprestado, persistente e vivo, para que ninguém conte outra história quando cruzar o destino. [Porque é do Sol e dos luares do Médio Vale do Itajaí me ilumino].

Profecia da semente e da flor do Jacarandá O sorriso que não te dá vontade de dar nenhuma explicação
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Profecia da semente e da flor do Jacarandá O sorriso que não te dá vontade de dar nenhuma explicação para quem quer que seja, A profecia deliciosa que não sai por nada da tua cabeça. É semente e flor de Jacarandá enfeitando o teu coração, Esperando o amor acontecer e ser muito além da Primavera acima de qualquer estação. O diálogo silencioso ou não, o teu encontro auspicioso, o constante acordo de paz sempre que necessário for; e o orgulho de ter nas mãos o poder do verdadeiro amor longe de qualquer temor...

No Médio Vale do Itajaí a chegada da noite, A vontade paira livre,
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No Médio Vale do Itajaí a chegada da noite, A vontade paira livre, o pensamento no Centro da Cidade de Rodeio. Reunida com a revoada dos Quero-queros, A tão romântica balada e a poética embalada emprestam asas que retribuo silenciosa. Porque nos leio e possuo como quem aceita firme o desígnio da primorosa forma profunda e poderosa de ser o destino aceito.

A cidadania afetiva, para muitos, não se resume ao regresso à Pátria ancestral e à liberdade
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A cidadania afetiva, para muitos, não se resume ao regresso à Pátria ancestral e à liberdade de ostentar um passaporte. É a volta para casa, mesmo que seja só uma viagem interior. Só quem sabe o que significa ainda ouve, mesmo inconsciente, o murmúrio do Rio Ádige cantando o outono da existência, para depois cruzar o Atlântico e virar um oceano de resiliência. O isolamento, a fome, a pressão do isolamento e os sons das execuções vividos pelas "dieci trentine" presas no Castello del Buonconsiglio; a transferência para a Áustria, para a desmobilização da resistência, seguem ecoando inescapáveis, ecoando profundamente no destino mesmo por uns desconhecido. Daqueles que seguem rindo e fazendo pouco caso, ofereço o meu cálice com dose de repúdio; e se passarem na minha frente, não oferecerei nenhum augúrio. Porque sei bem do peso geracional e me guio pela pluma de Luisa Zeni, que enleva a memória em evidência, para que ninguém nunca mais faça zombaria da necessidade de outrora: de um povo teve de viver na prática plenamente a sua lealdade e resistência em nome do direito a vital sobrevivência.

Sempre que quiserem retirar o heroísmo da minha história, ou de quem quer que seja,
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Sempre que quiserem retirar o heroísmo da minha história, ou de quem quer que seja, Deixo-me iluminar pela chama do panteão dos heróis, Para que a glória e a esperança nada nem ninguém jamais apaguem. Peço a iluminação e coragem do espírito de Guglielmo Oberdan, um valente garibaldino convicto, o protomártir do Irredentismo; Para recordar de onde viemos, pois continua vibrante e mais vivo do que antes e não será esquecido: [Que a forca nunca deteve o objetivo]. Com igual espírito do herói ainda jovem, que com Garibaldi esteve reunido, Os nossos ancestrais chegaram, se estabeleceram para [permanecer]; e unidos com amor e entrega esta Pátria para viver e construir, Saiba que está para nascer [quem ousará a História destruir].

Lanço-me entre as auroras sobre a Mata Atlântica, no Médio Vale do Itajaí,
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Lanço-me entre as auroras sobre a Mata Atlântica, no Médio Vale do Itajaí, onde em Santa Catarina por aqui o Aracuã-escamoso se alimenta e se abriga. Porque toda absoluta a Araraúva restauradora amorosa da terra e da vida com raízes e suas cascas é que a inspiração se alia, e das pancadas da vida cura. Sempre que o mundo vier conflitar sem permissão, em mim a brandura perdura, faz moradia com formosura para manter a distância segura. De toda a rudeza e da secura, para não perder nenhum pouco a esperança, a sutileza e a ternura, enlevo-me ao encontro deste vale que põe o meu coração na altura para o que é sagrado se preserve.

LXXXIX Quando Rodeio está em festa o meu coração também está,
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LXXXIX Quando Rodeio está em festa o meu coração também está, Por esta e por cada primavera a alma sempre plena agradecerá. Feliz por viver aqui neste rincão que tem o Pico do Montanhão diante da visão como inspiração. Por hoje e por cada festa que virá nesta terra onde a poesia perdurará. A beleza primeira que sempre enredará.

Não tens ideia que a poesia desta cidade é muito maior do que a minha poesia,
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Não tens ideia que a poesia desta cidade é muito maior do que a minha poesia, que talvez não tenha sido lida. O Sol ainda vibrante anuncia no Médio Vale do Itajaí que Rodeio entrará em festa, por gratidão à terra erguida com dedicação e amor. Só sei que o Sol iluminando enfeita e veste com alegria, quem sabe apreciar a visão do nosso Pico do Montanhão. Com encanto o coração agradece os sons, o silêncio e o sino da Igreja Matriz São Francisco de Assis que juntos fazem a orquestra que abençoa o nosso chão, e faz recordar a tradição.

Em tempos de floração sutil da Guararema do destino, o teu cerco irresistível
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Em tempos de floração sutil da Guararema do destino, o teu cerco irresistível tem sido o meu fascínio. No hábito e no silêncio contigo tenho tecido tapeçarias para o paraíso que temos construído. Nas tuas luzes e sombras em todas tenho afinco: assumo que não te resisto. O teu brio afiado e tranquilo põem o meu peito rendido, ocupas o meu ser com domínio.

De maneira inexplicável um completa o outro, Tu me ocupa irresistível
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De maneira inexplicável um completa o outro, Tu me ocupa irresistível todo o pensamento, e igualmente eu o seu. Ao nosso encantamento dou mais do que corda, Dançamos igual os tuins no vento da [real história]. Na busca dos reais frutos da majestosa Araraúva, Envolvidos pelos véus do silêncio e da aurora: a convicção enamora. Os sinais de completude a cada dia mais estamos fazendo questão de mostrar, que iremos nos [aproximar].

Diante do Araribá-amarelo repleto de frutos maduros dos nossos pensamentos
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Diante do Araribá-amarelo repleto de frutos maduros dos nossos pensamentos que se complementam como o baile das araras que sob o Sol se cortejam longe das árduas batalhas, das expectativas amargas e das convergências adiadas. Fina plenitude de observar no espaço-tempo embalo o que oferece para mim, mas que seja somente teu trazendo de bom ou ruim, abre serena a rota segura por onde devo ou não passar, e faz a revelação do real lugar. O diletantismo de não querer o imediato é ímpar e par, e ilumina a melhor escolher para não se machucar; porque o importante é ser observante e caminhar sem nenhum receio de viver, por nós dois escolhi esperar. O que quero ou não quero cultivando com grã clareza para não perder a firmeza da escolha com certeza de escolher ficar ou deixar para se ficar ser a tua festa, e se eleger ser a saudade que no coração a perpétua nostalgia ladeando a cada dia sem hora para terminar.