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Frases de André Zanarella

173 frases

ACORDEI COM SAUDADES DE VOCE. Acordei com saudades de você Coloquei aquela musica que era mais sua que minha.
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ACORDEI COM SAUDADES DE VOCE. Acordei com saudades de você Coloquei aquela musica que era mais sua que minha. Lembrei-me do seu olhar perdido para lua, E, após tantos anos percebi que era perdido para mim. Chorei uma lagrima contida, Afinal os segundos viraram anos E num lapso serão séculos os segundos de nossa separação. A música invade o castelo das nuvens, Levanta o pó do sótão e faz os seus achados, Engraçado que sempre me vejo com o rosto amassado Em contraste com seu rosto mais lindo, Rosto sem maquiagem acordando ao meu lado. Mexendo em minhas recordações, Ao seu lado nunca acordei mal humorado. Era leve. Leve como a pluma de má coruja, pois tinha você. Você era as notas de minha partitura particular. Hoje pela bilionésima vez acordei chorando Meu dragão lambendo meu rosto Esta noite sonhei com você. Jogo pela janela uma oração de felicidade a você Que seu príncipe lhe de um baú de sonhos bons Pois eu e meu dragão iremos à luta Mas meu coração hoje esta apertado. Andre Zanarella 16-08-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4165581

AMOR BOM - RUIM Lembro-me de olhos verdes esmeralda. O sonho do branco e da grinalda,
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AMOR BOM - RUIM Lembro-me de olhos verdes esmeralda. O sonho do branco e da grinalda, Um único ate que a morte nós separe E que nenhum outro ela namore. Lembro-me que matava um dragão, Pintava de ouro o ladrilho do chão, Pintava o meu rosto com anedotas, Afastavam de nós todas as derrotas, Queria apenas vê-la muito contente, Pois para mim apenas ela era gente. Isso era o amor mais do que bom, Amar assim é mais do que um dom É se doar a momento de nossa vida. Na sede é ter o seu suor como uma bebida, Mas como dá voltas o nosso planeta, Em cada volta muda a face da borboleta, Assim como o cromossomo é espiralado E pode ter no meio um gene meio amalucado. Quando o amor bom não dá certo, Nossa alma fica árida como um deserto, Buscamos pares perdidos num labirinto, Como um tigre feroz, magro e faminto. Nessas horas que vemos que amor, Tem a sua face ruim que se chama dor. André Zanarella 11-09-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4415779

ADEUS SUPERHOMEM Um planeta é destruído no confim, A história se inicia ou esta no fim?
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ADEUS SUPERHOMEM Um planeta é destruído no confim, A história se inicia ou esta no fim? Como acordamos de um pesadelo, Quando a Rapunzel não tem mais cabelo? Um pai, uma mãe lança a semente ao acaso. Como o mimo extremo lança jovem para o vaso. Vaso funerário de cinzas com as estrelas no espaço, Incertezas e duvidas às vezes faltou um abraço. O super-homem olha para céu a procura de seu planeta, Sua supervisão lhe permite ver sem uso de uma luneta. A mãe do mimado ao extremo olha ao céu em oração Onde deixei os meus sonhos tão amados cair ao chão? A esperança nasce quando ele encontra um sorriso, Quando ele vê que mesmo na dor o sorrir foi preciso. Cada passo ao lado da humanidade a decepciona, Deus puniu com o filho marginal, Ele o abandona. Ele é um exilado em seus sentimentos. Mesmo assim vive o melhor de seus momentos. Ela em nome do falso amor sempre falou “sim”, E agora o seu fruto encontra num poço sem fim. O super-homem poderia ser Deus Mas por amar tanto a nós a divindade deu adeus. A mãe que achou que o “sim” é o amor Infelizmente apenas está colhendo a dor. O herói e a mãe. O filho e a humanidade, E nós humanos perdidos em nossa idealidade. A nós basta do super-homem ter a sua fé E do exemplo da mãe “darmos no pé”! André Zanarella 28-08-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4412676

AB AETERNO Meu tempo é tão curto que o agora não existe, Existe uma onda eterna de passado e futuro.
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AB AETERNO Meu tempo é tão curto que o agora não existe, Existe uma onda eterna de passado e futuro. É cadê o nosso presente o nosso agora? Assim é o mundo “ab aeterno” e o já se foi. O tal do minutinho que não existe então, Para a criança o minutinho é uma hora, duas talvez. Para o adolescente é até o fim de semana E para o maduro é na aposentadoria. O tempo agora não existe mais no presente, A fração de segundo que ela existe, eu não sei. Mas ela com certeza já passaram lá tão atrás. E assim é o tempo “ab aeterno” e já passou. Então vivemos a formar uma biblioteca pessoal, Acessada um agora virtual atemporal, Gerando ondas para o futuro inconstante E isso é uma verdade universal “ab aeterno”. Então faça seu melhor durante a onda do tempo, Surfe com felicidade e com amor, Caiu da prancha levante e pegue outra onda, Pois que fica parado vira comida de tubarão. E assim é a vida “ab aeterno”... Por que usei o latim? Porque lá atrás na minha biblioteca pessoal Palavra estava esquecida num fichário amarelado E resolvi reciclar. Somos destinados à felicidade “ab aeterno”. André Zanarella 21-09-2012 Ab aeterno = latim desde a eternidade, sem principio. http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4472077

BA - BAMBOLEAR DA MENTE Daqui a pouco estarei em outro lugar Respirarei outros ares e devagar
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BA - BAMBOLEAR DA MENTE Daqui a pouco estarei em outro lugar Respirarei outros ares e devagar É o premio merecido que me dou Afinal só eu sei pelo o meu corpo passou Foram exames que não acabaram mais E foram dores e medos sem falar os ais Mas estou aqui indo para a Bahia contente Vendo que apesar de tudo sou indigente Passei pela minha dor só na solidão Vou para o resort encontrar a mansidão Minha mente estará num alegre bambolear E cada descoberta ira muito me alegrar Afinal sou indigente graça a Deus Ao meu mal eu consegui dar um adeus. Bahia, eu daqui a pouco estarei ai! André Zanarella 03-09-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4431948

BAMBA – UM CONSELHO Você chegou até mim Vindo de um botequim
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BAMBA – UM CONSELHO Você chegou até mim Vindo de um botequim Bamba em domar coração Veio deixou-me sem ação. Hoje vejo sua mudança Mas ainda há esperança Olho seus olhos escuros E seus atos são tão duros. Cadê a gata negra bamba Que me seduzia no samba Mostrou a canção sertaneja E era minha amiga na cerveja? Bamba você não é gata! Você tem que ser acrobata Ter sucesso sem mudar Mudando todos vão se afastar. Cuidado minha gata bonita O sucesso atrai o parasita E quando acordamos estamos sozinhos Como pássaros que cairão de seus ninhos. André Zanarella 29-08-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4418875

A CRIANÇA DIFERENTE Engraçado como colocamos os outros em nossa vida. Bela jamais sonhou em se apaixonar por uma Fera.
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A CRIANÇA DIFERENTE Engraçado como colocamos os outros em nossa vida. Bela jamais sonhou em se apaixonar por uma Fera. O que levou a coitada da madrasta a ser doente? Doente e não louca. A madrasta mata, ou tenta, para ser a mais bela. Titanic num descuido afundou e muito matou A criança diferente fugia da escola por quê? A mãe e o pai algum dia para a criança diferente perguntou? Será que deram para ela o sentimento da preocupação? Ensinaram valores alem da sobrevivência diária? Mas como dar algo se eles talvez não tivessem para dar? A criança diferente não foi preparada para ser pai. Na explosão dos hormônios só pensou no prazer, Achou que fazer outra vida seria um passe de mágica. Talvez uma queda dentro da toca do coelho branco, Uma olhada para o futuro no espelho da bela madrasta, Uma fantasia onde iria vestir uma armadura de guerreiro, Guerreiro, anjo, ninja ou seria talvez uma fantasia de Chaves? Assim a criança diferente foi pai diferente num mundo diferente. Reconheci o amigo no poder do sorriso e dos encontrões da vida, Achei que a realidade da armadura era normal, Que o rótulo ali estampando era apenas um rótulo perdido, Que embaixo da poeira e da ferrugem havia ouro, Mas a criança que agora era um adulto diferente é assim... No destino eu o escolhi como amigo. Então, eu achei tudo certo. Coloquei-o embaixo de minhas asas com todos os meus amigos, Escolhi luzes brilhantes para iluminar o seu caminho, Orei para Jesus e para os Orixás para abrir os seus caminhos, Aceitei sua historia como sendo algo normal, Mostrei que um plebeu pode morar num castelo encantado E assim a criança diferente se tornou meu amigo, Fiz olhos de cegos e ouvidos de surdos. O rótulo social é algo pior que o preconceito, Mas o que é rotular e o que é preconceito? Assim são meus amigos, são perolas que perdidas eu achei. Para muitos eu ando com cobras, Mas acredito que a madrasta precisa de terapia e não de morte. André Zanarella 25-08-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4360316

BA – JESUS Sol mar coqueiros, Queria agora o senhor Jesus,
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BA – JESUS Sol mar coqueiros, Queria agora o senhor Jesus, Isso mesmo aquele morto na Cruz, Deitar minha cabeça em seu colo, Ter sua mão em meu cabelo E não precisar nada falar. Quero o Jesus do perdão E para tudo dará um explicação. Quero saber aonde eu errei. Por que tanto amei? Quero olhar nos olhos de Jesus, Aquele que por mim foi morto na Cruz. Pedir sossego, Talvez descanso, Talvez perdão, Talvez apenas nada pedir. Cansei de lutar contra meu mundo, Cansei de querer de no perdão ir fundo. Jesus... Morto na Cruz... Ajuda-me a caminhar... Mesmo no paraíso não há ar... Faça aqui no paraíso entender a sua vontade. André Zanarella 04-09-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4433488

SUPER-HOMEM QUERIA SER Super-homem queria ser Sem ter que ter ou ser.
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SUPER-HOMEM QUERIA SER Super-homem queria ser Sem ter que ter ou ser. Não precisar de avião para me levar Sem ter uma vida breve a navegar. Deixar a vida apenas a me carregar E em qualquer momento ir ver o mar. Uma visão que não é breve E no vento ser o mais leve; Conhecer o mistério sem ninguém ensinar E o mal ao redor exterminar. Super-homem por que a capa? Bem que ela podia ser napa. Já que enfeite é o seu destino Mas o super-homem é meio menino; É solitário por toda Terra Seja no abismo ou na serra. Pensando bem não queria ser ele Nem muito menos os poderes dele Não ter outro alguém para chamar de amor É triste como o destruir da flor André Zanarella 11-08-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4380115

MEDITE Não se preocupe em atingir o Nirvana, Não deixe o estresse te levar para a cama,
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MEDITE Não se preocupe em atingir o Nirvana, Não deixe o estresse te levar para a cama, Você não será um grande mestre budista, O importante que você seja bem otimista. Você esta tendo um dia que quer explodir? Sua cabeça não sabe que direção quer ir! Apenas pare e se sente confortavelmente. Respire fundo, solte o ar lentamente. Importante mantenha a atenção na respiração, Vá tentando se soltar liberando a tensão. Aos poucos passara estresse do momento E você novamente terá um bom sentimento. Experimente! André Zanarella 17-09-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4456819

F – ÉFE “F” é a sexta letra de nosso alfabeto. Ela veio dos fenícios e isso é concreto
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F – ÉFE “F” é a sexta letra de nosso alfabeto. Ela veio dos fenícios e isso é concreto O “U”, “V”, “W” e “Y” vieram de quem? Do nosso “F” e de mais ninguém! Da historia do “F” sei somente isso, E passar o que eu sei é meu compromisso. “F” pode ser flúor e também fenilalanina. O segundo dá origem a adrenalina. “F” que para mim sai física e vai ao cinema, “Que “F” esteja com você!” É o Jedi no poema. “F” ou “V” que já não fez esse tipo de teste? Rio São Francisco fica lá no nosso nordeste! Sei que tem muito mais “F” no nosso mundo, “F” nas diferentes áreas basta ir mais fundo. Meu santo de devoção é São Francisco. Fadas, fantasias e monte de “F” num rabisco. E você quais são “F” que você lembra agora? Entre na brincadeira, vamos embora! André Zanarella 15-09-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4444385

BA - BONECA BORBOLETA Na quebra do salto da modelo que atravessa a rua, na parada do elevador entre os andares que lhe faz perder a hora, tudo tem um por que lá na frente, um mistério o qual a nos é escondido. As férias perfeitas, num resort perfeito, curtindo sol, mar, piscina…
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BA - BONECA BORBOLETA Na quebra do salto da modelo que atravessa a rua, na parada do elevador entre os andares que lhe faz perder a hora, tudo tem um por que lá na frente, um mistério o qual a nos é escondido. As férias perfeitas, num resort perfeito, curtindo sol, mar, piscina, leitura, consegui isolamento que eu queria com grande sofisticação. O melhor restaurante japonês que eu já conhecera. Decoração primorosa em cada detalhe. Uma barca maravilhosa, saque, vinho e sucos numa mesa em forma de "u" ao redor das grelhas. Baianas vestidas de japonesas. Apenas casais e eu. Sons. Aromas deliciosos. Mesa coletiva. Que saco! Eu em umas das pernas do "u", na perna oposta um casal uma moça exótica com um rapaz pouco mais velho. A minha frente dois casais nada simpáticos, a minha direita um casal de idosos e na esquerda um casal visível apaixonado, ou senão sem o mínimo de noção pelas demonstrações de carinho em publico, talvez eu seja meio careta ou conservador, mas beijo na boca e certos carinhos, amasso, são bons entre quatro paredes, não em lugar publico e muito menos numa mesa coletiva. Há condutas que são individuais, assim como o bom gosto não é uma questão de dinheiro e sim de bom senso. Vou de suco e água tônica, apesar de que as bebidas feitas de saque são lindas e tentadoras, mas não sei o porquê uma sensação estranha de mal estar e antipatia me domina. A moça, exótica, vestia um vestido branco tinha uma borboleta tatuada no pescoço, vestido elegante curto de certa transparência que a deixava com ares sérios, mas sensuais. Um pingente de borboleta. Na pulseira inúmeras borboletas. Reparei nela, pois ela se sobressaia no meio dos turistas, seu acompanhante, também bem vestido, alias, na mesa eram os únicos que conversam em tom baixo, pois os outros faziam questão de falar alto, de mostrarem que estavam de férias, que podiam estar de férias e que ali não era o ambiente deles. Meu Deus, como diria o poeta “a burguesia fede”. O cozinheiro entra no "u", show na manipulação da espátula e faca. Aplausos... O cozinheiro fazia verdadeiras acrobacias com o alimento um show digno de ser apreciado. Eu escolho um prato de polvo com camarões e legumes, tudo banhado no molho especial de soja, que segundo o cozinheiro é uma receita especial da casa. A postura da borboleta branca com classe sem igual manipula os hashi com classe, num pensamento maldoso chego até desejar que caísse algo na roupa dela impecavelmente branca. Apesar da comida excelente como pouco, a garçonete me pergunta se passo bem, afinal da porção generosa se camarões e polvo, mal toquei na comida, sinto o rosto a arder, quero mais ir embora para o quarto, quero dormir. A roupa da borboleta me incomodava, o barulho das espátulas me incomodava tudo ao meu redor era meio que uma explosão de calor, brilhos e sons. Saio antes das sobremesas, peço água e tento respirar, molho a cabeça em uma fonte, a brisa da noite me dá uma pausa no meu mal-estar. No hall do restaurante a esperar a condução que levara para meu setor no hotel, todos passam por mim e me olham ou apenas me veem? Mas a borboleta e seu companheiro vêm conversar comigo. Eles mostram uma evidente preocupação, devo estar com aspecto horrível, cabelos molhados, camisa molhada. Explico que estou com o rosto pegando fogo, olhos e garganta ardendo muito, tudo me incomodando. Ela e seu acompanhante pedem licença e rapidamente me examinam. Diagnostico reação alérgica. Seria a comida? Seria algo ingerido no Happy Hours? Eles educadamente falam que são médicos em São Paulo e que estão comemorando o aniversario de casamento deles no resort. Tentam ser visivelmente agradáveis. No caminho para o meu setor do resort, calafrios, eu estou no bloco seis, eles num chalé no mesmo conjunto que o meu. Em todo o percurso, eles são atenciosos, conversam e perguntam como eu estou. Conversas e perguntas. O pequeno percurso do bloco onde estávamos até o nosso setor durou uma eternidade. Finalmente chegamos ao nosso setor, eles perguntam se eu tenho alguma medicação, respondo que nada que um chá de boldo e cama não resolva. Eles oferecem levar um anti-histamínico para mim no bar do hotel. Nessa altura do campeonato aceito sem muito pensar quero me livrar do mal estar, da sensação de ressecamento de tudo mais, da angustia de querer respirar e ter a dificuldade. Ela ficou comigo no bar e ele foi à busca do medicamento. A Borboleta branca me fazia tomar pequenos goles de água, com um lenço que não sei de onde saiu umedecia minha testa e face, com uma delicadeza de tamanho sem igual tentava me distrair, perguntava coisas de minha vida assim como contava coisas de sua vida, conversa fácil, conversa sem compromisso, apenas para matar o tempo de espera. Nasceu no interior de são Paulo, aos sete uma descoberta, aos dezessete mudara para a capital aos vinte e sete virara Borboleta. Sete se descobriu? Aos catorze perdeu a virgindade. Aos vinte e um numa cirurgia plástica conhecera o marido. Aos vinte e oito casara. Agora luta para adotar um filho. Em poucas palavras um resumo de sua vida. Eu achei que ela contava para mim os fatos como se tivesse decorado tudo para um exame oral. Ouvia, nada comentava, alias não demonstrava nada a respeito, a dificuldade respiratória e o mal estar eram tanto que a cena mais parecia cena de um filme antigo. O marido finalmente chega injeção de anti-histamínico. Mais uns comprimidos. Ele pediu para ela contasse a sua história com calma. O que teria motivado ele a fazer tal pedido, incrível como a minha respiração havia melhorado. Ela nasceu no interior de São Paulo, a mãe foi abandonada pelo pai que batia nela mesmo ela estando grávida, deu a luz a um belo menino, sozinha em casa. Foi sozinha como o bebe no colo para registra-lo. No cartório a mãe entra com o recém-nascido enrolado em roupas rosa, registra-o com nome de menina. Batiza-o com nome de menina. “Nasci homem, mas tenho todos os meus documentos o nome de mulher!” Então ela nasceu menino! Procurei automaticamente sinais da “masculinidade” dela, nada. “A minha mãe, que hoje a diagnostico de esquizofrênica, me vestia de menina.” As pausas talvez fosse um pouco longas, como se buscasse fatos ou palavras num contexto perdido. “Ensinou-me a fazer xixi sentada, a usar fita no cabelo, com sete anos sabia todos os afazeres do lar. Fazia fuxico, tricô, crochê, ponto cruz, não podia brincar rua, moçinha direita não brinca na rua. Óleo de amêndoa no cotovelo e pés.” “Aos sete vou para a escola, passei o grande horror da minha vida.” “Lembro-me exatamente o dia que eu estava no banheiro e uma amiguinha entrou no reservado, coisas de meninas, creio eu, ela mostrou sua bolsinha e eu mostrei a minha bolsinha que era diferente da bolsinha dela. Ela saiu gritando: Menino tem um menino no banheiro das meninas, eu era tão tola que sai ergui a minha roupa e corri também do banheiro, (risos) afinal um menino não poderia jamais ver uma menina nua era pecado mortal e os condenaria ao inferno e ela jamais acharia um príncipe como marido, acharia apenas sapos. Saio correndo gritando também a servente entrando no banheiro esbarra comigo.” “Não foi achado nenhum menino, a amiguinha rapidamente falou para escola toda que eu era menino, ou melhor, falou que era menina com pinto.” “No outro dia na escola durante o recreio, meninos e meninas estavam fazendo gozação e brincadeiras maldosas comigo, na época não era bulling, ou era, mas não se usava o termo. Quando me seguram e erguem minha saia e abaixam minha calcinha de renda, chorando falei que eu tinha uma “bonequinha” como toda menina no meio das pernas. Eles riam, me jogaram no chão, ergui minha calcinha, arrumei a minha roupa, limpei o meu rosto, peguei a lancheira e sai espancando todos ao redor, não sabia o porquê eles faziam tal brincadeira de mau gosto comigo, eu uma menina tão devota a virgem Maria. Foi um caos geral, tirei sangue de meninas e meninos, usei minha lancheira como arma, eu chutei, eu dei soco e mordida, virei onça, a servente mal conseguia me segurar.” “As mães foram chamada na escola. Perguntaram se eu sabia a diferença entre meninos e meninas, na hora eu falei meninos tem pênis que machuca as mulheres e fazem nenês nela, minha mãe sempre falava isso para mim, lembro que ainda completei que era algo grande e duro e as mulheres tem algo pequeno e macio entre as pernas uma bonequinha chamada de vagina.” “Isso eu falei na frente da diretora, psicóloga eu acho, medico da escola e alguns pais e minha mãe, minha mãe mostrava indiguinação, as outras mães que já haviam falado com os filhos afirmavam que eu era menino. Solução: Mostrar para um médico que eu era menina ou menino. Todos saíram da sala, apenas o medico, a diretora, minha mãe e eu. Com vergonha sem olhar para lugar algum desabotoo minha saia, deixo-a cair, e abaixo minha calcinha...”. “Para minha surpresa eu não era menina...”. “O medico mal fala que eu era menino e minha mãe tentou matar o medico, ela sai de onde estava com uma cadeira eu acho e acerta o medico deixando ele caído no chão, à diretora sai correndo gritando para o corredor, minha mãe numa agilidade que eu desconhecia tranca a porta. Coloca-me encima da mesa, até hoje ainda não sei o que ela tinha na mão, mas acho que era uma Gilette, ela iria amputar meu pênis, ali na mesa. Nisso o medico a segura, a porta é arrombada, foi algo inimaginável, cena de filme de terror.” “Varias pessoas tentando segurar minha mãe, até que por fim ela foi contida, ou sedada, eu estava em cima da mesa, seminua e apenas chorava. Não gritava, não emita som, apenas chorava muda, eu era menino? Naquele dia arquitetei minha morte.” “Enquanto levavam minha mãe, alguém arrumou minha saia plissada azul marinha e minha blusa branca, meias e sapatos pretos e o arco na cabeça. Enquanto perguntavam entre si o que iam fazer comigo, levantei peguei uma lamina de barbear e fiz apenas o que me restava a fazer cortei os pulsos.” “Desmaiei, pela dor ou pelo sangue não sei, nem sei quando tempo fiquei sedada e amarrada num leito de hospital. Lembro perfeitamente do dia que fui levada do hospital pelo medico que tratava de mim para outra cidade. Na porta de uma casa com aspecto de escura uma velha vestindo cinza, minha avó, que mais tarde viria saber que ela era católica puritana moralista e ao seu lado uma senhora, minha tia, mais tarde também saberia que era carola com alucinações religiosas, a esquizofrenia estava em meus genes.” “Eu, uma menina de sete anos, tive a cabeça raspada, um surra de espada de São Jorge, pois a partir daquele momento eu era menino.” “Foi mandada para aula de futebol, esporte de macho. Ganhei roupas masculinas, carrinho e bola de capotão, era obrigada a correr descalça pela rua. Rezar o terço de joelhos no milho ou feijão para pagar meus pecados. Se cruzava a perna... apanhava, se sentava na privada... apanhava, se fazia biquinho... apanhava, se tirava a mesa... apanhava, se cantarolava... apanhava também... Obrigada, tapa na boca até sair sangue.” “Também foi mandado para judô, para bater quem o chamasse de viado, mas sozinho em casa coloca a cueca no rego, vestia a roupa da tia carola sonhava com o príncipe encantado.” “Trabalhava de tudo, auxiliar de pedreiro, entregador de pão e até engraxate, tudo que pudesse me fazer mais homem, enquanto isso eu estudava muito e minha avó e o padre tentavam mudar o meu nome nos registros. Aos dez foi colocado para trabalhar na farmácia que ficava na esquina da nossa casa, lugar melhor do que uma farmácia não pode existir para mim, tomei neovlar, microvlar, lia bula atrás de estrógeno e atrás de progesterona, tinha esperança do erro de Deus consertar, tinha esperança de não ter pelos na face, de não ter a voz grossa e que eu tinha no meio das pernas desaparecesse.” “Aos catorze anos, exatamente no dia do meu aniversário, morreu minha avó, minha tinha beata me manda para um colégio católico para ser de Deus, meus traços na época eram mais de meninas do que de meninos, quem me levou para o colégio foi o padre amigo da família, numa parada num hotel de posto de gasolina para uma sesta, se a lenda fosse real eu seria mula-sem-cabeça,... Tudo acontecia e apesar da dor vinha na cabeça a musica Geni do Chico. Ele me deu duas opções ir para o colégio ou fugir para São Paulo enquanto ele dormia.” “Fugi para são Paulo, conheci Letícias, Micheles e mais um monte de bonecas... como conheci as damas da noite, os drogados e michês e toda a população noturna que habita uma cidade grande. A vida noturna tem outras cores e outros ares.” “Tentei trabalhar honestamente, não como mulher nem como travesti, afinal não sabia o que eu era ainda. O mundo da muitas voltas e acabei após passar fome e até roubar arrumar um emprego como faxineiro num hospital, trabalho noturno. De dia faxina casas, com o pouco de dinheiro que conseguia um bordadinho, um tricô, um crochê, um remendo, minhas clientes o povo da noite e o povo do hospital. Assim conheci Dra, foi uma das medicas que me tratou na minha infância na minha tentativa de me matar, ela me reconheceu, contei minha historia a ela, acabei indo morar na casa dela”. “Morando na casa da Dra, fui para a terapia, voltei a estudar e muito, descobri que eu nasci ovo, que a rejeição da minha mãe pelo meu pai estampava em mim, que a doença que a minha mãe tinha apenas me ajudou a romper a casca e nasci pela segunda vez, à primeira vez nasci de um útero e a segunda eu renasci quando me descobri homem. Cresci com a sensibilidade feminina, nesse período de crescimento eu absorvi tudo, aprendi as lições de ser homem, como aprendi as lições de ser mulher. Agora era a hora da escolha do ser na vida e assumir uma posição.” “Aos vinte e um anos eu fiz a minha operação, cortei a Cruz mais pesada de minha vida.” “Sai do país com passaporte de mulher, com nome de mulher com um corpo andrógino devido aos hormônios, segura do que eu iria fazer ao meu lado a minha mãe de coração, a Doutora”. “Voltei para o Brasil e a primeira coisa que fiz foi procurar minha mãe biológica, uma sombra do que ela foi ela era, entrei no seu quarto ela sedada, uma morta e viva, demorou a me reconhecer, catorze anos se passaram desde que eu a vi pela ultima vez.” “Choro, lagrimas, ela palpa meus poucos seios e no vão de minhas pernas que ainda está dolorido, chorando ela falava que estava certa. Soube uma semana depois que ela tinha morrido.” “Terminei minha faculdade, me especializei em psiquiatria.” “Anos se passaram, resolvi fazer uma plástica e nesta conheci o meu amor. Trabalhamos no mesmo hospital, eu nunca reparei nele até o dia que eu fui ao consultório particular dele, fiz minha cirurgia. Um dia sem mais nem menos nos encontramos no refeitório do hospital. Conversa vem e vai e estamos juntos até hoje.” “Agora que sou borboleta completa faz anos que luto na justiça para adotar um filho, ninguém entende que o ovo morreu, a lagarta morreu a crisálida rompeu e que posso ter uma família feliz me falta apenas um filho.” “O destino me ajudou a ser o que sou, mas a lei impede o sonho de se realizar, quero acreditar que tudo no final dará certo, como tudo deu ate agora!” Ela me contou toda a sua história, sem mexer no cabelo, sentada com postura correta tomando “Blood Mary” e eu chá de boldo, o marido quieto fumando um charuto. Às vezes quando ela falava da lagarta seus olhos enchiam de lagrima e só então repara na mão um pouco maior que o normal ou seria esta a minha impressão? Ela se desculpou. O marido se desculpou. Eu estava muito sono, mas com a cabeça fervilhando, por que ela me contara a sua história? Na saída do bar ele me pergunta: Qual ano de sete em que você nasceu? Ela sorri para ele e diz além dos sete ao seu redor, ele tem com ele um Erê que me trará um curumim... E partiu para a direção de seu chalé. André Zanarella 07-09-2012 (Escrito em vários papeis meio atordoado. Tentando ser fiel o que a mim foi narrado.). http://www.recantodasletras.com.br/contos/4442736

BA – EU ESTOU VOLTANDO De repente a alma quer voltar, Mesmo tento o fenótipo caucasiano
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BA – EU ESTOU VOLTANDO De repente a alma quer voltar, Mesmo tento o fenótipo caucasiano Tenho nas veias como todos nós o sangue africano. Quero ir para a Bahia. Onde o Brasil nasceu, Quero voltar às origens, Ver gente alegre sorrindo, Quero esquecer um pouco quem sou eu. Tomar caipira de cajá, Quero dançar mesmo sendo torto, Quero sentir na pele a força dos orixás. Quero e vou para a Bahia. Desta vez quero ir num só lugar, Quero morgar. Quero lagartear. Quero jogar fora o relógio. Quero mais é baianar sem compromisso algum... A não ser relaxar. André Zanarella 02-09-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4430486

UMA NOITE ALTERNATIVA Sou balseiro mudo que fala chinês Você é protagonista pela primeira vez.
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UMA NOITE ALTERNATIVA Sou balseiro mudo que fala chinês Você é protagonista pela primeira vez. Faço do meu suor o sumo de seu prazer Dentro de minha balsa quero lhe ter. Realizo o seu sonho da dança alternativa São seres da noite mudando a perspectiva; Solto suas algemas em seu habitat feroz O som da musica alucinante é tão veloz! Eu conduzo minha balsa na noite alucinante Vejo o másculo e a fêmea num casal dissonante; A luz estroboscópica turva a minha visão E você dançando até parece bolha de sabão. Nessa noite alternativa de tantos gatos pardos Os seus acompanhantes são todos felizardos. Encerramos a noite num caldinho sub-humano Nesta noite por um instante fui Deus se não me engano... André Zanarella 04-08-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4299425

AS LINDAS DANAIDES As lindas Danaides são cinquenta irmãs, Belas como as cores das mais belas manhãs.
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AS LINDAS DANAIDES As lindas Danaides são cinquenta irmãs, Belas como as cores das mais belas manhãs. Na mitologia grega a estória delas é contada, Tem versão mais ou menos romanceada. Foram forçadas a um casamento sem amor E na noite de núpcias a matar o marido sem pudor. Uma irmã não cumpriu com o combinado, Quando foi ser punida Afrodite ficou de seu lado. As quarenta e nove irmãs viúvas casaram novamente Com grandes heróis deixando o seu pai contente, Mas no desencarnarem com Hades foram acertar E uma punição pelo assassinato Hades a elas foram a ajustar. As lindas Danaides tinham que encher com água um tonel, Enquanto não enchessem no inferno sofreriam de modo cruel; Para isso cada uma tinha apena um jarro furado, Desse modo cada uma delas pagaria o seu pecado. Dessa lenda tão antiga surgiram expressões no nosso mundo: Exemplo: ”Tonel das Danaides” ou “Poço sem fundo” São coisas que fazemos mas que nunca tem realmente um fim. Se você tem essa compulsão vá para um psicólogo ou um botequim. André Zanarella 15-08-2012 Danaide: Espécie de roda hidráulica; danaida. Zoologia Inseto lepidóptero diurno da África, de asas vivamente coloridas. Fig. Tonel das Danaides, poço sem fundo, coisa de que não se vê o fim. http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4394056

O ANALFABETO “O vergonhoso não é ser analfabeto” “O vergonhoso é manter analfabeto”
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O ANALFABETO “O vergonhoso não é ser analfabeto” “O vergonhoso é manter analfabeto” Hieróglifos por toda a Avenida Paulista, Símbolos místicos em livros mágicos, Historias de povos encantados e antigos, E eu aqui encalhado no tempo. Perdido numa encruzilhada de símbolos, De riscos místicos e ilegíveis. Tenho vergonha de procurar ajuda. Quero desvendar o mistério do encantamento, Preciso de coragem para romper o primeiro passo, Afinal também quero ser mágico, Quero conhecer a lua e talvez marte, Ir ao centro da Terra e no num planeta plano, Conhecer Maria Antonieta e talvez Ceci. Ai, eu aproveitarei mais a vida que eu vivi. Meu nome não será um apenas um “X”, Ou a marca de meu polegar rachado, Meu nome contara uma historia, Mostrara filho de que eu sou; Escreverei uma carta de amor para ela, A linda namorada de minha infância, Apenas perguntando o que o destino fez dela E contarei que no dia de hoje me tornei um mágico Afinal hoje dei o primeiro passo para aprender a ler. André Zanarella 10-09-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4408092

BA - EMANUEL Emanuel, Deus conosco. Hoje na Terra tudo é fosco,
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BA - EMANUEL Emanuel, Deus conosco. Hoje na Terra tudo é fosco, Ensinou o amor no toque, Na sua oratória deu choque. Foi mariposa que voa na noite, Mesmo na hora do açoite. Oh! Humano Emanuel. Sonhos sobre o papel, Dançarino na multidão, Luz perante a escuridão, Brasa onde não há calor, Fogo onde o frio se fez dor, Coisa boa de sentir no coração, Fisioterapeuta da alma, Na Bahia me trouxe calma, Agradeço conhecê-lo na oração, Afinal foi assim minha criação.

JABÁ Na árvore altaneira está a Jabá Bico branco e olho azul cantam as Jabás
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JABÁ Na árvore altaneira está a Jabá Bico branco e olho azul cantam as Jabás Enquanto os homens vestindo Jabás Nos varais prepara o seu saboroso Jabá Não serve para gaiola a linda Jabá Nem muito menos para alimento serve a Jabá Mas o homem vestido de Jabá Comendo o seu saboroso Jabá Esta acabando com a bela Jabá Mata a floresta morada da Jabá Para criar gado para fazer mais Jabá E o território necessário da Jabá Esta menor que um prato de Jabá Daqui a pouco lembraremos só do Jabá Afinal atualmente poucos conhecem a Jabá. Salvem as gralhas Jabás Salvem a morada das Jabás André Zanarella 10-08-2012 Jabá (ioruba jàbàjábá) 1 Carne seca. 2 V charque. 3 Roupa de casimira surrada. 4 gír Comida de quartel. 5 gír V jabaculê. 6 sf Ornit Gralha, sinonimo japu. http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4377033

A BALUMA DA VIDA A baluma está em todos nós Dá direção antes de nossos avós.
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A BALUMA DA VIDA A baluma está em todos nós Dá direção antes de nossos avós. Nascemos por um cordão, Ele nós deu a máxima ligação. A baluma terá que ser esticada, Em outras haverá de ser afrouxada; Assim o vento da vida nos dará direção Levando ao rumo de ter um bom coração. Se a baluma for frouxa não iremos a lugar algum, Acabaremos à deriva no mar sendo apenas mais um. E a frouxidão da baluma nos fará perde os ventos Restara apodrecer em arrependimento e alentos. Mas se baluma for pela nossa condutora bem manejada, Iremos longe superando os temporais dando risada; Fortaleceremos-nos no mal e agradeceremos o bom vento, Viveremos à vida, vitoriosos, pois não ficaremos parados no alento. Nós somos embarcações nesse grande oceano da vida, Nossos motores, velas e remos nos foram dado sobre medida. Fazer bom uso de nosso instrumento É obrigação divina a todo o momento. André Zanarella 03-08-2012 Baluma =Cordel, que passa por uma bainha das velas latinas. http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4302927

CARTA AOS AMORES QUE IREI TER Jacarei 20 de setembro de 2012. Vejo o espelho de água e vejo o futuro. Vejo os amores que nunca terei. Vejo o vento a soprar em meus cabelos. Vejo os amores que eu tive e a marca que eu deixei em cada coração que um dia eu tive, ou melhor, um dia…
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CARTA AOS AMORES QUE IREI TER Jacarei 20 de setembro de 2012. Vejo o espelho de água e vejo o futuro. Vejo os amores que nunca terei. Vejo o vento a soprar em meus cabelos. Vejo os amores que eu tive e a marca que eu deixei em cada coração que um dia eu tive, ou melhor, um dia possuiu o meu coração. Entra pedra bruta em minha vida sai pedra lapidada. Eu sempre coloquei todas em um pedestal chamei de princesa a plebeia, mas os anos pesam nas minhas costas e no espelho do futuro vejo os amores que ainda vou ter, vejo o percurso de tempo que eu terei que caminhar ao lado de cada amor que terei. Eu terei ainda que aprender a respeitar o caminhar da pessoa amada, pois cada qual nessa vida vem com o seu ritmo e por um momento temos o mesmo ritmo na caminhada chamada vida. Quando estabelecemos o mesmo ritmo nesta estrada que se chama vida, caminhamos lado a lado, às vezes numa troca de olhar, uma batida mais forte de coração a vontade de sorrir para a pessoa ao seu lado é maior que tudo. O sorriso persiste e insiste nesse momento que pode ser uma fração de segundo ou décadas então, nossos corações será um e o amor se faz divino na Terra. Talvez eu nunca ache um ser com o mesmo passo que o meu por uma eternidade, mas enquanto ao lado de minha amada eu andar estarei tentando transforma-la no centro do meu universo, pois durante este período de caminhada Deus se fará mais presente em meu ser. Eu amarei a pessoa ao meu lado e a cada sorriso que ela dar minha aura explodira em cores e vou querer compartilhar o amor com todos que por eu apenas triscar. O amor divino é o segundo que se fez imortal ou a imortalidade que fez num segundo? Não importa o nome ou a definição, nos primatas ditos racionais, temos a mania de tudo nomear e de tudo definir, mesmo quando o importante é apenas sentir. No caso do amor é sentir que cada átomo meu perdeu-se numa explosão de felicidade por encontrar a mesma vibração em outro ser. Minha futura amada, caminharemos para o sol, caminharemos para o universo. Às vezes se sua e a minha caminhada for eterna partiremos para outras lutas com encontros marcados, estaremos com outras faces, outros corpos, mas meus átomos reconhecerão os seus átomos, então sorrirei para você. Seu nome não importara, assim como o meu nome não importara e todas as definições cairão por Terra, pois o importante será apenas o amar. Um dia eu te encontrarei. André Zanarella http://www.recantodasletras.com.br/cartas/4466860

VESTIDO DA COR DE ROMÃ (BALAUSTINO) Ela entra no boteco com ritmo Mexendo com o meu biorritmo.
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VESTIDO DA COR DE ROMÃ (BALAUSTINO) Ela entra no boteco com ritmo Mexendo com o meu biorritmo. Apesar do frio veste vestido curto, Vermelho rouba a atenção num surto. Negra mais linda usando balaustino Sua beleza me deixa tão pequenino. Negra da cor marrom de chocolate Usando roupa da cor escarlate. Lembro-me de uma musa comendo romã Rindo com gosto de amanhã Trazendo no lábio o balaustino Qual será dessa negra o destino? Perdido na beleza eu perco a conversa E a poesia vem de minha alma imersa. Buscando o tom vermelho balaustino Vem o rubro, o Ferrari brincadeira de menino, Resta escrever o poema num guardanapo Pois todos na mesa me cobram um papo. Por um instante a negra vestindo balaustino Fez de mim na fantasia um peregrino. André Zanarella 08-08-2012 Balaustino = (balaúste+ino) De cor semelhante à da romã. http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4398437

CHURRASCO Vejo festas animadas pela carne e carvão, Mataram meu mundo com tiro de canhão,
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CHURRASCO Vejo festas animadas pela carne e carvão, Mataram meu mundo com tiro de canhão, Desço ao inferno em nome de um amor, Apenas na esperança de achar uma bela flor. André Zanarella 17-08-2012 Creio que quanto menos animais nós comemos mais evoluídos somos. Outra coisa fogos de artifícios eu sou contra. Muitos pacientes sofrem paradas cardíacas e AVC como os fogos, sem contar a poluição que eles causam. http://www.recantodasletras.com.br/trovas/4356483

RIA ALTO Tem dia que você acorda com uma dor, Seja lá onde for acaba com o seu humor.
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RIA ALTO Tem dia que você acorda com uma dor, Seja lá onde for acaba com o seu humor. Dirigindo o carro você leva uma fechada, Seu humor acaba de dar uma guinada. O atraso do pagamento ou menstruação, Gera estresse e deixa o humor no chão. Nesses dias que parece tão pardacento, Tento rir alto como meu maior intento. Procuro escutar uma musica mais contente, Tento lembrar o lado engraçado da gente. Leio piadas, youtube e vejo site de humor, E assim vou espantando o meu mal humor. Algo que não falha nunca é terça insana, Ari Toledo contando nunca me engana. Então um conselho de um veterinário: Mande o mau humor para a pqp, pois viver é algo extraordinário. André Zanarella 12-09-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4409481

BA – RODA O LAGAR Os cones do lagar rodam. Entram o grão e sai azeite.
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BA – RODA O LAGAR Os cones do lagar rodam. Entram o grão e sai azeite. É o estranho amor do viver, Que nos faz cuidar por cuidar. O lagar de Deus chama Terra, Entrou bicho e sairá Homem. Mexe a roda do lagar da vida A mãe, o pai e o destino. Entra bruto e sai fluido, A pressão não embrutece, Refina o grão e o fruto. Retira o sumo que dá sabor, Muda o estado de cada um. Roda o lagar da vida, Molda o homem e o bicho, Entra cão selvagem, Sai o melhor amigo. André Zanarella 06-09-2012 Lagar = s.m. Instalação destinada a reduzir a líquido certos frutos, ou grãos oleaginosos; prensa. Local onde se realiza essa operação http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4438263