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Frases de André Zanarella

173 frases

EU E VOCÊ Musica romântica me faz lembrar você, Assim como musica sertaneja e axé.
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EU E VOCÊ Musica romântica me faz lembrar você, Assim como musica sertaneja e axé. Aprendi aceitar uma cultura não minha, Moldei-me a hábitos não meus e sim seus, Não me arrependo de nada, pois amo. Queria mais momentos de calor, Calor em teus braços, Alias no enlace, Os meus braços nos braços teus. Saudades dos toques roubados, Da mão na mão e do olhar no olhar, Uma casualidade inesperada, Um ato falho, um “Gá” perdido. Esses momentos estão ficando raros, Parece que o abismo está se abrindo, Cansando de lutar para manter você, Amo-te tanto, mas dou-lhe a liberdade, Sofro quando sei que está em má companhia, Mas dou-lhe liberdade, Às vezes sufoco-a, Sei disso, mas quero o seu bem, No momento máximo deixarei você decidir, Sei que perderei na escolha, Sou velho com um sorriso sem graça, Sonho apenas com sua felicidade Talvez um dia você entenda isso Talvez você leia essa poesia tarde demais Talvez quando ler nem a amizade restará Mas mesmo assim te amarei E quando estiver lendo é porque a revelei ao mundo É porque o mundo sabe que te aceitava, Talvez ainda te aceite, Não sei o tempo que isso ocorrera, Mas espero que você a leia estando comigo O amor é algo eterno nunca esqueça isso, O papo que o amor vira ódio é mero papo Quem amou jamais esquecerá. André Zanarella 20-12-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4656799

O MAR EM MINHA MENTE Mar na minha mente, Queria você somente.
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O MAR EM MINHA MENTE Mar na minha mente, Queria você somente. O marulho me relaxa. Negra, vem e me acha. Na manhã a melodia, O mar faz uma sinfonia. Você está na harmonia, Invade-me numa ventania. Levo na mão uma vela, A qual eu roubei da capela. A luz da vela é o meu sol, Transformo-a num farol. Quero que ela traga-a mim Esteja em qual for o confim. Quero afastar as gaivotas, Malditas amigas idiotas. Sonho com você de grinalda, No dedo anel de esmeralda. Como realizar este devaneio? Que nem podemos dar um passeio. Negra quebre as lágrimas da solidão, Liberte-me de meu doce grilhão. Vendo o mar com vela na mão, Sinto mesmo tendo-a a solidão. Saber que te amei demais Que vamos fugir de um cais. Na chama da vela imagino fogo, E nunca te queimar é o jogo. Você minha muleta, Esqueço a ampulheta. Você negra, gata, jovem e bela. Eu velho com os sonhos na lapela. Agora a todos sou nanico mudo, Apenas eu corro pelo mundo. Estou aqui na frente do mar, Quero você para lhe amar. Vela do farol apagada na mão, Tudo escuro eu estou na solidão. Sou nanico, Não sou rico, Não sou mudo, Não sou do mundo, Sou apenas um anjo querendo ama-la em exagero, Vem para mim você não imagina meu desespero. Solte-me de meus grilhões, Minhas penas foram levadas pelos furacões, Só me restaram asas cortadas pelo destino E o meu sentimento por você que é cristalino. Fica comigo Negra Gata! André Zanarella 07-12-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4553470

O DARDEJAMENTO D’ALMA São Sebastião com suas setas, morto! Mesmo amando estou sem conforto.
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O DARDEJAMENTO D’ALMA São Sebastião com suas setas, morto! Mesmo amando estou sem conforto. Maldito cupido que uso só um dardo, Deixando o amor para mim como fardo. Em Jesus na cruz usaram nele uma lança. O amor tem que ser provado numa aliança? Se for por que vale toda a atitude, E na cama os momentos de plenitude? Minha alma esta tão ferida agora, Que queria para lugar ir embora. Seria um problema entre gerações, Ou seria algo de nossas criações? Venha para o meu lado negra menina Dissipa de minha alma toda a neblina, Tira os dardos que feriu o meu coração E vamos viver juntos para sempre nossa canção. André Zanarella 31-10-2012 Dardejamento = Ação ou efeito de dardejar. Arremessar ou ferir com dardos. http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4577011

CRIANÇAS DA NOITE LOBOS Os lobos da noite são apenas medos tolos. Tem coragem por são matilhas e dentes,
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CRIANÇAS DA NOITE LOBOS Os lobos da noite são apenas medos tolos. Tem coragem por são matilhas e dentes, Perseguem os coelhos e pequenos na noite. Os lobos solitários são agressivos por medo, Pois foram pequenos um dia na matilha. Os lobos uivam pela sua dor para a lua, Urinam para marcam o teu território. O lobo é belo e sedutor que comeu a avó, Quase matou a chapeuzinho vermelho, Foi morto por um caçador que apareceu do nada. Onde foi parar a infância da chapeuzinho? Por que o caçador estava próximo à casa da avó? Por que o lobo atacou aos humanos? Os lobos são assim tira o sossego das crianças, São medos tolos da infância da criança bela. Talvez seja o consolo de uma vovozinha. André Zanarella 28-10-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4595264

OS ROMÂNTICOS São tão tolos os românticos, Transformam musicas em cânticos,
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OS ROMÂNTICOS São tão tolos os românticos, Transformam musicas em cânticos, Arrepiam ao ato da lembrança, E choram como uma criança. Os românticos sonham ao ir embora E para o reencontro conta a hora. Sempre a vê como uma adolescente Mesmo a velhice sendo ela decadente. Os românticos são apenas coração Não acreditam jamais numa traição, Entrega vivendo por um triz, Mesmo que no fim saia com uma cicatriz.

BANDA Venho de outra banda para conhecer você, Pois nossos destinos foram amarrados numa banda,
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BANDA Venho de outra banda para conhecer você, Pois nossos destinos foram amarrados numa banda, Fazendo uma banda brilhante em nossa aura. Ao envelhecer, E a banda do retrato amarelar, Que mostra o sorriso nosso vendo a banda tocar. Nessa hora com estaremos velhinhos, Deixaremos de banda nossas magoas Na banda do radio acharemos a nossa musica E dançaremos até o nascer do dia. Recordaremos que um dia eu fui seu “Gá” E você foi minha linda “Negra Gata”. Com certeza nesse dia você ainda será André Zanarella 28-12-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4634480

MILAGRES Posso querer o copo de leite, Para de meu lar ser o enfeite.
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MILAGRES Posso querer o copo de leite, Para de meu lar ser o enfeite. Mas tudo que passei valeu, Mesmo eu estando no breu. Respiro o cheiro de uma flor, Penso em todo o seu amor. Quero você comigo no oceano, Voar daqui para o próximo ano. Venha comigo apenas sonhar, Ensina-me o seu jeito de amar. Vamos fertilizar todo o deserto, Neste mundo louco nada é certo. O milagre do seu sorriso belo, Leva-me para um mundo paralelo. Vamos matar a fome desse mundo, E nos conhecer no intimo profundo. Tenho saudades de você num minuto, Afinal perto de você dou o melhor fruto. Imagino se um dia nosso amor acabar, Como é que eu vou ficar... André Zanarella 31-12-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4667790

ALAZDE NANAR LER Alazde Nanar Ler veio ao vento, Parecia um som familiar uivado,
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ALAZDE NANAR LER Alazde Nanar Ler veio ao vento, Parecia um som familiar uivado, Numa duna de areia num deserto, Uma caravana passando ao longe, A criança brincando com escorpião. Alazde Nanar Ler uma mão infantil, Pele escura numa mão tão pequena, Veste que não é minha e o som, Som com palavras que não entendo. Alazde Nanar Ler a caravana continua, Num ritmo lento e compassado, Nada reconheço nem o calor Nem conheço o meu corpo ao sol. Alazde Nanar Ler o som é claro, Tão claro como é a luz do sol, Como o é o brilho na areia que cega, Claro como o estar ali perdido. Alazde Nanar Ler largo a vareta, Corro em direção à caravana, Ela está passando ou está indo? Indo ou vindo não mais importa. Alazde Nanar Ler o som vira cheiro Algo doce que chega a enojar Sinto vertigem Alazde Nanar Ler Alazde Nanar Ler, Alazde Nanar Ler. Acordo suado... Respiro. André Zanarella 21-12-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4633277

O BANCO O banco, Assento,
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O BANCO O banco, Assento, Descanso, De ferro, Madeira, Pedra, Jesus fazia banco? Jose fazia com certeza! O banco, De pedra, Na pedreira, De areia, No mar, Encalho, De riqueza, De morte, De azar, De sorte, Na marinha, Na geologia. O banco, Do réu, Do assassino, Traficante, Violentador, Quem se esqueceu de amar o próximo, Quem sairá impune, Matara novamente, De Judas. O Banco, Do dinheiro, Da divida, Da hipoteca, Do roubo permitido, Da transação. O banco, Que salva vida, Do vermelho, Da doação, Do sangue, Da reposição, Da medula, De órgãos, Que devíamos ajudar, Mas não fazemos por medo, Por egoísmos, Por covardia, Seja lá por que for. O banco, De informação, Do chip, Do satélite, Dos dados, Que permite a conexão, De você saber o que penso. Também tem o banco do romântico, O banco daquela praça, No formato de jacaré, Onde comia pastel, Tomava cerveja, Com a minha amada Que agora me deu saudade, Da amada ou do banco? André Zanarella 09-12-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4628002

O SENHOR DASIPODÍDEO Dasipodídeos é uma família incomum, Que acabou recebendo nome comum.
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O SENHOR DASIPODÍDEO Dasipodídeos é uma família incomum, Que acabou recebendo nome comum. É um mamífero todo diferente, Mamou na sua mãe como a gente. Engraçado que eles não têm dente, É um mamífero que vive discretamente. Na roça as pessoas os têm como iguaria, Acho isso uma maldade em demasia. Roubamos e acabamos com o seu habitat, Muitos com o seu corpo fazem “pop-art”. Coitado dos dasipodídeos desdentados, Que moram em buracos tão isolados... Que desenvolveram uma linda carapaça, Para se defenderem de toda ameaça, Só não contavam com o homem maldoso, Que mata tudo, pois tem a alma de criminoso. Então descobriu quem é o nosso amigo? É desdentado, tem couraça e toca como abrigo! O animal em questão é o nosso irmão Tatu... Que o mata devia tomar no meio do... Coração. André Zanarella 19-12-2012 Dasipodídeos = mamíferos desdentados, que compreende os tatus.

IDAS E VINDAS Hoje sai com a gata perdido na madrugada, Dentro dos labirintos com minha amada.
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IDAS E VINDAS Hoje sai com a gata perdido na madrugada, Dentro dos labirintos com minha amada. A procura de onde comer e não saciar, Pois a lado dela quero apenas amar. Cada restaurante uma negação, Talvez quisesse viver apenas a ilusão. Eu e a gata negra perdidos na cidade, Esquecemos a diferença de idade. Tivemos momentos em nossa tarde, Galanteio o tempo todo, pois não sou covarde. Idas e vindas nessa noite escura, Apesar de tudo vejo em sua alma a candura. Acabamos a noite cada qual em sua cama, Desculpa besta dada no fim do programa. A tristeza invade meu velho coração, Pois ficar longe dela me faz perder a razão. André Zanarella 03-11-2012 Jacarei a noite é um lugar péssimo para se comer Uma Opção Cachaçaria Água Doce http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4578536

COISAS DE MEU BANDANECO No meu bandaneco guardo meus tesouros, Não são colares, rubis e nem três ouros.
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COISAS DE MEU BANDANECO No meu bandaneco guardo meus tesouros, Não são colares, rubis e nem três ouros. No meu bandaneco guardo o sorriso bonito, Que me causava um bem estar infinito. Guardo o beijo no corredor sôfrego, Que ao lembrar ainda me tira o sossego. De uma tarde de amor no meio do bambuzal, Do chantili causando enjoo descomunal. Também guardo a fuga do amasso na rua escura, Como guardo como me chupava sem frescura. Meu bandaneco tem segredos inimagináveis, Que também são preciosos e intocáveis. Eles só existem porque apesar das brigas te amo E isso guardo em meu ser e não é um engano. André Zanarella 27-12-2012 Bandaneco = Saquinho que se usa a tiracolo. http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4643747

CRIANÇAS DA NOITE SACI Saci-pererê na noite é medo tolo, Negrinho brasileiro de cor africana,
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CRIANÇAS DA NOITE SACI Saci-pererê na noite é medo tolo, Negrinho brasileiro de cor africana, Usa um boné de origem lusitana, Tem ainda uma deficiência física, Teve ter tido uma mãe desleixada, Pois o moleque arteiro é fumante. O saci é o meu Brasil que é mistura, É o vira-lata rico marginalizado, Que por latir errado é motivo de riso. Nasceu num pais com religião cristã, Que reza o terço na igreja, E faz um despacho na encruzilhada. O Saci na noite é medo tolo, Pois o mundo rodou e girou, O que era errado deixou de ser, Apesar de que num canto escuro O Saci continua no seu rodoinho, Faz a criança adulta acordar suado, Lembrar que o errado nunca foi explicado. André Zanarella 06-12-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4629020

SONHO DARDEJANTE Das nuvens cinza linhas dardejantes, Iluminando o caminho dos amantes.
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SONHO DARDEJANTE Das nuvens cinza linhas dardejantes, Iluminando o caminho dos amantes. O destino os persegue sem compaixão, Dardejante farejando todo chão. A chuva cai dardejante na mata, O destino os caça, pois ele mata. Como mata a diferença de idade E do mais velho a tosca ingenuidade. A juventude crê na aliança dardejante, O maduro acha o tal símbolo degradante. Oposto num sonho para o futuro, Caminhando a pé para o escuro... André Zanarella 08-11-2012 Dardejante = Que irradia fortemente: Brilho dardejante. = Colérico raivoso.

NA BANCA ESTÁ O AMOR Aposto tudo que tenho em mim, Com essa jovem quero ir até o fim,
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NA BANCA ESTÁ O AMOR Aposto tudo que tenho em mim, Com essa jovem quero ir até o fim, Esqueço o simbolismo das datas E lanço ao ar todas as minhas cartas. Quero ver em tudo que é folhetim, Vendido na banca e no botequim, Que passamos por brigas e dor, Mas com certeza o vitorioso foi o amor. Resta no dia de hoje fazer uma oração, Colocando os meus joelhos no chão, Agradecer o criado do nosso universo, Por ter alguém mesmo sendo o meu inverso, Que me traz no seu sorriso a felicidade, E desperta o desejo de caminhar com ela para a eternidade... Negra gata, eu adorei você ter me visitado, Ano que vem quero que você transforme aqui em seu lar. André Zanarella 25-12-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4596412

BANCAR Eu banco No banco
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BANCAR Eu banco No banco Da praça Do dinheiro Eu banco No banco Sou bobo Sou tolo Eu banco No banco Jogo Aposto Eu banco No banco Amo-te Quero-te Eu banco No banco Recito Choro No banco Do carro Quero-te Apenas Psvcta Agora Sempre Banco-te Amo-te André Zanarella 23-12-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4620019

CRIANÇAS DA NOITE CURUPIRA Curupira na noite é um medo tolo, Anãozinho ruivo com uma deformidade,
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CRIANÇAS DA NOITE CURUPIRA Curupira na noite é um medo tolo, Anãozinho ruivo com uma deformidade, Ele é o demônio que vive nas matas, Quem profana as matas leva dele um açoite. Ele esta escondido nos cantos da mente, De quem teve sua mata invadida, A dor da carne dilacerada e perdida, De se sentir culpada e não a vitima. Mas o Curupira que é gênio e demônio, É mesmo assim um medo de algo sem fim. Atrapalha o estudo da criança infantil, E leva ao alcoolismo a criança adulta. Quando o Curupira entra em ação, Ele nem sabe se é anti-herói ou vilão, Pois mata o caçador e arranca o coração. Nesse dia a criança adulta ou infantil, Acorda assustada talvez gritando, Ele pode respirar aliviado, Pois o Curupira matou o vilão. Curupira demônio ou herói? É apenas uma criança da noite um medo tolo. André Zanarella 02-11-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4572822

CRIANÇAS DA NOITE RATOS Ratos na noite são medos tolos. Vem de lugares escuros,
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CRIANÇAS DA NOITE RATOS Ratos na noite são medos tolos. Vem de lugares escuros, Com suas patinhas peladas, Seus olhinhos de percevejo, Bigodes que fazem cócegas. Alguns chegam a ser bonitinhos, Vem com ideias de amiguinhos, Envenenando muita gente. Não são Mickey e nem Mouse, São seres que invejam tudo, Querem apenas sobreviver E talvez alguns de nos com eles levar. Ratos na noite são medos tolos, Mas temos que nos cuidar. André Zanarella 14-12-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4621313

SABOR DE BEIJO Imaginar o sabor de um beijo, Seja na boca ou no queixo...
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SABOR DE BEIJO Imaginar o sabor de um beijo, Seja na boca ou no queixo... Deitado na calçada de concreto, Rindo de do futuro incerto. Tem o beijo rápido e roubado, Que deixa uma saudade no ato. O sabor do beijo independe do alimento, Pois o beijo tem sabor de sentimento. Tem o beijo de quem ainda vai voltar E aquele que nunca vai te procurar. Há beijo de mãe que abençoa. O beijo de Judas que amaldiçoa. Há aquele que deixa marcas no pescoço E aquele que é começo do enrosco. Sei só que o sabor de beijo é bom, Principalmente vindo da cor do bombom... André Zanarella 22-12-2012

VICTÓRIA (? -? -?? 27-11-2012) Desculpa minha fiel escudeira, Recebi de você uma lambida,
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VICTÓRIA (? -? -?? 27-11-2012) Desculpa minha fiel escudeira, Recebi de você uma lambida, Lambida da face na lágrima escorrida E lhe dei um beijo de Judas maldito. Adeus minha fiel escudeira, Que chegou a mim de boca amarrada, Cabeça afundada e com bicheira, Perna destroçada pelo maldito humano, Que com seu único olho me olhou, Que no ato de desespero me lambeu, Que no beijo da lambida se salvou. Adeus minha queria escudeira... Dei-lhe o nome de minha avó, Pessoa que trago saudades e boas recordações... Dei-lhe o nome da vitória. Mesmo com dor no momento da partida Uma lambida ou seria um beijo? Quem beijou e quem lambeu? Não tremi em pegar a sua veia, Despedi-me de você com dor no coração. Adeus minha fiel escudeira... Trocaria com você pelo anestésico e pelo cloreto. Adeus minha filha querida... Um dia a gente se encontra... Do meu jeito torto de amar eu te amei. Você mal partiu e já estou com saudades. André Zanarella 27-11-2012 http://www.recantodasletras.com.br/homenagens/4604507

VIDRO NEGRO Pintei minhas paredes de tinta negra Minhas janelas todas pregadas
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VIDRO NEGRO Pintei minhas paredes de tinta negra Minhas janelas todas pregadas Cortinas rasgadas e enegrecidas E eu vivia dentro de vidro negro. Sonhava com a borboleta que fugiu, Entrei para procura-la e cá fiquei. Não sei no que tornei, Se um cão que corre atrás de cadelas no cio Ou se uma aranha que atrai para a sua teia Tudo isso num mundo feio do vidro negro Mas você rompeu meus conceitos, Atrás da porta que era de rosca você estava Precisei olhar para os seus olhos Entender que éramos de mundos diferentes Que éramos de gerações diferentes Que a perfeição não existe Que Jesus não foi perfeito, Ele explodiu no templo Chorou para o Pai, E na imperfeição de seu ser aprendi a te amar Hoje mesmo você me deixando triste te amo Queimo as cortinas velhas Destravo as janelas Lixo as paredes tão negras Desfaço de meus relicários Espero seguir o rumo que você tomar Mas venha comigo Vamos quebrar este vidro negro Vamos criar um mundo De podas e moldagens De uma vida inteira para frente De ter um filho e cria-lo E lá na frente sentar na cadeira de balança E ao olhar para trás e ver o vidro negro largado do canto Ter certeza que cumprimos a nossa missão Que foi de ser feliz e nos amar Nunca desista de mim. André Zanarella 11-12-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4670415

COR DE BANANADA Minha querida doce namorada, Chegou a casa numa trovoada,
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COR DE BANANADA Minha querida doce namorada, Chegou a casa numa trovoada, Veio falando que estava quebrada, Refletindo sua cor de bananada. Estava coma sua pele queimada, Com uma cor deliciosa de bananada, Trazia com ela um monte de papelada. Um banho convence a minha namorada, Na massagem sua dor é retirada. Resta agora curtir sua pele de bananada, Amar muito a minha deliciosa namorada. Espero que ela fique até a alvorada, Mas resolve ir embora isso é uma bofetada, Mesmo assim amo minha negra namorada. André Zanarella 03-12-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4594913

CRIANÇAS DA NOITE MORCEGOS Morcegos na noite são medos tolos, São mamíferos que aprenderam a voar,
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CRIANÇAS DA NOITE MORCEGOS Morcegos na noite são medos tolos, São mamíferos que aprenderam a voar, Esqueceram que a terra é o limite, Que a prisão das pernas é uma tolice. O morcego da noite são vampiros, Que esvaziam o sangue de suas vitimas, Deixando um buraco na alma da criança, Vem da boca o veneno que mata, Não tem volta como a flecha lançada. O morcego da noite é um pesadelo real, De mamíferos maldosos que sugam a criança, Matam a suas fantasias de um dia crescer E deixa para trás um rastro de sangue. A criança vampirizada quer aprender voar, De aquela caverna fugir rapidamente, Deixando tudo para trás fora de sua mente, Mas esquece de que há o maldito inconsciente, Que quando a criança relaxa e dorme, Abre as portas das cavernas mais profundas E deixa o morcego fugir sendo medo tolo real. André Zanarella 05-11-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4614800