Frase de André Zanarella
ALAZDE NANAR LER Alazde Nanar Ler veio ao vento, Parecia um som familiar uivado, Numa duna de areia num deserto, Uma caravana passando ao longe, A criança brincando com escorpião. Alazde Nanar Ler uma mão infantil, Pele escura numa mão tão pequena, Veste que não é minha e o som, Som com palavras que não entendo. Alazde Nanar Ler a caravana continua, Num ritmo lento e compassado, Nada reconheço nem o calor Nem conheço o meu corpo ao sol. Alazde Nanar Ler o som é claro, Tão claro como é a luz do sol, Como o é o brilho na areia que cega, Claro como o estar ali perdido. Alazde Nanar Ler largo a vareta, Corro em direção à caravana, Ela está passando ou está indo? Indo ou vindo não mais importa. Alazde Nanar Ler o som vira cheiro Algo doce que chega a enojar Sinto vertigem Alazde Nanar Ler Alazde Nanar Ler, Alazde Nanar Ler. Acordo suado... Respiro. André Zanarella 21-12-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4633277
No pensador.ai desde