O QUE FAÇO COM ESSA MENINA? O que faço com essa menina que se acha feia? O que faço com essa menina que, timidamente, diz aos quatro ventos que se encontra acima de seu peso?
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O QUE FAÇO COM ESSA MENINA? O que faço com essa menina que se acha feia? O que faço com essa menina que, timidamente, diz aos quatro ventos que se encontra acima de seu peso? O que faço com essa menina que disfarça o próprio corpo vestindo camisas largas e calças folgadas? O que faço com essa menina que esconde o rosto porque acha que está demasiado flácido? Devo eu dizer a ela que o seu sorriso é a maior das alegrias dessa minha vida? Devo eu dizer a ela que apenas a sua sutil lembrança me aflige em desejo incontrolável? Devo eu dizer a ela que a sua perspicácia transforma o planeta em um lugar mais habitável, mais inteligente e mais esperançoso? Devo eu dizer a ela que o seu humor não apenas contagia a todos, mas vicia e entorpece o mais reticente dos humanos? Como devo convencê-la de que é perfeita? Como devo convencê-la de que é a cada dia mais apaixonante? Como devo convencê-la de que hei de amar intensamente cada gesto e cada uma das palavras suas até o final dos tempos? Como devo convencê-la de que morreria pleno e confiante ao seu lado? Será mesmo que essa moça notará que jamais foi escrava de modismos de consumo e de estética? Será mesmo que essa moça notará que ela é una e que intimida aqueles que se auto- denominam como audazes Casanovas? Será mesmo que essa moça notará que tem o dom de arrebatar aquilo que deseja a todo tempo e a todo modo? Será mesmo que essa moça notará que eu renegaria tudo para repousar silente e em calmaria, por entre as suas pernas? Abra os olhos. Eu lhe aguardo ansioso.