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Frases de Andre Rodrigues Costa Oliveira

149 frases

O QUE FAÇO COM ESSA MENINA? O que faço com essa menina que se acha feia? O que faço com essa menina que, timidamente, diz aos quatro ventos que se encontra acima de seu peso?
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O QUE FAÇO COM ESSA MENINA? O que faço com essa menina que se acha feia? O que faço com essa menina que, timidamente, diz aos quatro ventos que se encontra acima de seu peso? O que faço com essa menina que disfarça o próprio corpo vestindo camisas largas e calças folgadas? O que faço com essa menina que esconde o rosto porque acha que está demasiado flácido? Devo eu dizer a ela que o seu sorriso é a maior das alegrias dessa minha vida? Devo eu dizer a ela que apenas a sua sutil lembrança me aflige em desejo incontrolável? Devo eu dizer a ela que a sua perspicácia transforma o planeta em um lugar mais habitável, mais inteligente e mais esperançoso? Devo eu dizer a ela que o seu humor não apenas contagia a todos, mas vicia e entorpece o mais reticente dos humanos? Como devo convencê-la de que é perfeita? Como devo convencê-la de que é a cada dia mais apaixonante? Como devo convencê-la de que hei de amar intensamente cada gesto e cada uma das palavras suas até o final dos tempos? Como devo convencê-la de que morreria pleno e confiante ao seu lado? Será mesmo que essa moça notará que jamais foi escrava de modismos de consumo e de estética? Será mesmo que essa moça notará que ela é una e que intimida aqueles que se auto- denominam como audazes Casanovas? Será mesmo que essa moça notará que tem o dom de arrebatar aquilo que deseja a todo tempo e a todo modo? Será mesmo que essa moça notará que eu renegaria tudo para repousar silente e em calmaria, por entre as suas pernas? Abra os olhos. Eu lhe aguardo ansioso.

NAMORO À DISTÂNCIA Na quinta feira eu a busco na rodoviária E a gente vai para casa
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NAMORO À DISTÂNCIA Na quinta feira eu a busco na rodoviária E a gente vai para casa E não se acanha nem mesmo no elevador do prédio E espalha as roupas e sapatos e mochilas pelo chão do apartamento E ali ficamos, em silêncio de pequena morte. Já na sexta feira levantamos tarde Só que acordamos cedo Despertados pelo maior dos desejos Quando assim começa o dia Entre gozos e gemidos E com a cama antiga rangendo desesperada Cada vez mais alto. Sábado é dia de receber amigos sempre tão queridos E eu fico orgulhoso de mãos dadas Quase que me exibindo aos convidados Com a minha namorada tão maravilhosa E que veio para estar no feriado Ao meu lado Fazendo o nosso almoço italiano E encantando com o seu sorriso A todos os ali presentes. Domingo bem cedo andamos de bicicleta lá no parque da cidade Visitamos os meus pais idosos Almoçamos uma barca de comida japonesa Mas alguma coisa (Eu já sinto) Está severamente errada. O dia transcorre O meu enfado já está patente A minha irritação fica notória O mau-humor impera E a minha namorada inaugura o pranto mais discreto Disfarçado e silencioso Sem saber o que de fato Está conosco acontecendo. Não se culpe, namorada Porque a distância é que não permite Que entremos Com recíproca e com entrega Na estranha liturgia de nossas rotinas A centenas de quilômetros distantes E assim eu sinto que sou invadido Alcunhando-lhe covardemente como Invasiva Estrangeira Forasteira E você, por consequência Sente medo e insegurança Acionando a perigosa chave de ciúmes Com as reações de defensiva clássicas. E é quando, então, a gente briga de verdade E a gente chora junto E eu deixo você na rodoviária no início da noite Em silêncio de sepulcro E dessa maneira o feriado acaba. Eu preciso ter você mais perto Eu preciso ter você no dia-a-dia Eu preciso viajar mais vezes Eu preciso que retorne muitas outras vezes E que nos comprometamos com o fato de que somos a prioridade um do outro. Eu preciso lhe pedir desculpas E dizer mil vezes o quanto eu a cada dia mais Te amo. E dizer também que a sua mera existência dá sentido à minha vida.

QUANDO BUSCO AS CRIANÇAS NA ESCOLA Quando busco as crianças na escola A curiosidade me consome por inteiro Porque lá existe um universo De pessoas e de diferenças Aviltantes
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QUANDO BUSCO AS CRIANÇAS NA ESCOLA Quando busco as crianças na escola A curiosidade me consome por inteiro Porque lá existe um universo De pessoas e de diferenças Aviltantes Observo ao chegar mais cedo Tantas e tantas mulheres Com as infinitas faces E os seus arroubos tão distintos. Noto a mãe mais devotada Cuja principal beleza é indisfarçável Por entre as roupas informais E os cabelos presos E que levam as imaginações ao infinito. Há também aquela executiva Sempre muito bem vestida E que se adorna de frieza altiva Disfarçando que é só menina desejosa de amor sincero E de alguém que lhe proteja. Vejo as mulheres participativas Criadoras de debates e polêmicas Organizando o teatrinho do colégio Para que olvidem rotinas melancólicas Amargadas como fel daquilo que em tese deveria ser um lar em harmonia. Não existe como não notar A genitora que ao mesmo tempo em que recebe os filhotes e os beija com saudades e sorrisos (quase que em desespero) Vive um dia-a-dia atropelado entre compromissos e maternidade Já que tem um ex-marido cafajeste e descomprometido. Sinto o perfume enjoativo Da mulher que busca o filho Com indiferença e mau-humor contagiosos Vez que não queria estar ali buscando o filho E ainda muito menos ter o tal do filho. Eu também desvendo mães que foram já colegas minhas Na infância ou na adolescência Algumas até me reconhecem Outras reconhecem, mas me ignoram E assim me questiono como se daria Se tivéssemos ficado juntos Construindo vidas em uníssono. E divirto-me, no fim de tudo Com alguns homens estúpidos Que puxam as conversas mais estúpidas A fim de seduzirem as mulheres - nada estúpidas - que estão ali na escola (Esses, com certeza, necessitam é de muito mais maturidade) Porque desconhecem o lirismo da conversa casual E que inflama os nossos corações e almas Demonstrando que a vida nos reserva várias surpresas E, quiçá, famílias novinhas em folha Esculpidas E escritas Entalhadas Costuradas Na escola das crianças.

Quando influenciamos alguém profundamente, a natureza desse alguém se transfigura em atriz coadjuvante de suas próprias emoções, de seus amores e de seus pecados. E o mais interessante é que aquele que vem sendo “abduzido”, acha bom que assim o seja. Porque lhe parece mais conf…
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Quando influenciamos alguém profundamente, a natureza desse alguém se transfigura em atriz coadjuvante de suas próprias emoções, de seus amores e de seus pecados. E o mais interessante é que aquele que vem sendo “abduzido”, acha bom que assim o seja. Porque lhe parece mais confortável que a sua vida seja baseada no empréstimo ofertado por alguma entidade que por ele pense e que lhe escreva a biografia. Talvez, bem lá no fundo, isso tudo seja medo. Não do que lhe seja ainda desnudado, tal qual a morte certa. Mas daquilo que terá que enxergar por conta própria, no momento certo.

⁠O privilégio de receber amigos queridos em casa é sempre maior do que o privilégio de ser recebido. A hospitalidade encontra-se no âmago das relações humanas, e o acolhimento ao seu visitante tende a potencializar e a alimentar sobremaneira tais relações humanas, corolários de p…
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⁠O privilégio de receber amigos queridos em casa é sempre maior do que o privilégio de ser recebido. A hospitalidade encontra-se no âmago das relações humanas, e o acolhimento ao seu visitante tende a potencializar e a alimentar sobremaneira tais relações humanas, corolários de paz e harmonia. Jamais deixemos de receber o viajante. Respeitemos o peregrino. Protejamos e afaguemos o visitante. Aprendamos com o hóspede. Escutemos as suas histórias, memórias e desejos. Ofereçamos o que puder para que ele se sinta confortável. Ultrapassemos o distanciamento da etiqueta formal para a intimidade sincera do calor humano.

⁠Empresários de sucesso são figuras públicas que geram oportunidades de trabalho, movimentam a economia e recolhem os seus impostos (ao menos em tese). Via de consequência, tornam-se formadores de opinião – invejados e ao mesmo tempo admirados – transfigurando-se em exemplos do q…
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⁠Empresários de sucesso são figuras públicas que geram oportunidades de trabalho, movimentam a economia e recolhem os seus impostos (ao menos em tese). Via de consequência, tornam-se formadores de opinião – invejados e ao mesmo tempo admirados – transfigurando-se em exemplos do que deve ser tomado por conduta ética, profissional e individual. Isso dobra a responsabilidade sobre os mais jovens, que carecem de inspiração e um norte.

⁠A menor distância entre dois pontos não é necessariamente uma reta porque a própria Terra é curva, e por isso mesmo, não vivemos todos em geometria plana – não somos “euclidianos”! Se você não corrige periodicamente a sua rota, recalculando e estimando o melhor uso do tempo, não…
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⁠A menor distância entre dois pontos não é necessariamente uma reta porque a própria Terra é curva, e por isso mesmo, não vivemos todos em geometria plana – não somos “euclidianos”! Se você não corrige periodicamente a sua rota, recalculando e estimando o melhor uso do tempo, não chega jamais ao destino almejado.

Todo santo dia eu pego uma mesma avenida em um mesmo horário para ir ao mesmo trabalho. A avenida está sempre engarrafada, Devo praguejar contra o mundo?
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Todo santo dia eu pego uma mesma avenida em um mesmo horário para ir ao mesmo trabalho. A avenida está sempre engarrafada, Devo praguejar contra o mundo? Devo buzinar e agredir os outros motoristas? Afinal de contas, por qual motivo deveríamos sentir a mais profunda ira por algum fenômeno que já havíamos anteriormente previsto e que já nos é tão conhecido? Essa dose de veneno – tola e desnecessária – pode nos matar a todos algum dia.

⁠Se vocês imaginarem, por exemplo, que um aparelho celular comum nos dias de hoje possui uma tecnologia infinitamente superior à tecnologia da Apolo 11 – a espaçonave que, em 1969, levou o homem à lua, o que na linha da história foi praticamente agora – já poderão ter uma ideia d…
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⁠Se vocês imaginarem, por exemplo, que um aparelho celular comum nos dias de hoje possui uma tecnologia infinitamente superior à tecnologia da Apolo 11 – a espaçonave que, em 1969, levou o homem à lua, o que na linha da história foi praticamente agora – já poderão ter uma ideia de que a geração de informação e de conhecimento cresce atualmente em projeção geométrica. Mas, paradoxalmente, muita gente ainda não sabe o que é a Apolo 11, e muito menos que o homem foi à lua. Como pode isso?

⁠Pessoas se esforçam gastando o que podem e o que não podem durante as festas de final do ano, disputando pela ceia mais farta – e, normalmente, mais gordurosa – olvidando-se de que essa é nessa mesma época que temos as melhores frutas, os melhores peixes, as melhores guloseimas.…
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⁠Pessoas se esforçam gastando o que podem e o que não podem durante as festas de final do ano, disputando pela ceia mais farta – e, normalmente, mais gordurosa – olvidando-se de que essa é nessa mesma época que temos as melhores frutas, os melhores peixes, as melhores guloseimas. Quem sabe um dia não teremos um Natal mais brasileiro, com as mesas coloridas, a comida leve, saborosa, sem ter que fingir que estamos nos Estados Unidos ou na Europa, em pleno verão sul-americano de 40 graus à sombra.

Ao mesmo tempo em que criamos algo novo nós também estamos recriando algo que não é tão novo. O processo criativo não se inicia do vazio absoluto. Ele é fruto incontestável dos sentidos outrora experimentados.
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Ao mesmo tempo em que criamos algo novo nós também estamos recriando algo que não é tão novo. O processo criativo não se inicia do vazio absoluto. Ele é fruto incontestável dos sentidos outrora experimentados. Dos sabores, dos odores, das imagens, do toque e da audição que se processam em uma caldeirada deliciosamente temperada de ideias e de pensamentos. E assim o mundo gira, e assim evoluímos.

⁠Pode ser que personagens de romance e de filmes não sejam imitadas por pessoas. Acho que os personagens é que na verdade imitam as pessoas. E assim navegam entre a ficção e a realidade.
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⁠Pode ser que personagens de romance e de filmes não sejam imitadas por pessoas. Acho que os personagens é que na verdade imitam as pessoas. E assim navegam entre a ficção e a realidade. Heroísmo e vilania, todos temos em medida variável.

VOCÊ É MÚSICA Nos dias em que você acorda rock você é contestadora e demolidora de muralhas altas, que até então julgavam-se intransponíveis. Você é caveira, que iguala, no final da vida, a todos os seres humanos do planeta.
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VOCÊ É MÚSICA Nos dias em que você acorda rock você é contestadora e demolidora de muralhas altas, que até então julgavam-se intransponíveis. Você é caveira, que iguala, no final da vida, a todos os seres humanos do planeta. Nos dias em que você acorda Jazz você é puro improviso, a elegância de fraseados únicos, e que jamais serão tocados da mesma maneira - já que você própria é única e inimitável. Você cozinha Miles Davis com Chet Baker, e tempera tudo com as vozes da Sarah, da Ella e da Billie, e assim finalizando fabuloso prato. Nos dias em que você acorda Blues você sente a melancolia em estado bruto, entremeada pelos seus cabelos, quase que etílica e desafiadora; você vira ácido rascante e dissolvente dos sentidos de qualquer incauto. Nos dias em que você acorda Clássica você exala a erudição dos que ousaram inventar a música tal como a conhecemos hoje, não me permitindo com certeza discernir se você é complexa ao extremo ou contraditoriamente simples. Você vira a mais harmônica sonata. Nos dias em que você acorda Hip hop você traz dos guetos e dos morros de favelas suburbanos a voz revoltada daquele que não chegou jamais a ter alguma voz até agora; você grita em desespero pela igualdade e pela equidade absolutas. Nos dias em que você acorda Eletrônica você eleva a sua agitação a um determinado nível de insanidade - e até de êxtase - peculiar aos que desejam segurar cada segundo a mais do tempo; e, de vez em quando, eu sinceramente não lhe aguento. Energia quântica em demasia. Nos dias em que você acorda Barroca você vive a dualidade entre o divino e o mundano. Espírito e carne. Você vive a mais pudica e a mais (deliciosa) depravada ao mesmo tempo. Você está na missa e no Beco do Mota simultaneamente, lá “pras” bandas de Diamantina. Nos dias em que você acorda Caipira você se esbalda nos acordeons e nas violas aquecidas na fogueira e no arrasta-pé levantando poeira, que estende as madrugadas da fazenda, tomando cachaça de alambique. Canta a alegria e a singeleza do homem do campo, tanto quanto a nostalgia e a saudade sertanejas dos que migram às cidades grandes. Nos dias em que você acorda Disco você brinda à vida mergulhada em um mar de espumante, com a dança mais frenética e passos ensaiados ao longo de toda a sua existência. Você sempre é a última, descalça e transpirante, a ir embora dos bailes de casamento e de formatura. Nos dias em que você acorda Samba você se transforma em cerveja bem gelada, feijoada e bate-papo alegre nas manhãs de sábado naquele mercado antigo, quando a mesa de seu bar é templo: um oráculo indestrutível no qual as principais questões da humanidade são minuciosamente dissecadas e solucionadas com inconfundível (e não menos incontestável) sabedoria dos que vivem de verdade a vida. ... Você faz com que os meus cinco sentidos sejam todos condensados em ondas sonoras, que me trazem o frescor de suas melodias, a limpidez de suas harmonias e a pujança de seus ritmos intensos e intermináveis. Eu diria que você é música.

⁠A mudança é vital para a natureza – e por isso mesmo é contínua. Assim, é vital para cada um de nós. A madeira da fogueira não retorna ao seu estado antigo, mas nos dá calor e ainda espanta os animais selvagens. A comida, uma vez cozida, também se transforma para sempre – nos al…
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⁠A mudança é vital para a natureza – e por isso mesmo é contínua. Assim, é vital para cada um de nós. A madeira da fogueira não retorna ao seu estado antigo, mas nos dá calor e ainda espanta os animais selvagens. A comida, uma vez cozida, também se transforma para sempre – nos alimenta e sacia a fome. Não tenhamos medo de mudanças.

A História já nos ensinou que o mundo não ficou mais bonzinho após revoluções sangrentas, guerras mundiais, crises econômicas ou pandemias. Ele muda, mas nem tanto. Gwynplaine continuará com o seu sorriso forjado enquanto carrega um profundo sofrimento na alma;
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A História já nos ensinou que o mundo não ficou mais bonzinho após revoluções sangrentas, guerras mundiais, crises econômicas ou pandemias. Ele muda, mas nem tanto. Gwynplaine continuará com o seu sorriso forjado enquanto carrega um profundo sofrimento na alma; Erik ainda vagando pelos corredores gélidos dos calabouços da ópera; O Coringa, cada vez mais louco, enfrentará o homem-morcego pelas ruas de Gotham City; E a melancólica Eleanor Rigby, solitária e invisível, recolherá ainda muitos grãos de arroz na escadaria da igreja.

⁠O falso rico tende a trabalhar sempre no limite da exaustão física e mental – e acha lindo dizer isso; acredita que, para ganhar alguma coisa, outros têm necessariamente que perder. Morre de medo de ficar pobre, porque não se imagina readaptando, recriando ou reinventando algo,…
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⁠O falso rico tende a trabalhar sempre no limite da exaustão física e mental – e acha lindo dizer isso; acredita que, para ganhar alguma coisa, outros têm necessariamente que perder. Morre de medo de ficar pobre, porque não se imagina readaptando, recriando ou reinventando algo, já que não investe em cultura e educação, mas apenas e tão somente em bens materiais. Valoriza apenas as pessoas que possuem patrimônio alto, acreditando que o dinheiro é um fim e não um meio. Tem que possuir os chamados “ícones da riqueza” para que ostente e faça esquecer a sua baixa autoestima, e assim, se considera superior aos que têm menos recursos. Em brevíssimo resumo: falso rico é uma m.!

⁠Na sociedade, o político não é o vilão da história, e o povo não é a vítima passiva e inocente nas mãos de bandidos. Lembre-se de que o político emana do povo que periodicamente o elege. Excluir o povo dessa equação é admitir expressamente que a massa é acéfala e tola. Você é ac…
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⁠Na sociedade, o político não é o vilão da história, e o povo não é a vítima passiva e inocente nas mãos de bandidos. Lembre-se de que o político emana do povo que periodicamente o elege. Excluir o povo dessa equação é admitir expressamente que a massa é acéfala e tola. Você é acéfalo e tolo? Se não for, assuma de uma vez por todas a sua responsabilidade enquanto cidadão e eleitor brasileiro.

Em alguns relacionamentos findos, por razões talvez desconhecidas, bloqueamos toda e qualquer lembrança boa, seja de uma viagem, de um momento íntimo ou até mesmo um simples jantar romântico. Mas de uma coisa eu tenho certeza absoluta: esses sim foram os relacionamentos mais tóxi…
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Em alguns relacionamentos findos, por razões talvez desconhecidas, bloqueamos toda e qualquer lembrança boa, seja de uma viagem, de um momento íntimo ou até mesmo um simples jantar romântico. Mas de uma coisa eu tenho certeza absoluta: esses sim foram os relacionamentos mais tóxicos, mais abusivos, mais vampirescos. Quando as rosas morrem, os espinhos permanecem. E alguns espinhos são enormes e extremamente resistentes.

⁠Não se iluda com o “bom selvagem” de Rousseau, ou com o “homem cordial” de Ortega, ou até mesmo com o “caipira ingênuo” de Buarque de Holanda, ou ainda, com o tão fantasioso, “índio pacífico”, romanceado por Darcy Ribeiro. São conceitos utópicos. Compreenda que o homo sapiens fo…
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⁠Não se iluda com o “bom selvagem” de Rousseau, ou com o “homem cordial” de Ortega, ou até mesmo com o “caipira ingênuo” de Buarque de Holanda, ou ainda, com o tão fantasioso, “índio pacífico”, romanceado por Darcy Ribeiro. São conceitos utópicos. Compreenda que o homo sapiens foi geneticamente programado a sobreviver ao meio, e por isso mesmo ocupa o ápice da cadeia alimentar há tantos milênios – e se você lê agora o que escrevo, demonstra a si próprio que exerce, com serenidade, a supremacia dentre os seres vivos do planeta em que estamos. O comportamento dividido entre aquilo que é “bom” ou “mau”, atinge níveis cada vez mais relativos, variando de acordo com as regras e as normas sociais que “civilizam” o ser humano.

Toda a tecnologia que envolve a humanidade não é causa de mentiras que se consolidam em notícias falsas; em verdade, a mastodôntica congregação virtual de indivíduos é apenas a singela ferramenta de que hoje nós dispomos. Ferramenta poderosa, porém, arriscada e imprevisível quand…
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Toda a tecnologia que envolve a humanidade não é causa de mentiras que se consolidam em notícias falsas; em verdade, a mastodôntica congregação virtual de indivíduos é apenas a singela ferramenta de que hoje nós dispomos. Ferramenta poderosa, porém, arriscada e imprevisível quando ao alcance dos que são burrinhos: um AK-47 carregado e destravado, amparado por um desastrado orangotango.