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Frases de Andre Rodrigues Costa Oliveira

149 frases

⁠Curioso que todas as pessoas que lhe odeiam e que lhe amaldiçoam são, sem exceção alguma, servas e escravas suas. Alimentam-se de sua existência. Dependem visceralmente de você, tal qual a planta necessita de água. E por isso mesmo sua resiliência as atordoa, e a sua indiferença…
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⁠Curioso que todas as pessoas que lhe odeiam e que lhe amaldiçoam são, sem exceção alguma, servas e escravas suas. Alimentam-se de sua existência. Dependem visceralmente de você, tal qual a planta necessita de água. E por isso mesmo sua resiliência as atordoa, e a sua indiferença as afeta tanto. É mortífera. A indiferença queima como o fogo.

⁠Há quem se droga da droga. Há quem se droga da medicação que é também droga. Há quem se droga da ira e dos maus sentimentos, que envenenam e que são sempre uma droga. Há quem se droga da melancolia que o leva à droga. E há aquele que, de súbito, se droga do irresistível amor pla…
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⁠Há quem se droga da droga. Há quem se droga da medicação que é também droga. Há quem se droga da ira e dos maus sentimentos, que envenenam e que são sempre uma droga. Há quem se droga da melancolia que o leva à droga. E há aquele que, de súbito, se droga do irresistível amor platônico, que embriaga e que entorpece mais do que a droga do que poderia – efetivamente – ser a própria droga.

O amor e a devoção a uma determinada tese devem sempre carregar aspectos dos quais você também não gosta. O amor não existe se não for seletivo. Veja-se o caso do amor à natureza: uma flor que brota no jardim é natureza, tanto quanto também é da natureza um tumor maligno; tanto…
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O amor e a devoção a uma determinada tese devem sempre carregar aspectos dos quais você também não gosta. O amor não existe se não for seletivo. Veja-se o caso do amor à natureza: uma flor que brota no jardim é natureza, tanto quanto também é da natureza um tumor maligno; tanto quanto a inteligência humana que fomenta a medicina e os tratamentos adequados. Porque a inteligência humana também é a natureza. Utilize-a sem moderação alguma.

⁠A maior comprovação de nossa infinitude – muito além da genética – consiste em nosso legado enquanto seres humanos. Cada situação vivida, cada história contada, cada atitude tomada, sobretudo as que ajudaram outras pessoas – nos relembram que vivemos sim eternamente. De alguma f…
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⁠A maior comprovação de nossa infinitude – muito além da genética – consiste em nosso legado enquanto seres humanos. Cada situação vivida, cada história contada, cada atitude tomada, sobretudo as que ajudaram outras pessoas – nos relembram que vivemos sim eternamente. De alguma forma somos indeléveis.

Na religião, um belo dia alguém se arvorou da prerrogativa de que sabia mais do que os outros – e daí surgiu o sacerdote. Ou quem sabe não seria o contrário? Alguém, julgando poder explicar os – até então – enigmáticos fenômenos da natureza, inventou a religião e a propagou ao…
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Na religião, um belo dia alguém se arvorou da prerrogativa de que sabia mais do que os outros – e daí surgiu o sacerdote. Ou quem sabe não seria o contrário? Alguém, julgando poder explicar os – até então – enigmáticos fenômenos da natureza, inventou a religião e a propagou ao mundo? Outro questionamento: e se desde sempre, aqueles que se destacam criam as religiões que os recriam novamente, e que por sua vez, inventam, em um movimento cíclico e infinito, crenças e doutrinas diferentes pelo mundo afora?

Guardadas as devidas particularidades, todas as religiões se sustentam na fé, no dogma e no fundamentalismo. E, por isso mesmo, religião alguma da face da Terra aceita a ideia de que existe um outro Deus (ou deuses) que não seja (m) aquele (s) por ela louvado (s). O que faz ent…
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Guardadas as devidas particularidades, todas as religiões se sustentam na fé, no dogma e no fundamentalismo. E, por isso mesmo, religião alguma da face da Terra aceita a ideia de que existe um outro Deus (ou deuses) que não seja (m) aquele (s) por ela louvado (s). O que faz então com que elas se suportem – e ainda assim com enorme dificuldade – são legislações, civilidade, regras de trato social e costumes de respeito ao próximo, premissas que prescindem de religiões para que se formem. E, quanto menos desenvolvido é um grupo social, maior será a intolerância. E mais aviltante ainda será a barbárie.

⁠Se na história do homem a partir de Paulo houve um enviado – um “messias” em hebraico, e “Cristo” em grego – e ele tendo sido efetivamente visto na história, a questão agora é a fidelidade ao que se viu numa nova crença; portanto, a fé, o que implica a esperança (e com a fé exis…
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⁠Se na história do homem a partir de Paulo houve um enviado – um “messias” em hebraico, e “Cristo” em grego – e ele tendo sido efetivamente visto na história, a questão agora é a fidelidade ao que se viu numa nova crença; portanto, a fé, o que implica a esperança (e com a fé existe a esperança) há o conceito de ação na fé, na busca constante da esperança; o que Paulo chama de amor. Daí a tripla paulina que mudará o mundo: fé, esperança e caridade.

Poucos comportamentos são mais bregas e medíocres do que falar do dinheiro dos outros. Existem pessoas que, diante da total e absoluta falta de assunto – ou da inexistência da conquista pessoal digna de nota – gastam o tempo disponível enaltecendo as viagens, os imóveis, automóve…
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Poucos comportamentos são mais bregas e medíocres do que falar do dinheiro dos outros. Existem pessoas que, diante da total e absoluta falta de assunto – ou da inexistência da conquista pessoal digna de nota – gastam o tempo disponível enaltecendo as viagens, os imóveis, automóveis, salários e contas bancárias de terceiros. Falar do dinheiro alheio consegue ainda ser pior do que falar do seu próprio dinheiro. Desinteressante ao extremo. Mantenha distância de gente assim.

V1 – velocidade máxima durante a decolagem, na qual um piloto ainda pode abortar a operação com segurança sem sair da pista. É também a velocidade mínima que permite prosseguir em segurança para a decolagem, mesmo que ocorra uma falha crítica entre V1 e V2; V2 é a velocidade de…
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V1 – velocidade máxima durante a decolagem, na qual um piloto ainda pode abortar a operação com segurança sem sair da pista. É também a velocidade mínima que permite prosseguir em segurança para a decolagem, mesmo que ocorra uma falha crítica entre V1 e V2; V2 é a velocidade de segurança para a decolagem. Acima de V2 a decolagem não mais poderá ser abortada, a menos que haja razões para crer que a aeronave não irá manter-se no ar. Já se perguntou em qual momento você se encontra agora na tomada das suas decisões mais importantes? Ainda é possível abortar com segurança? Ou será melhor seguir em frente e proceder aos ajustes necessários?

⁠Mas é claro que não existe bala perdida!!! A suposta “bala perdida” dirige-se a toda uma segurança pública deficitária, a um sistema podre por dentro e por fora, esteja ele usando farda ou paletó, engravatado e canalha. O destino derradeiro da “bala perdida” é a destruição de vi…
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⁠Mas é claro que não existe bala perdida!!! A suposta “bala perdida” dirige-se a toda uma segurança pública deficitária, a um sistema podre por dentro e por fora, esteja ele usando farda ou paletó, engravatado e canalha. O destino derradeiro da “bala perdida” é a destruição de vidas inocentes, é a aniquilação de um sorriso de criança, é o sofá vazio não mais ocupado por um pai de família.

Os bebês, desde bem novinhos, tendem a repudiar aromas e sabores que podem denotar putrefação porque, instintivamente, sabem que são alimentos potencialmente tóxicos. Mas alguns bebês vivem até um certo grau de experiência a ponto de perceberem que o pior e mais mortífero veneno…
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Os bebês, desde bem novinhos, tendem a repudiar aromas e sabores que podem denotar putrefação porque, instintivamente, sabem que são alimentos potencialmente tóxicos. Mas alguns bebês vivem até um certo grau de experiência a ponto de perceberem que o pior e mais mortífero veneno pode camuflar-se no adocicado, no mais apetitoso aos sentidos. A maturidade tende a desnudar as almas perversas.

Tem coisa mais engraçada do que as caras patéticas dos casais que brigam feio, fazem barraco, bradam publicamente horrores sobre o relacionamento, trocam ofensas expondo detalhes que só deveriam interessar a eles próprios e depois fazem as pazes, bonitinhos e alegrinhos, e saem d…
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Tem coisa mais engraçada do que as caras patéticas dos casais que brigam feio, fazem barraco, bradam publicamente horrores sobre o relacionamento, trocam ofensas expondo detalhes que só deveriam interessar a eles próprios e depois fazem as pazes, bonitinhos e alegrinhos, e saem de mãos dadas como se nada tivesse acontecido? É o reino da jecura em sua forma mais pura.

Existem dois de mim: existe o “eu novo”: vida louca, rock and roll na veia e que vive de maneira intensa e até mesmo inconsequente, já que o meu “eu velho” deve, no futuro, consertar as merdas que eu faço hoje. Pois é, existe sim o “eu velho”, que não se excede, que guarda dinhe…
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Existem dois de mim: existe o “eu novo”: vida louca, rock and roll na veia e que vive de maneira intensa e até mesmo inconsequente, já que o meu “eu velho” deve, no futuro, consertar as merdas que eu faço hoje. Pois é, existe sim o “eu velho”, que não se excede, que guarda dinheiro, que não sabe o que é vida louca, que jamais viaja, que não acorda de ressaca e que espera, ansioso, para aproveitar as coisas inerentes ao “eu novo”. Isso quando ele tiver tranquilidade. Mas afinal de contas, o que é tranquilidade? E se não der tempo do “eu velho” acudir o “eu novo”? E se o “eu novo” morrer antes que o “eu velho” possa materializar-se em um ser humano intenso? E se o “eu velho” simplesmente estiver entediado e não quiser sair na defesa do “eu novo”, relegando-o ao ledo esquecimento? Afinal de contas, quem explora quem na minha cabeça? Penso que o ideal é que os dois um dia se conheçam, e que tomem uma cerveja juntos, em algum boteco leviano, em pleno centro da cidade.

O Direito é a força. Só que a Justiça é aquilo que está além do “além do texto”. O ingrediente social: o antropológico.
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O Direito é a força. Só que a Justiça é aquilo que está além do “além do texto”. O ingrediente social: o antropológico. A figura do juiz, então, é o indizível, o incalculável, o elemento humano que modera, interpreta e aplica a força. Sem o elemento humano chega-se ao ilógico, ao absurdo em sua forma mais crua – e mais violenta. Aquilo que não se define. Que não tem linguagem. A aniquilação da Justiça é a exaltação do Mal Absoluto.

As pessoas, muitas vezes, quedam-se inertes sob o argumento de que esperam por “algum sinal” para a tomada de uma atitude. Pois bem: a inércia, per si, já é o próprio sinal, desesperado, ofuscante, beirando a mais histérica sirene, avisando que a sua leniência terá um preço extr…
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As pessoas, muitas vezes, quedam-se inertes sob o argumento de que esperam por “algum sinal” para a tomada de uma atitude. Pois bem: a inércia, per si, já é o próprio sinal, desesperado, ofuscante, beirando a mais histérica sirene, avisando que a sua leniência terá um preço extremamente alto. Impagável e irremediável.

⁠Professores são grandes idealistas, que não se afastaram jamais da ideia de que um Brasil melhor se faz com o mais límpido conhecimento. Exercitam com destreza a maior e mais sublime vocação de todas: a de transmitir conhecimento, dignidade, cidadania, e de, sobretudo, ensinar a…
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⁠Professores são grandes idealistas, que não se afastaram jamais da ideia de que um Brasil melhor se faz com o mais límpido conhecimento. Exercitam com destreza a maior e mais sublime vocação de todas: a de transmitir conhecimento, dignidade, cidadania, e de, sobretudo, ensinar ao ser humano a pensar e sobreviver ao meio. Ou seja: ensinar o ser humano a ser humano. Portanto, todo e qualquer docente da face da terra será sempre um garantidor de que existe sim um futuro possível, com justiça social e equidade.

Existe uma coisa da qual todas as pessoas devem se lembrar diariamente: uma vez assimilando experiências, superando obstáculos e ainda as perdas quase que constantes, as pessoas devem se lembrar de esquecer. Pode parecer contraditório, mas é uma questão de lídima sobrevivência.…
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Existe uma coisa da qual todas as pessoas devem se lembrar diariamente: uma vez assimilando experiências, superando obstáculos e ainda as perdas quase que constantes, as pessoas devem se lembrar de esquecer. Pode parecer contraditório, mas é uma questão de lídima sobrevivência. E de caminhar adiante.

Quanto mais poderosa uma pessoa se autodenomina, maior é a capacidade de indignar-se – sempre com extrema violência – diante de fatos que são corriqueiros. Tudo para essa pessoa tende a ser interpretado como um ultraje, porque ela acredita estar acima do bem e do mal, imune a ju…
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Quanto mais poderosa uma pessoa se autodenomina, maior é a capacidade de indignar-se – sempre com extrema violência – diante de fatos que são corriqueiros. Tudo para essa pessoa tende a ser interpretado como um ultraje, porque ela acredita estar acima do bem e do mal, imune a julgamentos éticos e morais, e protegida contra quaisquer reveses. Já apunhalou seu escravo hoje porque ele respingou vinho tinto em sua roupa limpa enquanto ele lhe servia? Já açoitou sua serva porque a mulher teve a “audácia” de lhe recusar favores sexuais imundos? E com que direito a sua empáfia e soberba lhe tornaram um ser humano tão monstruoso, tão vergonhosamente covarde, digno de asco e de desprezo?