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Frases de Ananda Carneiro

11 frases

Desde que me conheço, os olhos me chamam antes de tudo. Eu os desenho, os observo — e por vezes juro que os escuto, porque falam mais que a boca e carregam histórias que um cérebro inteiro talvez não caiba. Fascinam-me como galáxias: cada olhar é um mundo distinto, às vezes repl…
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Desde que me conheço, os olhos me chamam antes de tudo. Eu os desenho, os observo — e por vezes juro que os escuto, porque falam mais que a boca e carregam histórias que um cérebro inteiro talvez não caiba. Fascinam-me como galáxias: cada olhar é um mundo distinto, às vezes repleto, às vezes vazio. Acho que a maior dádiva é poder observar. Observar me dá vontade de viver: detectar minúcias, e desvendar outros olhares, torcendo para que alguém queira desvendar os meus também.

Eu te odeio Finjo normalidade diante do seu descaso, em comparação com a energia que tínhamos antes.
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Eu te odeio Finjo normalidade diante do seu descaso, em comparação com a energia que tínhamos antes. Eu não te conheço completamente, nem suas diversas versões. E, sinceramente, não quero conhecer. Porque, na medida em que você se revela, eu me decepciono mais com quem você realmente é. E me decepciono comigo por sentir o que sinto por você, mesmo você sendo assim. Se um dia te admirei, pois saiba: hoje te desprezo. Tento me convencer que você ainda irá amadurecer, ou cair na real. Mas já percebi que a única coisa sua que vai pra frente é a sua idade. Espero que você se foda pelas suas atitudes imaturas. Eu odeio sentir emoções fortes, e te odeio por despertar tantas em mim. A raiva que transborda aos poucos consome quem sou a cada segundo. E é culpa sua — eu espero que você sinta o peso do dano que me causa a cada dia. Eu te odeio com todas as minhas forças. E te culpo pelo meu fracasso e pela minha infelicidade. Porque foi você que despertou isso e agora sou obrigada a lidar com tudo sozinha. Eu te odeio tanto que me atreveria a dizer que eu te amo. Te odeio por me fazer te amar. Te odeio por não merecer o meu amor. E me odeio por amar alguém que me trate assim. Me odeio por te culpar e te odeio por ser culpado. Me odeio por amar alguém que, ao meu lado, ergue os braços para outra pessoa. Me odeio mais ainda por amar alguém como você, que me rebaixa ao abismo. Me odeio por ainda te querer feliz, mesmo não sendo comigo. E me odeio por querer felicidade para alguém que tirou a minha. Me odeio por não me sentir suficiente. Te odeio por me fazer sentir insuficiente. Eu te odeio por ter acabado comigo. Eu te odeio por me fazer me odiar. E te odeio por me fazer sentir ódio. Eu te odiei desde o dia 07/06/2025. E te odiarei até meu último suspiro.

Há pessoas tão imersas em sua própria bolha, em seu mar de ignorância, que vendem os próprios olhos. Calam-se, negam a realidade e contradizem os fatos da vida. O ego do ignorante é insaciável. Sempre quer mais, sem nunca buscar ser mais. Afunda-se em sua própria escuridão, tend…
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Há pessoas tão imersas em sua própria bolha, em seu mar de ignorância, que vendem os próprios olhos. Calam-se, negam a realidade e contradizem os fatos da vida. O ego do ignorante é insaciável. Sempre quer mais, sem nunca buscar ser mais. Afunda-se em sua própria escuridão, tendo como única superficialidade a própria vida, esmagando-se sob a pressão do próprio ego e morrendo espiritualmente de hipotermia, congelado pela própria incapacidade de sentir empatia e humildade. Tive o desprazer de estar do outro lado: o lado das pessoas ignorantes. Todas reunidas em um só ambiente. Inexoráveis. Olhares cansados, sombrios, disfarçando a própria intolerância através de um livro que nem sequer leram por inteiro. Sempre os mesmos, escondendo seus atos atrás de desculpas fúteis, suficientes apenas para aqueles que não suportam o esforço de abrir os próprios olhos, pois nasceram cegos pela criação de quem também escolheu se vendar.

É certo que somos protagonistas da nossa própria história, mas será que ela é apenas sobre nós mesmos? Ser protagonista não significa ser hipócrita. Nem sempre é bonito estar de olhos abertos, mas é necessário. Quando você percebe que, por mais improvável que pareça, um desconhe…
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É certo que somos protagonistas da nossa própria história, mas será que ela é apenas sobre nós mesmos? Ser protagonista não significa ser hipócrita. Nem sempre é bonito estar de olhos abertos, mas é necessário. Quando você percebe que, por mais improvável que pareça, um desconhecido — desde um cão abandonado até uma mulher no Afeganistão — pode precisar de você, entende que sua ajuda pode ser a diferença. Seu protagonismo começa quando você é a voz de quem não tem voz. Começa quando encontra seu fulgor ao olhar pelos outros, compreende o que se passa, toma boas decisões e, acima de tudo, não julga, mas ajuda. Você pode ser voz. Pode ser luz. Pode ser alguém de olhos abertos.

O ego do ignorante é insaciável. Sempre quer mais, sem nunca buscar ser mais. Afunda-se em sua própria escuridão, tendo como única superficialidade a própria vida, esmagando-se sob a pressão do próprio ego e morrendo espiritualmente de hipotermia, congelado pela própria incapacid…
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O ego do ignorante é insaciável. Sempre quer mais, sem nunca buscar ser mais. Afunda-se em sua própria escuridão, tendo como única superficialidade a própria vida, esmagando-se sob a pressão do próprio ego e morrendo espiritualmente de hipotermia, congelado pela própria incapacidade de sentir empatia e humildade.

Há pessoas tão imersas em sua própria bolha, em seu mar de ignorância, que vendem os próprios olhos. Calam-se, negam a realidade e contradizem os fatos da vida. Por outro lado, há pessoas sábias, que não se vendem, não se privam da realidade para além da própria vida, buscam por…
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Há pessoas tão imersas em sua própria bolha, em seu mar de ignorância, que vendem os próprios olhos. Calam-se, negam a realidade e contradizem os fatos da vida. Por outro lado, há pessoas sábias, que não se vendem, não se privam da realidade para além da própria vida, buscam por mais e não se limitam apenas ao que confirma suas próprias convicções. Mas, no fim, quem é de fato feliz? Aquele que tudo vê e tudo busca compreender, ou aquele que nada vê, mas a tudo julga como se soubesse? O ego do ignorante é insaciável. Sempre quer mais, sem nunca buscar ser mais. Afunda-se em sua própria escuridão, tendo como única superficialidade a própria vida, esmagando-se sob a pressão do próprio ego e morrendo espiritualmente de hipotermia, congelado pela própria incapacidade de sentir empatia e humildade. Do outro lado do mundo, há mulheres cheias de potencial, silenciadas de todas as formas possíveis por extremistas que dizem estudar e defender uma verdade absoluta. Um pouco abaixo, mulheres e meninas são mutiladas contra a própria vontade, tendo sua intimidade arrancada sem jamais terem cometido qualquer erro. Ao seu lado pode existir alguém de rosto fechado, que não quer conversar, e você a julga pela sua própria conveniência, enquanto ela sequer consegue sorrir porque está vivendo um luto. Mas você não sabe disso, não é? Discernir é necessário. Julgar sem compreender é perigoso. Para que julgar? Você realmente entende aquilo que defende? Tive o desprazer de estar do outro lado: o lado das pessoas ignorantes. Todas reunidas em um só ambiente. Inexoráveis. Olhares cansados, sombrios, disfarçando a própria intolerância através de um livro que nem sequer leram por inteiro. Sempre os mesmos, escondendo seus atos atrás de desculpas fúteis, suficientes apenas para aqueles que não suportam o esforço de abrir os próprios olhos, pois nasceram cegos pela criação de quem também escolheu se vendar. Hoje eu lhe pergunto: quem realmente se importa? É certo que somos protagonistas da nossa própria história, mas será que ela é apenas sobre nós mesmos? Ser protagonista não significa ser hipócrita. Seu protagonismo só começa quando você olha para quem está ao seu lado e, também, para quem está do outro lado do mundo. Seu protagonismo começa quando você é a voz de quem não tem voz. Começa quando encontra seu fulgor ao olhar pelos outros, compreende o que se passa, toma boas decisões e, acima de tudo, não julga, mas ajuda. Nem sempre é bonito estar de olhos abertos, mas é necessário. Há pessoas que jamais tiveram a oportunidade de abrir os próprios olhos, enquanto você escolhe mantê-los fechados, trancando o próprio potencial e escolhendo ser apenas mais um. Há pessoas que sofrem imensamente de formas que talvez você jamais consiga imaginar em sua vida lúgubre, porque só dariam valor caso o problema fosse delas. Você, homem ou mulher, se estivesse no lugar de uma afegã, sofrendo agressões legalmente toleradas, sem poder estudar, trabalhar, falar livremente, fugir ou sequer ser vista, sendo abusada independentemente da sua idade... o que faria? Nada. Porque, quando um problema dessa magnitude é seu, muitas vezes você já não tem voz. É justamente aí que a empatia entra. Quando você percebe que, por mais improvável que pareça, um desconhecido — desde um cão abandonado até uma mulher no Afeganistão — pode precisar de você, entende que sua ajuda pode ser a diferença. Você pode ser voz. Pode ser luz. Pode ser alguém de olhos abertos. Não é bonito. Mas é necessário. E torna-se bonito quando você decide ser necessário.

É impressionante como algumas pessoas acabam se tornando tão importantes sem que sequer percebamos. Mesmo quando acreditamos estar cientes disso, há momentos em que a ficha simplesmente cai. Quando eu já não tinha um lar, quando me sentia perdida em um desvaneio lúgubre, você, m…
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É impressionante como algumas pessoas acabam se tornando tão importantes sem que sequer percebamos. Mesmo quando acreditamos estar cientes disso, há momentos em que a ficha simplesmente cai. Quando eu já não tinha um lar, quando me sentia perdida em um desvaneio lúgubre, você, mesmo sem poder, me trouxe de volta. Foi meu lar por algumas horas, mas foi. E foi naquele momento que percebi que você sempre foi meu lar — só não da forma óbvia. Nada foi tão sereno quanto você naquele instante turbulento da minha vida. Eu vejo beleza nesse sentimento nada óbvio entre nós. Não sei exatamente o que ele é, mas sei que me faz bem. Você desperta minha ataraxia do lugar mais profundo do meu ser. Talvez seja isso a amizade: sentir-se em casa na presença de alguém, saber que existe um lugar para onde voltar quando tudo parece desabar. Às vezes penso que poderíamos simplesmente fugir. Ou talvez eu compre um apartamento, e você durma lá todos os dias, para que eu finalmente consiga me sentir em casa na minha própria casa, aquecida sobre seu abraço. Podemos fugir... Quero dizer, o que realmente nos prende aqui? Há tanto para descobrir no mundo — e tanto para descobrir sobre nós.

*Carta de uma paixão limerente* Me pego frequentemente nesse desvaneio, onde nossa latência ocupava todos os espaços. Tão efêmero, mas impossível de esquecer. Você despertou tudo em mim, o apogeu de todos os meus sentimentos. A partir daquele momento, em que algo já ansiava des…
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*Carta de uma paixão limerente* Me pego frequentemente nesse desvaneio, onde nossa latência ocupava todos os espaços. Tão efêmero, mas impossível de esquecer. Você despertou tudo em mim, o apogeu de todos os meus sentimentos. A partir daquele momento, em que algo já ansiava despertar, você o desabrochou no arrebol daquela tarde; clareou, transcendeu como as estrelas. Não só me apaixonei por você, pelo seu ser e pelo que transcende o seu ser, mas pelos momentos, nada óbvios, com tanta energia, capazes de fazer ambos flutuar e envolver qualquer um que estivesse presente. Não foi, porque ainda é uma paixão, perecível, que poderia ser perenidade para ambos, mas que vive apenas dentro de mim como um "sempre", que só você provoca. Hoje, a paixão que vive dentro de mim é pela memória de momentos inesquecíveis, a paixão não correspondida, mas a melhor de ser vivida, mesmo sendo uma nuance muito bem escondida. Te vejo feliz, construindo novas memórias para um dia se lembrar, com pessoas incríveis. Incríveis de um jeito que jamais fui para você, mas há uma esperança de que, pelo menos, 1% de tudo, você se lembre; torço para que seja com carinho. Pois jamais alguém será tão sincero em uma carta como fui para você. Fiz questão de usar palavras para te fazer lembrar, não do que não fui para você, mas do que você foi para mim e sempre será: a paixão quimera que eu amei viver. O quase dos toques, o entrelace das respirações, os segundos que antecedem o encontro de nossos olhares, o "apesar de" que Clarice Lispector tanto dizia: apesar de te amar, apesar de o que tínhamos ter morrido, apesar de me decepcionar, nunca me esquecer. Me lembro de quando fingi normalidade diante de você e depois saí pulando pelas ruas por um beijo na bochecha. Eu tenho que te agradecer por, apesar de tudo, não ser um trauma e ser algo de que gosto de lembrar. Há beleza no que tem fim, e por mais que eu quisesse que fosse para sempre, o fulgor que você deixou no âmago do meu coração jamais vai apagar, porque, graças a você, fui capaz de sentir de novo e aprender a lidar. Nostalgicamente, De: Ananda C. Para: minha musa