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Frase de Ananda Carneiro

*Carta de uma paixão limerente* Me pego frequentemente nesse desvaneio, onde nossa latência ocupava todos os espaços. Tão efêmero, mas impossível de esquecer. Você despertou tudo em mim, o apogeu de todos os meus sentimentos. A partir daquele momento, em que algo já ansiava despertar, você o desabrochou no arrebol daquela tarde; clareou, transcendeu como as estrelas. Não só me apaixonei por você, pelo seu ser e pelo que transcende o seu ser, mas pelos momentos, nada óbvios, com tanta energia, capazes de fazer ambos flutuar e envolver qualquer um que estivesse presente. Não foi, porque ainda é uma paixão, perecível, que poderia ser perenidade para ambos, mas que vive apenas dentro de mim como um "sempre", que só você provoca. Hoje, a paixão que vive dentro de mim é pela memória de momentos inesquecíveis, a paixão não correspondida, mas a melhor de ser vivida, mesmo sendo uma nuance muito bem escondida. Te vejo feliz, construindo novas memórias para um dia se lembrar, com pessoas incríveis. Incríveis de um jeito que jamais fui para você, mas há uma esperança de que, pelo menos, 1% de tudo, você se lembre; torço para que seja com carinho. Pois jamais alguém será tão sincero em uma carta como fui para você. Fiz questão de usar palavras para te fazer lembrar, não do que não fui para você, mas do que você foi para mim e sempre será: a paixão quimera que eu amei viver. O quase dos toques, o entrelace das respirações, os segundos que antecedem o encontro de nossos olhares, o "apesar de" que Clarice Lispector tanto dizia: apesar de te amar, apesar de o que tínhamos ter morrido, apesar de me decepcionar, nunca me esquecer. Me lembro de quando fingi normalidade diante de você e depois saí pulando pelas ruas por um beijo na bochecha. Eu tenho que te agradecer por, apesar de tudo, não ser um trauma e ser algo de que gosto de lembrar. Há beleza no que tem fim, e por mais que eu quisesse que fosse para sempre, o fulgor que você deixou no âmago do meu coração jamais vai apagar, porque, graças a você, fui capaz de sentir de novo e aprender a lidar. Nostalgicamente, De: Ananda C. Para: minha musa

Ananda Carneiro

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Pensador.com

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Outras frases de Ananda Carneiro

Desde que me conheço, os olhos me chamam antes de tudo. Eu os desenho, os observo — e por vezes juro que os escuto, porque falam mais que a boca e carregam histórias que um cérebro inteiro talvez não caiba. Fascinam-me como galáxias: cada olhar é um mundo distinto, às vezes repl…
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Desde que me conheço, os olhos me chamam antes de tudo. Eu os desenho, os observo — e por vezes juro que os escuto, porque falam mais que a boca e carregam histórias que um cérebro inteiro talvez não caiba. Fascinam-me como galáxias: cada olhar é um mundo distinto, às vezes repleto, às vezes vazio. Acho que a maior dádiva é poder observar. Observar me dá vontade de viver: detectar minúcias, e desvendar outros olhares, torcendo para que alguém queira desvendar os meus também.

Eu te odeio Finjo normalidade diante do seu descaso, em comparação com a energia que tínhamos antes.
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Eu te odeio Finjo normalidade diante do seu descaso, em comparação com a energia que tínhamos antes. Eu não te conheço completamente, nem suas diversas versões. E, sinceramente, não quero conhecer. Porque, na medida em que você se revela, eu me decepciono mais com quem você realmente é. E me decepciono comigo por sentir o que sinto por você, mesmo você sendo assim. Se um dia te admirei, pois saiba: hoje te desprezo. Tento me convencer que você ainda irá amadurecer, ou cair na real. Mas já percebi que a única coisa sua que vai pra frente é a sua idade. Espero que você se foda pelas suas atitudes imaturas. Eu odeio sentir emoções fortes, e te odeio por despertar tantas em mim. A raiva que transborda aos poucos consome quem sou a cada segundo. E é culpa sua — eu espero que você sinta o peso do dano que me causa a cada dia. Eu te odeio com todas as minhas forças. E te culpo pelo meu fracasso e pela minha infelicidade. Porque foi você que despertou isso e agora sou obrigada a lidar com tudo sozinha. Eu te odeio tanto que me atreveria a dizer que eu te amo. Te odeio por me fazer te amar. Te odeio por não merecer o meu amor. E me odeio por amar alguém que me trate assim. Me odeio por te culpar e te odeio por ser culpado. Me odeio por amar alguém que, ao meu lado, ergue os braços para outra pessoa. Me odeio mais ainda por amar alguém como você, que me rebaixa ao abismo. Me odeio por ainda te querer feliz, mesmo não sendo comigo. E me odeio por querer felicidade para alguém que tirou a minha. Me odeio por não me sentir suficiente. Te odeio por me fazer sentir insuficiente. Eu te odeio por ter acabado comigo. Eu te odeio por me fazer me odiar. E te odeio por me fazer sentir ódio. Eu te odiei desde o dia 07/06/2025. E te odiarei até meu último suspiro.

O ego do ignorante é insaciável. Sempre quer mais, sem nunca buscar ser mais. Afunda-se em sua própria escuridão, tendo como única superficialidade a própria vida, esmagando-se sob a pressão do próprio ego e morrendo espiritualmente de hipotermia, congelado pela própria incapacid…
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O ego do ignorante é insaciável. Sempre quer mais, sem nunca buscar ser mais. Afunda-se em sua própria escuridão, tendo como única superficialidade a própria vida, esmagando-se sob a pressão do próprio ego e morrendo espiritualmente de hipotermia, congelado pela própria incapacidade de sentir empatia e humildade.

É certo que somos protagonistas da nossa própria história, mas será que ela é apenas sobre nós mesmos? Ser protagonista não significa ser hipócrita. Nem sempre é bonito estar de olhos abertos, mas é necessário. Quando você percebe que, por mais improvável que pareça, um desconhe…
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É certo que somos protagonistas da nossa própria história, mas será que ela é apenas sobre nós mesmos? Ser protagonista não significa ser hipócrita. Nem sempre é bonito estar de olhos abertos, mas é necessário. Quando você percebe que, por mais improvável que pareça, um desconhecido — desde um cão abandonado até uma mulher no Afeganistão — pode precisar de você, entende que sua ajuda pode ser a diferença. Seu protagonismo começa quando você é a voz de quem não tem voz. Começa quando encontra seu fulgor ao olhar pelos outros, compreende o que se passa, toma boas decisões e, acima de tudo, não julga, mas ajuda. Você pode ser voz. Pode ser luz. Pode ser alguém de olhos abertos.