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Frases de Álvaro de Azevedo

208 frases

Os primeiros não são exatamente melhores que os últimos, apenas tiveram mais tempo para ser piores
Troca de favores Os últimos trapos, sobras de um único retalho. Costurados, costurados, fio a fio, ponto a ponto. Por conveniência talvez, ou por descaso… substituídos! afinal, não se precisa mais de retalhos!
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Troca de favores Os últimos trapos, sobras de um único retalho. Costurados, costurados, fio a fio, ponto a ponto. Por conveniência talvez, ou por descaso… substituídos! afinal, não se precisa mais de retalhos! “O tecido é novo, o tempo é favorável, então sigamos em frente! Costurando agora linho, seda, lã… fazendo um bom trabalho! E aquelas velhas mãos cheias de calos… porque fazê las sofrer? Coloquemos logo uma galoneira! Que além de economizar tempo, ganhamos mais!” Então que sigam! E deixem para trás os tais trapos de renda e cetim. Ainda há quem os queira! Disso tenho certeza! E as mãos cansadas, também tem salvação! Pois mesmo acabadas, sempre costuraram! E sempre costurarão!

Obra de um dia só Sob o calor escaldante, mas um perpétuo dia de trabalho... Ouço o som das marretas, pás, picaretas!
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Obra de um dia só Sob o calor escaldante, mas um perpétuo dia de trabalho... Ouço o som das marretas, pás, picaretas! Todas transmitindo um som revigorante! Porém falho... Pedra a pedra, tijolo a tijolo, formando-se a base da ambiguidade! O medo desconstruído pela beleza, o contentamento alcançado pela inautenticidade... Monumentos se erguem momentos, se despedem. Massa sobre massa, naqueles que se perdem. A tristeza se forma, mas o sorriso remedeia! E ao entardecer, quando o expediente termina, ficam apenas as sobras, daquilo que havia de dia…

Carta para um ser humano Respira a dor, ser humano! Prova tua incontestável virtude perante teus atos! Mostra que tua calma e paz, se fazem verdadeiras na prática!
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Carta para um ser humano Respira a dor, ser humano! Prova tua incontestável virtude perante teus atos! Mostra que tua calma e paz, se fazem verdadeiras na prática! Dizer a mentira é fácil! Mentir sobre a realidade é um fato! Fato esse que todos julgam correto. Mentir sobre a mentira, girando no eixo de si mesmo. Enganando a si mesmo, roubando de si mesmo, matando a si mesmo. Então respira! Agora contigo está a ferida. E como arde não é? Como dói a falta de controle da vida, e como atinge graus tão altos! Como é ruim não conseguir se mover! Dizer o quão fácil é estar e ser, mas no fim não conseguir exercer. Então ser humano? Prova tua benevolência! Mostra o quanto és corajoso perante a insuficiência do bem, que mesmo fraco, distorce o mal e se torna fatal. Mas é real! O fato da fraqueza dos falsos fortes, físicos pela lógica! Porém abstratos pelo sentido! Não sentido de ser, pois esse não existe… existe apenas o sentir, que reflete concretamente na forma de ir e vir. Fazer ou não fazer! As prioridades da humanidade! Sempre mais por menos, sem se importar com igualdade. Sem sentir o medo para com suas consequências, gerando cada vez mais causas, de desavenças, onde está a eloquência? Onde estão os que respiram o ar puro de viver? Onde está a lógica de aprisionar a vida em si mesmo até o momento de morrer? Onde está o sentido, esse falso e idolatrado de ser! Ser feliz! Ser amado! Mas nunca ser odiado! Pobre ser humano... tão frágil E por último, onde está você? Que a todo momento vive em busca do prazer? Momentâneo ou não, seja qual for, a busca pelo futuro interminável se reflete em terror. O medo de estar imperfeito a semelhança geral! De não ser aceito como ser pensante, pelo padrão social. Apenas como coadjuvante, que segue o caminho do caos. Então a todos os seres humanos que respiram neste momento, peço um segundo de atenção! Enquanto respiram tenham em mente que o mundo gira, a vida começa e termina e a morte predomina.

Sorriso de frio Sorriso que sorri vazio, sorriso de frio... Sorri como quem já sorriu, mas sorri de calafrio.
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Sorriso de frio Sorriso que sorri vazio, sorriso de frio... Sorri como quem já sorriu, mas sorri de calafrio. Ri diante do frio, range os dentes, treme os lábios. Por hora o riso sombrio, disfarça a cova nos orvalhos... Mas seus olhos não mentem… Seu sorriso não sorri… Somente prendem a mente, de quem o olha rangir. E que não vê a névoa por trás do colibri. Pobre sorriso vazio, breve sorriso de frio...

E o homem? Pois bem! Homem não é ave! Não é pássaro! O homem não tem asas… não voa! O que o homem faz então? Pensa! Almeja no frio a forma de ignorar sua situação… faz do futuro sua glória, e do presente superação!
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E o homem? Pois bem! Homem não é ave! Não é pássaro! O homem não tem asas… não voa! O que o homem faz então? Pensa! Almeja no frio a forma de ignorar sua situação… faz do futuro sua glória, e do presente superação! E quando não dá certo? Então ele se esconde, como fez na gruta. E da gruta reage com palavras de praxe, lampejando... esperando a luz que o mesmo produz, mas não vê que reluz.

Decisão Da discórdia se fez forja, e na forja o metal derreteu. Do metal se fez a arma, e dela o refém! Que por ela morreu.
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Decisão Da discórdia se fez forja, e na forja o metal derreteu. Do metal se fez a arma, e dela o refém! Que por ela morreu. Da morte se fez tumulto, brigando por quem já pereceu. Da vida fez-se o descaso, de quem vive, e quem já viveu. No descaso segue a derrota! Que se apoia a mente ociosa. E da mente a última prosa… sufrágio antes do adeus.

Somente escrevo... E acima de tudo descrevo, o que vejo, sinto e percebo. No mais transcrevo, sobre o pó, a lenha e o barreiro! Caminho derradeiro! Se faz perigoso e estreito... Cemitério e leito!
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Somente escrevo... E acima de tudo descrevo, o que vejo, sinto e percebo. No mais transcrevo, sobre o pó, a lenha e o barreiro! Caminho derradeiro! Se faz perigoso e estreito... Cemitério e leito! Sofrido e perdido, as margens do canal! Obstruido pela força local.

Perguntei-me essa manhã, sobre as "verdades", após ouvir tal frase: "Não existem verdades absolutas!" Engraçado, como todos só vêem dois lados de uma moeda! Mas sabemos que ela é composta por três.
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Perguntei-me essa manhã, sobre as "verdades", após ouvir tal frase: "Não existem verdades absolutas!" Engraçado, como todos só vêem dois lados de uma moeda! Mas sabemos que ela é composta por três. Se não há verdade absoluta, como você pode afirmar essa não existência absolutamente?

Disseram que eu estava vivo! Mas eu não estava.. Disseram que eu era imortal! Mas eu não era... Essa é a moda do caos, tesoura do caos. Recorte sucinto ao imortais mortos.
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Disseram que eu estava vivo! Mas eu não estava.. Disseram que eu era imortal! Mas eu não era... Essa é a moda do caos, tesoura do caos. Recorte sucinto ao imortais mortos. Disseram que eu era nada! Mas se o nada era eu, não era nada… Disseram que eu estava com medo! E sim, eu estava! Medo do caos! Disseram que o caos se fez por mim! Mas eu não o fiz. Disseram que semeei o medo que colhi! Mas novamente não o fiz. No fim disseram que morri, e parece que sim. Mas eu não vi, nem ouvi, somente senti. Enfim, a moda do caos caiu sobre mim.

Solidão nada mais é do que a convicção de se estar sozinho. Não tem a ver com quantidade, e sim qualidade. Estando sozinhos, refletimos sobre nós mesmos e o que somos e fazemos…
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Solidão nada mais é do que a convicção de se estar sozinho. Não tem a ver com quantidade, e sim qualidade. Estando sozinhos, refletimos sobre nós mesmos e o que somos e fazemos… Entregamos a nós próprios nossos medos, segredos, angústias, tristezas. Antes de esperar a cura pelo outro, cure a si mesmo! Pessoas são mais que uma cápsula de lamúrias! E na solidão, que se descobre o homem.