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Frases de Alô! Quem fala , M.K Miller

8 frases

"A garota chorava ao telefone, por causa de homem. É mole? A garota dizia se chamar Lizza, o que achei que fosse mentira. Nem todos revelavam seu nome. Lizza, enquanto soluçava contava. — Ele me traiu, com aquela vaca. E eu refletia. Que vaca? Vaca melhor amiga, colega ou inimi…
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"A garota chorava ao telefone, por causa de homem. É mole? A garota dizia se chamar Lizza, o que achei que fosse mentira. Nem todos revelavam seu nome. Lizza, enquanto soluçava contava. — Ele me traiu, com aquela vaca. E eu refletia. Que vaca? Vaca melhor amiga, colega ou inimiga? Lizza jorrava emoções engraçadas, por vezes tentei acalmá-la. Pobrezinha. — Lizza, conte-me sua história. E ela contou. — Estavamos casados há três anos, e ele conheceu uma garota na academia. Foi embora com ela, sumiu. Lizza não chorava mais, sua voz de criancinha tinha sumido. Mulher, ela era uma mulher. — Ele vai ter o que merece, Lizza. Passa um batom vermelho e vai beijar na boca. Lizza riu e desligou. Acho que ela foi."

Dessa vez foi um tal de Roberto que ligou. Tinha a voz afeminada (não que eu tenha algo contra.) — Em que eu posso te ajudar, Roberto? Ao fundo, eu podia ouvir um forte batidão sertanejo.
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Dessa vez foi um tal de Roberto que ligou. Tinha a voz afeminada (não que eu tenha algo contra.) — Em que eu posso te ajudar, Roberto? Ao fundo, eu podia ouvir um forte batidão sertanejo. — Sinto falta daquele canalha. Voz afeminada. O que foi que eu disse? — Vai ficar nessa foça até quando? Desliga a merda dessa música sertaneja, coloca uma eletrônica e vai dançar. Sabe dançar né, bem? — S-s-sim. — Ele gaguejou. — Ótimo. Achei que só sabia apanhar da bad. O telefone ficou mudo.

Os gêmeos Gordon me ligaram, outra vez. - É o Joe ou o Josh? - A voz me perguntou. Apertei o telefone no ouvido, girando na cadeira.
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Os gêmeos Gordon me ligaram, outra vez. - É o Joe ou o Josh? - A voz me perguntou. Apertei o telefone no ouvido, girando na cadeira. - Josh? - Arrisquei. A risada aguda ecoou do outro lado da linha. - Tu ta ficando esperta, menina da rádio. Silêncio. - Me dá um conselho aí. O que não fazer num primeiro encontro? Meu irmão vai sair com uma mina hoje e eu também. Peguei uma caneta mordendo a ponta dela. - Para de ser o malandrão, sacou? E coloca essa merda no viva voz pro babaca do seu irmão ouvir. Ouvi um "click" do outro lado. - Sejam educados, e não sejam um completo babacas como sempre são. Não falem de futebol, as garotas vão querer assassinar vocês. - Putz, acho que não vou mais não. Olha o tanto de coisa, velho. Josh reclamou. - Mas as mina são gostosas, mano. - A voz de Joe soou ao fundo. Eu estava ficando impaciente. - Não tratem as garotas como se fossem pedaço de carne, seus merdinhas. Estão ouvindo o que eu estou dizendo? O telefone chiou um pouco, e parou. - A gente entendeu. Antes de eu apertar o botão de desligar, Josh interrompeu. - Depois a gente te liga e avisa se seus conselhos serviram. - Ele abafou um riso. - Vão servir se vocês praticarem. - Se a gente não trocar as minas, né. Eu parei. - Espera! Elas também são gêmeas? Eles desligaram.

- O telefone está chiando. Parei, impaciente. Era uma senhora, a voz estava fanha. - Menina, preciso da sua ajuda. Ta me ouvindo? - Ela berrou.
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- O telefone está chiando. Parei, impaciente. Era uma senhora, a voz estava fanha. - Menina, preciso da sua ajuda. Ta me ouvindo? - Ela berrou. - Estou ouvindo, senhora. - Nem acredito que consegui te ligar, menina. - Diga em que posso te ajudar. O outro lado da linha silenciou. Ué, desligou? - Minha neta está doente. Eu não sei o que fazer, médico nenhum resolve. - E acha que vou resolver? - Claro! Espera, espera. Deixa eu te dizer os sintomas. Apertei o telefone nos ouvidos. - Ela não come, e nem dorme. E fica só escutando uma tal de Sfit. - Swift? - Interrompi. - Foi o que eu disse. Minha neta só escuta essazinha, e ainda fica rindo à toa. Endoidou. Comecei à gargalhar, suprimindo um soluço. - É amor, senhora. É amor! Isso nem eu nem médico algum resolve. - Lascou. O telefone chiou e chiou, e a ligação caiu.

— Minha mãe disse que a fada do dente não existe. E eu chorei e chorei. Uma criança? Tinha um criança me ligando na rádio. — Sua mãe sabe que está usando o telefone? — Perguntei.
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— Minha mãe disse que a fada do dente não existe. E eu chorei e chorei. Uma criança? Tinha um criança me ligando na rádio. — Sua mãe sabe que está usando o telefone? — Perguntei. — Ela está no banheiro, fazendo o número dois e chorando. Ela briga muito com o papai. — Porque está me ligando? — Eu já disse. — ele choramingou. Fada do dente. Ok. Que merda eu sabia sobre fada do dente? — Pequeno, acredita em papai noel? Ele ficou em silêncio. — E em coelhinho da páscoa? — Acho que sim. — Ele respondeu. — E no amor? — Perguntei. — Amor? Mamãe acho que me ama mas acho que não ama o papai. Esse amor? Eu não sei. Ele parecia em dúvida. — Tem tanta certeza sobre coisas que não existem, mas o amor ele existe. Mas não podemos vê-lo e sim sentir. — Ah não. — ele dava gritinhos. Afastei o fone do ouvido. — Papai noel e coelhinho da páscoa não existem? Não existe amor também. Não acredito. Nem eu, eu quis dizer. Nem eu.

- Coração partido. A garota choramingava. Eu estava sem paciência, minha cota de telefonemas no dia já tinham literalmente se esgotado. - Use cola, se não servir apenas ache alguém que o cure.
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- Coração partido. A garota choramingava. Eu estava sem paciência, minha cota de telefonemas no dia já tinham literalmente se esgotado. - Use cola, se não servir apenas ache alguém que o cure. Eu desliguei o telefone antes que a garota começasse à chorar mais.

Me espreguiço em minha cadeira e me preparo para atender a última ligação do dia. Quando o telefone toca, deixo-o tocar duas vezes antes de retirá-lo do gancho. - Alô! Quem fala? - Meu nome é Tony e eu te acho bonita.
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Me espreguiço em minha cadeira e me preparo para atender a última ligação do dia. Quando o telefone toca, deixo-o tocar duas vezes antes de retirá-lo do gancho. - Alô! Quem fala? - Meu nome é Tony e eu te acho bonita. Simples. Direto. - Nunca me viu, Tony. Ele sorri. O sorriso sai abafado, é quase bonitinho. - Não preciso. Digo não aparência. Digo a alma. E você parece ter a alma bonita. Tu tu tu. Caiu a ligação.