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Frases de Allan Caetano Zanetti

540 frases

Passado Você consegue olhar para si mesmo Quando lembra do que ficou para trás?
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Passado Você consegue olhar para si mesmo Quando lembra do que ficou para trás? O tempo não para, é um tiro à queima-roupa Ferindo com a saudade um pouco mais Paciência... o sol irá raiar novamente Logo, então, a sua luz te fará renascer Remexendo velhas fotos, se perde a mente Na imensidão da lua, este é o seu ser! Você consegue conviver consigo mesmo Quando pensa no que deixou de fazer? Embarcando numa viagem só de ida Sem saber lidar com a dor da partida Adeus... a vida não permite ensaios Um novo dia nunca será igual... Aquele agora tido como fenomenal... É apenas passado! Se foi. Acabado.

Sorria! Você sorria quando era novo Das brincadeiras que fazia
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Sorria! Você sorria quando era novo Das brincadeiras que fazia Das novidades que descobria Cada dia mais, você sorria Você sorri quando pensa de novo Começa a planejar os seus sonhos Pensa que vai melhorar um pouco Levanta mais forte de outro tombo Você sorri quando faz o novo Quando então encanta a todos Uma ideia genial, nada igual O mundo é só seu, é do povo Você sorri agora de novo Aquele sorriso verdadeiro Dispensando as palavras Que beleza a sua cara! Eles riem da sua cara E você não tá nem aí De tudo o que já vivi Muito mesmo eu sorri Sorria! Você está sendo filmado! Sorria! Como um feliz apaixonado!

Um dia que nunca chega Restos do amor traído ainda machucam por dentro Vestígios do que sobrou do pecado mais original
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Um dia que nunca chega Restos do amor traído ainda machucam por dentro Vestígios do que sobrou do pecado mais original Percorra um caminho e siga em frente, disse-me Para errar novamente, tudo é exatamente igual Não caio mais nessa conversa de dias melhores Cansei de esperar por um dia que nunca chega Temos apenas o presente e a hora certa é agora Tentando acertar, na maioria das vezes se chora Nas situações ímpares da vida, dá-se um contorno Com serenidade e sintonia neste clima tão morno A chama da vitória ainda está acesa, é preciso crer Mas nem sempre a intuição induz ao certo escolher Desistir não é opção para as almas elevadas ao céu Cai-se mil vezes e levanta-se o dobro se for preciso Andando pela escuridão, à noite, pensamento longe É possível endoidar ainda que repleto de puro juízo!?

O que há de belo Não vá pensando que isso acaba Ao final de mais uma batalha
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O que há de belo Não vá pensando que isso acaba Ao final de mais uma batalha De pequenas vitórias se leva a vida Sua escolha não é predeterminada O normal nunca fez muito bem Reinvente os seus próprios padrões Aprecie o que há de belo lá fora Sob o pôr-do-sol, delire em emoções O que fazia mal, tanto faz agora Curta o tempo, não conte a hora Passa rápido a estrela cadente Boas pessoas chegam de repente Seja otimista, acredite no melhor É possível planejar o amanhã Difícil é prever todos os dias Céu e mar entrando em sintonia.

Sonho enigmático A noite era gelada, sonhei contigo Remexendo-me naqueles cobertores
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Sonho enigmático A noite era gelada, sonhei contigo Remexendo-me naqueles cobertores Dentro de um filme sem atores Por certo tempo, tu foste meu abrigo Estávamos lá, no mesmo lugar Professora sem nada a ensinar Isso mesmo, que ironia, na escola Tão distante, nem me davas bola Lado a lado diante do subconsciente Eu voltava meus olhos só para ti Suas atenções eram a outro alguém Não sei quem, mas algo ruim senti O relógio andava muito depressa E eu achando que ficaria contigo Ao final de tudo, aquele espanto Seria eu apenas mais um amigo? Tu vieste até mim, eu sem reação Admito que nada fiz imovelmente Esperando qualquer palavra sua Apenas veio o orgulho triunfante Aceitamos tudo daquele jeito Muito estranho, nada perfeito O sonho enigmático me cegou Por que, afinal, o tempo parou? Havia lhe visto ineditamente E não havia sido pessoalmente A razão do fato é incerta Só que deixo-lhe a porta aberta O medo de perdê-la possivelmente Um ciúmes barato, sem sentido Fizeram do enigma isto somente A prevenção do futuro indefinido Se um dia leres estas palavras Tente decifrá-las nas entrelinhas Uma a uma, todas elas são para ti Pois sonho em tê-la comigo aqui.

Doce fera Destrua o que te fizer ficar Leve tudo o que puder levar
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Doce fera Destrua o que te fizer ficar Leve tudo o que puder levar Esqueça aquilo que te falei Velha Constituição, nova lei Não foi difícil te encontrar Nos versos de toda a canção Uma rota alternativa a chamar Jovens perdidos na contra-mão O que escondes tu, doce fera? Teu olhar de meias palavras Ainda não terminamos nada Meu dia é a tua madrugada Pare! Não leia minha mente! Ali chegaste tão de repente Me perturba a tua certeza Oh! Escondes uma rara beleza...

Aquele teu olhar Aquele teu olhar acendia uma luz na multidão Diferente de todos os outros, continha emoção
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Aquele teu olhar Aquele teu olhar acendia uma luz na multidão Diferente de todos os outros, continha emoção O teu olhar era distante e também profundo Me convidando a viajar pelos cantos do mundo Palavras não podem expressar o que eu sentia Sempre que me via dentro daqueles olhos Eles falavam alto, com um sentimento puro Pensando nisto, até fico meio paranóico Todo o charme e a malícia em um gesto Aparentemente comum na visão dos outros Que olhar era aquele que me fazia ficar? Cada segundo, pouco, um pouco mais louco Aquele teu olhar é boa lembrança de se ter Quando vivias para mim e eu para você O mais sábio de todos terá de concordar Se perde a razão envolvido naquele teu olhar.

Viagem à terra do nunca Numa noite sem igual Acho que fiz aquilo por mal
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Viagem à terra do nunca Numa noite sem igual Acho que fiz aquilo por mal Sentimentos eram defasados Sonhos, então, desacreditados O acerto de contas veio Um tanto tarde, eu sei Risos estranhos haviam Todos friamente sorriam O caminho da podridão Cada vez mais perto de nós Estava tudo errado lá Agora já foi, tanto faz Tal viagem foi longa Cheia de perigos do destino A viagem à terra do nunca Reservava algo mítico Cenas de um amor patético Que jamais serão apagadas Aquele meio de transporte Ainda percorre as estradas.

Sala de espera Na sala de espera, uma grande rotina Quem são eles para sair da linha?
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Sala de espera Na sala de espera, uma grande rotina Quem são eles para sair da linha? Fazem tudo certo, como o figurino Sabem explicar o que é um alcino Seu maior prazer é seguir as regras Mas que raio de vida é essa? Como robôs facilmente manipuláveis Estão se tornando seres imprestáveis De nada adianta entender a ciência Se o mundo lá fora exige mais além Corpos expostos na calçada, bala perdida Um pobre infeliz é feito de refém Compreendendo a razão de estar aqui Concluo que posso estar sendo cético Talvez meramente mais um crítico Porém agradeço, pois sim, eu vivi!

Trilha sonora Preenchendo as lacunas do vazio existencial Oportunidades dispostas num mundo desigual
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Trilha sonora Preenchendo as lacunas do vazio existencial Oportunidades dispostas num mundo desigual A realidade dividida entre o sério e o incrédulo Na trilha do caminho que aponta para o certo Nada cultivamos além de boas amizades O resto perde-se ao vento e à trilha sonora As sinfonias revelam uma outra condição Acalmando os que jazem no clarão da aurora Cumprimentes apenas de gesto suficiente Sem mais delongas ou risos dissimulados Estamos fadados a pensar como escravos Vivendo como tal gente de toda a gente Faças para ser recordado na história Como alguém que marcou nos seus passos Deixando um legado envolto em paz O que é rico e nobre não se perde jamais!

Mãe Teve o dom da criação Concebido por Deus
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Mãe Teve o dom da criação Concebido por Deus Enchendo de ternura Os filhos que são seus Carregou em seu ventre Por longos nove meses O fruto de seu amor Provado tantas vezes És diferente de outas mulheres És única, guerreira e carinhosa Dia das mães é todo o dia Que se espalha a sua alegria.

Gaiola doida O relógio parado Fixado na parede
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Gaiola doida O relógio parado Fixado na parede Não falta água Só não tenho sede A minha causa rara Afirma-se em solidão Sem perspectiva do amanhã E o hoje sem a tal emoção O velho sábio pensa Indefinições que voam Como pássaros embriagados Sonhos que são lamentados Nada é como outrora O pôr-do-sol se extinguiu Nunca pesquei naquele rio Minha empresa já faliu Antes de nascer eu previ Na gaiola doida estaria Segue então o rumo do baile Fantoches em total monotonia O meu esconderijo maior Esconde aqueles sentimentos Cada vez mais realçados Num poço de lamentos Não vejo as cores Tal como elas são O daltonismo cai A luva serve na mão Razão na pura emoção Comoção sem sentir Um amor que aflora Na cova vou partir Quase nunca nada Jamais te conheci Nada serei sem ti Estrela da madrugada Adeus ao navio negro Leve todas as vítimas Eu aqui ainda aguento Mesmo sem carícias.

Sociedade: raça louca Nesta pirâmide social, inverteram-se os valores A soberania impera pelas mãos de poucos
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Sociedade: raça louca Nesta pirâmide social, inverteram-se os valores A soberania impera pelas mãos de poucos O controle da mídia te seduz e induz a acreditar Enquanto que o governo cresce sobre os outros Instituições milenares como a própria Igreja Aparenta agora ser um atraente mercado Você tem de pagar para praticar a própria fé Caso recusar, pode estar cometendo pecado Sociedade, sua raça louca O inferno, se existe, é aqui Crianças morrendo de fome Políticos não estão nem aí (para você!) Enquanto que milhões trocam suas mensagens Em computadores, celulares, a falsa tecnologia O dinheiro deles está indo para o poder de cima Não ouse pensar que é o de Deus, seria ironia Jovens pensam estar se divertindo nas festas Se é "open bar", há a maior movimentação Maior ainda é a cobertura dos jornais depois Mortes no trânsito pela bebida, que comoção! Sociedade, estupidamente louca Você trabalha sem estar gostando Ganha uma miséria e logo gasta Mas fortunas continuam girando (e você não faz parte!).

Soneto de Despedida Distante deste mundo vão Agarro as minhas memórias
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Soneto de Despedida Distante deste mundo vão Agarro as minhas memórias Para me consolar elas estão Não esqueço velhas histórias Sinto muito mas nada sinto A não ser uma longa saudade Eu não te amo e não minto Por mais que tivesse vontade Amo o que foi e ainda fica Como a cinza que incendeia Meu sentimento não se explica Perdão mas tenho que ir Meu pensamento ainda é teu O coração nunca te pertenceu.

Chinelo sujo Estávamos em uma noite vazia Aquela que eu tanto aguardei
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Chinelo sujo Estávamos em uma noite vazia Aquela que eu tanto aguardei Ela se aproximou ao meu lado Da mesma forma como sonhei Bem-vestida, um odor exalando E eu, num chinelo sujo de barro Por vezes deveras me preocupei Que de sua boca saísse o escarro Mas com sua boca ela me beijou Daquela noite para a eternidade Alguns minutos e o telefone tocou Sorriu-me, então, com sinceridade Nós éramos bem diferentes, eu sei Por um instante, ficamos tão perto Desfrutando da brisa do amor puro Nunca me esquecerei, isto é certo.

Lenda Ela sorri como uma doce criança Que está querendo se aventurar
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Lenda Ela sorri como uma doce criança Que está querendo se aventurar Me leva para diversos lugares Ao paraíso, no seu jeito de falar A lembrança está na minha mente Nossos encontros e desencontros Ela fica pouco tempo, mas volta Então, momentos, eu vivo outros Agora penso nela quando respiro Do seu amor pra mim, uma lenda A saudade do que nunca existiu O que me gera tristeza tremenda.

Indecifrável Você é o meu lado mais sombrio Que ninguém ousa questionar
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Indecifrável Você é o meu lado mais sombrio Que ninguém ousa questionar A sua presença volta à tona Como uma lembrança a me assombrar Você é o tudo e também o nada A música nunca antes tocada O livro que jamais foi lido Uma realidade que é imaginada O seu olhar é tão indecifrável Já morri por tentar entender Ressuscitei ao tocar seus lábios A doçura do momento assim se fez É improvável que eu te ame Mas não consigo te odiar A sua beleza é algo amplo Ouvir sua voz me faz chorar Estás distante por quilômetros E perto do meu negro coração Como esquecerei-me de você? A que mais me trouxe emoção.

A luz que não se apagou Estranhas indefinições da vida Mas há uma luz que não se apagou
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A luz que não se apagou Estranhas indefinições da vida Mas há uma luz que não se apagou Tão distante e até mesmo perto Um caminho que você me mostrou É irônica a nossa existência Perspicaz, discreta e sagaz A madrugada traz benevolência Tua companhia me acalenta Esclarece e até reinventa De minhas letras não te esqueças...