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Frase de Allan Caetano Zanetti

Gaiola doida O relógio parado Fixado na parede Não falta água Só não tenho sede A minha causa rara Afirma-se em solidão Sem perspectiva do amanhã E o hoje sem a tal emoção O velho sábio pensa Indefinições que voam Como pássaros embriagados Sonhos que são lamentados Nada é como outrora O pôr-do-sol se extinguiu Nunca pesquei naquele rio Minha empresa já faliu Antes de nascer eu previ Na gaiola doida estaria Segue então o rumo do baile Fantoches em total monotonia O meu esconderijo maior Esconde aqueles sentimentos Cada vez mais realçados Num poço de lamentos Não vejo as cores Tal como elas são O daltonismo cai A luva serve na mão Razão na pura emoção Comoção sem sentir Um amor que aflora Na cova vou partir Quase nunca nada Jamais te conheci Nada serei sem ti Estrela da madrugada Adeus ao navio negro Leve todas as vítimas Eu aqui ainda aguento Mesmo sem carícias.

Allan Caetano Zanetti

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Pensador.com

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Ao natural Se desse pra te tirar da memória Eu já teria te deletado do sistema
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Ao natural Se desse pra te tirar da memória Eu já teria te deletado do sistema Só que eu lembro de quase tudo E estou com um baita problema Na areia da praia ou na calçada A saudade leva o mesmo nome Até no lado de lá deste planeta Não há outra a quem eu chame Política, economia e sociedade Fico atento às novidades todas Mas sem nenhuma notícia tua De Dubai, as experiências boas Sinto em segredo, sei esconder Falar sobre tudo sem me expor Evocando os teus olhos verdes Crise fiscal só me causa torpor Foi um prazer ter te conhecido Na contramão da miopia geral Uma observação atenta saberia Que só por ti escrevo ao natural.