Frase de Allan Caetano Zanetti
Gaiola doida O relógio parado Fixado na parede Não falta água Só não tenho sede A minha causa rara Afirma-se em solidão Sem perspectiva do amanhã E o hoje sem a tal emoção O velho sábio pensa Indefinições que voam Como pássaros embriagados Sonhos que são lamentados Nada é como outrora O pôr-do-sol se extinguiu Nunca pesquei naquele rio Minha empresa já faliu Antes de nascer eu previ Na gaiola doida estaria Segue então o rumo do baile Fantoches em total monotonia O meu esconderijo maior Esconde aqueles sentimentos Cada vez mais realçados Num poço de lamentos Não vejo as cores Tal como elas são O daltonismo cai A luva serve na mão Razão na pura emoção Comoção sem sentir Um amor que aflora Na cova vou partir Quase nunca nada Jamais te conheci Nada serei sem ti Estrela da madrugada Adeus ao navio negro Leve todas as vítimas Eu aqui ainda aguento Mesmo sem carícias.
No pensador.ai desde