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Frases de Allan Caetano Zanetti

540 frases

Bolha Não quero ser condenado Sem julgamento prévio
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Bolha Não quero ser condenado Sem julgamento prévio Uma sombra ao meu lado Ainda sou pouco velho Se eu pudesse fugir então Sair de vez dessa bolha Viver apenas uma emoção Se houvesse tal escolha Quando estou preso, sofro Nas grades que eu criei Agonizo tanto e não morro Muita ruína já suportei Não pretendo assim seguir Se preciso, recriarei o ar Sobretudo, tenho que sair Encontrar o que respirar Estou cansado da miséria Intelectual, moral, anormal Eu até viajaria à Coreia Qual das duas? Dúvida real Difícil aceitar o óbvio E tudo que está por vir É estranho ficar sóbrio Essa bolha irá explodir!

Incrível semelhança Tão iguais, mais parecem clones Mas mesmo assim são diferentes
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Incrível semelhança Tão iguais, mais parecem clones Mas mesmo assim são diferentes Quero evitar quaisquer rumores Sobre minhas visões descrentes Vejo-lhe passar no ar, passarinho Vejo-lhe perdido, longe do ninho Tu até pareces uma fera selvagem Sem o velho programa de viagem Talvez tu até sejas um adolescente Ofuscado pela sociedade decadente Eu que não sei o que és de verdade Quando o encontro aqui na cidade Há muito em comum nos voos todos Estão rumando ao longe, sem aviso Acordo da ilusão dos outros sonhos Quando mesmo o vento era preciso Passe voando por mim, passarinho Por favor: não tão alto, inacessível! Passe e me mostre o seu caminho Eu seguirei-o, isto é bem possível!

Amor magnata Adeus ao mundo exterior O que nos foi concebido
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Amor magnata Adeus ao mundo exterior O que nos foi concebido Entre o sentido intuitivo Atrás, depos explendor O que há de compartilhar Em nossos desatinos? O que há para mostrar Em nossos desalinhos? Pergunto aonde estás Então a falta é grande Todo dia ou jamais? Sempre, nunca antes Nada de concretude Somente nós a sós Buscando magnitude Sem qualquer algoz Procuro um pedido A súplica imediata O anúncio indefinido Frase nunca falada Quero tanto dizer-te O que nunca foi dito Tentando abster-me Não existe o conflito! Que tu possas ouvir Cada palavra, exata Errado pudor a ruir Nesse amor magnata.

Lance fortuito Estar só em um ônibus lotado Deveras incerto o destino certo
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Lance fortuito Estar só em um ônibus lotado Deveras incerto o destino certo Música alta em um carro parado Na rua, residência dos sem-teto Têm dias que passam depressa Já outros parecem não passar Paz e guerra na mesma remessa Assim fica difícil continuar Se a cada chuva houvesse a certeza Que Deus está sempre a chorar A estupidez humana seria clareza É claro que todos iriam enxergar Metáforas que representam muito Gírias e a linguagem informal É necessário um lance fortuito O ontem nem sempre é igual.

Estranho de aparência Saio à noite e nada vejo, é distração Preocupado em encontrar o que se foi
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Estranho de aparência Saio à noite e nada vejo, é distração Preocupado em encontrar o que se foi Sem saber que não existe continuação Insistindo na faísca, ela se dispõe Abro a mente e mergulho em espinhos Cravados todos em memórias profundas Saudade não basta para os dias idos Fica a reflexão do tamanho das lutas Nenhum lugar é minha casa, nada é Se até antes eu pegava qualquer onda Hoje eu decido nadar contra a maré Eles querem que a gente se esconda! Ouço as reclamações até dos muros Inundado em um propósito desigual Vamos lá, nação, chega de sussurros Espero bem mais da juventude atual Olhe para mim, não posso esconder Está na cara a apatia, consequência Sem causa aparente, resta permanecer Assim mesmo, estranho de aparência.