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Frases de Alfredo Bochi Brum (Fredy)

26 frases

EXPECTADOR ou ESPECTADOR Que ator sou no sagrado cenário da vida? Um mero espectador ou um fiel expectador? Não há caminho diverso, é através do trabalho que nos tornamos melhor, no voluntarismo espontâneo (proposital redundância), vigilância e constante prontidão que nos forja…
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EXPECTADOR ou ESPECTADOR Que ator sou no sagrado cenário da vida? Um mero espectador ou um fiel expectador? Não há caminho diverso, é através do trabalho que nos tornamos melhor, no voluntarismo espontâneo (proposital redundância), vigilância e constante prontidão que nos forjamos dignos e aptos, por merecimento, em ascender na infinita escalada do aprimoramento. Nesse sagrado ofício, que a labuta seja silenciosa (o que a mão direita dá a esquerda não deve saber) e que eventual barulho seja da utilização de ferramentas que façam à obra o fruto da união do discernimento e da ação realizadora, tudo de modo a contribuir a seu próprio progresso e daqueles que nos cercam. Todavia, que o esforço seja conjunto e em prol dos mesmos objetivos, fazendo novas realidades daquilo que hoje o vulgo desdenha como ilusões. Nesse cenário, para a real evolução, há menos espaço para o espectador (aquele que assiste) e um necessário percurso ao expectador (aquele que se torna ator e agente transformador com mira às virtudes). Há que se ter muita cautela, pois a ninguém é dado o direito de ser um parasita do esforço dos outros, mas sim, permitir-se comungar da beleza dessa sagrada (re)construção ativa e constante de um belo horizonte nesse mundo que oferecemos e desejamos aos nossos semelhantes. Na carona do saudoso cantor e poeta Gonzaguinha, vale harmonizar: “Não se desespere não, nem pare de sonhar... Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs... Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar! Fé na vida fé no homem, fé no que virá! Nós podemos tudo... Nós podemos mais ... Vamos lá fazer o que será”!!! Sonhar é preciso, agir para a transformação também! (Alfredo Bochi Brum)

FORMATAÇÃO Formatado Sem marcas
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FORMATAÇÃO Formatado Sem marcas Sem mágoas Primeira parada: Acolhimento de família Nesse ninho: Amor, carinho Farol iluminado Exceção pra muitos outros Essa foi minha realidade Sabe-se, bem verdade Que se sopram outros ventos A soberba da matéria Em minha porta não bateu E outras coisas tantas Que a mim não foram pródigas Na riqueza de um afago A lógica é diversa Impulsionando o ser mundano Para um ser que se completa Não é preciso ser atleta Sumidade ou nobel Mas também não é de graça Que se direciona para o céu Nesse sagrado trajeto Em meio ao vazio e à plenitude Fui da escola ao magistério Meio por acaso Tal amor floresceu Guiado pelo exemplo Chocado naquele ninho Onde o maior norte Rumava para o ensino Todavia Educação Não é só excelência técnica Muito mais que fita métrica A medida há de ser outra Fazer de um ponto de partida O portal para evolução... Já se faz iniciação Para o ofício do ritual... Para incitar o aprendizado É vital tal compreensão Não sou mais tão formalista E muito sigo o coração Buscando na conquista Demonstrar essa paixão Não são notas escritas As que nos gravam no eterno Numa santa troca diária De polivalente adequação Cálculos, leis, gestão São pequenas partes no processo E para o bem do progresso Não basta passar os anos... Há que "Ser" firme no propósito: De nos tornarmos mais humanos!!!

HOMENS DE PIETRO (Afredo Bochi Brum) Pequeno Pietro
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HOMENS DE PIETRO (Afredo Bochi Brum) Pequeno Pietro Grande nó Partiu do Pó Rio que só Para outro rumo Ai que dó Não escolheu Seguiu o Sol Já noutro mundo Foi pai e avô Sangue forte A pulsar no "core" Não demore Pois logo ali De volta ao Pago Santo Segue pulsando Ao Pó voltaste Em forma de amor No reencontro Explendor Sangue novo Jovialidade no velho Nesse evangelho Peregrinas no mundo Deixando recado Que bem lá no fundo O Grande Arquiteto Está bem mais perto!

PANDEMIA Povo inteiro Que nada
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PANDEMIA Povo inteiro Que nada Parece metade Asa quebrada Sutil inimigo Só cuida do umbigo Loucura lá fora Frieza por dentro Infecção já faz horas Com outras roupagens Falta muita coragem Admissão tardia Injusta demora Apatia do homem Pandemia de agora?

ENCUBADORA (Alfredo Bochi Brum) Sábio conselho
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ENCUBADORA (Alfredo Bochi Brum) Sábio conselho De amor recebi Encubar o sentimento Alegria ou lamento Deixando que o tempo Ao verbo amadureça Bem assim sem pressa Mas, porém, contudo, Entretanto, todavia Logo ali sentia O momento urge Porfia fria A ideia surge Precisa calor E esse Louvor Ventania Não quer calmaria “Risco” e ousadia Imediatamente Cria!

DE PONTA-CABEÇA Tudo igual Olhar convergente
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DE PONTA-CABEÇA Tudo igual Olhar convergente Caminho sem sal For”matando” gente Assim programados Resetados, sem voz Cheios de nadas Cegueira do algoz Muda a tocada Em “riste” pro outro Sem busca em vós Nova era “Se” faz essencial Sem tempo pra espera Diferente, especial O “topo” não topo Mudança de foco Sendo a escolha Saindo da bolha Adeus arremedo Respirando sem medo Virando a cabeça Outra mirada Teimosia travessa.

FORMIGARRA Assim, sem alarde Cantando o labor
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FORMIGARRA Assim, sem alarde Cantando o labor Alivia e reforça Suor há na roça Exercício da alma Não reclama e acalma Suplica mais força E não menos peso Pensamento coeso Sopesa necessidade Ecoa bondade Na força e não forca Trabalha em ti Conjugando harmonias Com mais sincronia Formiga e Cigarra Trabalho e Fanfarra Mais úteis que nunca Sem nenhuma vaidade Ou graus de importância Una ambulância Socorro conjunto Ao bem da Verdade Cumplicidade!

PARA”ISSO”S “Dove” está minha alegria... Oh que busca “in”gente
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PARA”ISSO”S “Dove” está minha alegria... Oh que busca “in”gente Um oceano de emoções Divide continentes Alma cortada Saudade afiada De minha amada gente Contando as horas Longe e perto A terra em que se “Pisa” Foi passado e é futuro Obras certas Obras tortas O que mais na vida importa É um eterno abrir de portas Corre nas veias Um resgate de história Do “Pó” viestes Ao “Pó” voltarás Olhando para trás Olhando pra frente Presente... passado... futuro... Não há ambiente fixo Assim... aqui e ali... São meus: Para”isso”s!!!

LUA e CRUA Inspiracão comum Embriaguez pela lua
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LUA e CRUA Inspiracão comum Embriaguez pela lua Apenas mais um Pretensão de ser grua Trazer-te pra perto Diminuir a distância Insistir é preciso Sopesar incosntâncias Rico mendigo Segura certeza Esvaziando o porão Não permite ser presa Chave nas mãos Das masmorras terrenas Felicidade inventada Saia de cena Sepultada, morta Renascenso o que importa Abertura de Luz Ligação infinita Guindaste potente Que tudo conduz Inspira e incita Um "Ser" mais indulgente!

ALÉM DOS PALCOS DO MEDIANEIRA No tropel da memória, muitas são as lembranças,
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ALÉM DOS PALCOS DO MEDIANEIRA No tropel da memória, muitas são as lembranças, Nessas minhas andanças, Foi pra frente que andei Revisitando a consciência, Sou levado à essência O que hoje é sustento, Na base engenhei Alicerce seguro, O ensino me deu Em teus corredores e salas, Um jovem cresceu Entre letras, brincadeiras e risos, Até artista virou Dum palco belo e gigante Ao protagonismo da vida Com gestos de amor e carinho, Exemplos seguidos: missão aprendida Saudades de ti, É certeza que tenho, Pois de onde eu venho É um orgulho de “Ser’ Um pouquinho de ti, Em uma história que é una Reconheço e divulgo, Esssa foi minha origem Sagrado ofício Bênção divina, Prossigas na lida, Da busca do bem Prum mundo mais justo, Com menos porteiras É a ti Medianeira, Que agradeço teu germe Plantado no cerne Do meu coração Faz a realidade: ao que já foi ilusão!

AMOR PERFEITO Depois do conflito Perdido e aflito
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AMOR PERFEITO Depois do conflito Perdido e aflito Andando sem rumo Nas voltas do mundo Errante não meço O tamanho da culpa Não cabe balança No fiel eu confesso Olhar para si Corrigindo seu prumo Troca de rumo Exigente atitude Que gere e mude Um novo sujeito Meio sem jeito A se transformar Imperfeição salutar Me trouxe até aqui Escondendo o cansaço Porque logo ali Há conquista que abraço Em novo porvir Tentando outra vez O amor construir!

CONDENAÇÃO Fala afiada Corte profundo
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CONDENAÇÃO Fala afiada Corte profundo Que cala e abala Julga e espeta Violenta emoção Perde a razão Parecendo certeira Sentença rasteira Esvazia o sentido Sem eira nem beira Transforma em bandido Quem pensa diverso Malvado, perverso Proclama assim Bate o martelo Em rude pancada Culpa arranjada Faz parte do homem Dispara e some Vergonha acanhada!

BIRUTA Tudo perfeito Não fosse esse jeito
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BIRUTA Tudo perfeito Não fosse esse jeito Da solidão do vazio Gigante e esguio Sol lindo que arde Na sombra um aparte Com a brisa uma parte Daquilo que falta Sopro de alma pura Mantém a esperança Daquela ternura Que justifica e empurra A vida pra frente Silêncio carente Que o mar nos indica A prece que grita Um acaso exigente!

PERSISTÊNCIA Onde andas encontro? És mago ou és monstro?
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PERSISTÊNCIA Onde andas encontro? És mago ou és monstro? Será preciso perder-se para saber? Num momento: certo, seguro, coberto... Vestindo furor em mil coincidências Robusto explendor reflete e cegueia Despido no tempo, brilho ofuscado Raquítico e belo, coração mal tratado O passo foi firme e já hoje rengueia Segue tua senda, coxo, maltrapilho Ergue a cortina, na busca da Luz A casca que cai desnuda a aparência Ampulheta cruel retarda tua sina Reflete e ensina o valor da essência Mago e monstro: eterna insistência!!!

SIMPLESMENTE COMPLEXO Não raras vezes, busca-se a solução de coisas simples alegando complexidade. Onde está a complexidade afinal?
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SIMPLESMENTE COMPLEXO Não raras vezes, busca-se a solução de coisas simples alegando complexidade. Onde está a complexidade afinal? O homem, bem como seus inevitáveis relacionamentos – afinal seres gregários - adquire complexidade com o passar do tempo... Quando crianças: sentem, falam, brigam e choram abertamente e, dificilmente, se ressentem. Acredita-se que complexidade é um somatório de coisas simples que vão se acumulando. Acumulando, por deixar de fazer ou fazer outras tantas... Quando se deixa de fazer coisas ruins é sinal positivo. Quando se faz coisas boas a mão de direção é a mesma. Entretanto, quando se deixa de lado a simplicidade e passa-se para uma complexidade com mão de direção contrária, comissiva ou omissivamente, aliás, um caminho natural na atual “modernidade”, envolve-se num emaranhado de situações que tornam pessoas produtos de um meio que nem sempre é o ideal. Forjado mais pela matéria e menos pela alma. As relações de família, de amor, de alegria, de tristeza, são “estados de espírito” que devem ultrapassar os chamados 5 (cinco) sentidos. Devem ser “simplesmente” sentidas. Muito melhor que discutidas... Quem ama: sente... A chamada “intuição”, já cantada pelo poeta Osvaldo Montenegro, é algo que supera os limites dos vulgares sentidos... Aquela que grita, vê, ouve, é oxigenada pelo silêncio e degustada pela alma. “Metade de mim é o que eu grito e a outra metade é o silêncio” (“Metade” – Osvaldo Montenegro). A complexidade, criada por nós mesmos, é tão dissimulada que implica em buscar culpas quando os sons, paisagens e os ventos não são aprazíveis a todos. Dentre essas culpas, temos “n” motivos para as dificuldades de trabalho, de família, de relacionamento, de tudo... De comum, é que quase nunca conseguimos, socraticamente, voltarmos para nós mesmos e assumirmos algumas responsabilidades. Abaixem-se ou aumentem-se os volumes, busquem-se novas paisagens, sintam-se o prazer da brisa e descubram-se belezas, até mesmo, das tempestades... Os ritmos são vários: samba, pagode, mpb, funk, hip-hop, eletrônica, rock etc. Sem hipocrisia, busque-se algum sentido em todos, com raras exceções que aqui se permitem ao autor destas palavras, com relação aos ritmos que provém menos do homem e mais da máquina... Ainda assim, respeite-se quem os “curte”... Esse é o tempero da vida! “Eu vou no ritmo da vida, eu vou no ritmo que a vida me levar”... (“No Ritmo da Vida” - Wander Wildner). Isso mesmo, “ritmo”, do grego “Rhytmos”, que designa aquilo que flui, que se move... Viva o camarão, viva o bife de fígado... Viva o respeito aos mais diversos gostos... É na diversidade e no respeito a ela que se pode crescer... Sem disfarces: fluam-se as alegrias e também as tristezas... Busque-se mais aquelas, sem deixar de tentar compreender estas... Que graça teria se tivéssemos sempre o mesmo ritmo... Embora não seja muito adepto das ciências frias, sempre é bom aferir em que mão de direção se está seguindo... Quais são nossos saldos? Que “patrimônio”, verdadeiramente, temos? Dinheiro, carros, viagens, imóveis? Tudo isso é salutar, nunca esquecendo que a segurança econômica está longe de ser a segurança de felicidade. O que, repita-se, não quer dizer que sejam “seguranças” contraditórias. A solidariedade seria uma boa resposta, fazer mais ao outro do que se faz a si próprio... Pensamento interessante, mas, também, necessariamente, complexo! Fazer aos filhos, fazer à família, fazer ao trabalho, fazer... Todos os “fazeres” são assertivas positivas, se é que se possa imaginar o contrário... Porém, mantenha-se, constantemente, buscando racionalizar um pouco dessa complexidade e volte-se para os segredos da simplicidade. Nem que isso signifique a “árdua” tarefa de voltar-se a si mesmo e, não raramente, assumir uma vulgar pecha de egoísta. Pode-se deslocar, rapidamente, para qualquer lugar do mundo sem que se vislumbre as suas belezas, caso se esteja, como diz a moda, com a visão monocromática sob “mesmo tom de cinza”! Assim como culpamos, também seremos, constantemente, culpados... Que isso não sirva de motivos para mitigar qualidades ou supervalorizar os defeitos – de quem quer que seja - mas que sirva de uma sincera reflexão... Voltando às ciências frias, com seus resultados exatos, poder-se-ia ponderar que, em vários itens, as operações resultem no vermelho, mas, nunca, nunquinha, deixar dúvidas ou saldo negativo sobre a sinceridade de propósitos, especialmente, na busca de aperfeiçoamento humanístico. Para isso, todavia, não, necessariamente, tenha-se que trilhar num sentido indicado por alguém, nem mesmo por aqueles que mais amamos. As sentenças já devem estar prontas! Especialmente, as condenatórias, às quais, se acaba, paradoxal e indissociavelmente, como cúmplices, vez que somos sujeitos ativos e passivos de nossas próprias condenações. Para encerramento, vai-se parafraseando, triplamente, o mestre Osvaldo Montenegro: “Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos, de rostos serenos, de palavras soltas eu quero a rua toda parecendo louca, com gente gritando e se abraçando ao sol (“Sem Mandamentos”), “sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não... sem o verso estilizado, o verso emocionado, bate o pé no chão...” (“Intuição”); “e que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor, e a outra metade também” (“Metade”)!!!

ESPIRRO CONTIDO Jamais um espirro contenha Se vier, deixe que venha
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ESPIRRO CONTIDO Jamais um espirro contenha Se vier, deixe que venha Seja um, seja com biz Espirre da forma certa Conservando a boca aberta E não comprimindo o nariz Assim diria minha avó Nas palavras de minha mãe Atribuindo os versos dela Desmentida ainda em vida Velha atrevida e teimosa Bem pra lá de espirituosa Aos remelentos mais antigos Bom seria estar contigo Saberoria em cada prosa Alma Santa, jocosa, que admiro Daqueles saudáveis tempos De alegria até no espirro!