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Frase de Alfredo Bochi Brum (Fredy)

SIMPLESMENTE COMPLEXO Não raras vezes, busca-se a solução de coisas simples alegando complexidade. Onde está a complexidade afinal? O homem, bem como seus inevitáveis relacionamentos – afinal seres gregários - adquire complexidade com o passar do tempo... Quando crianças: sentem, falam, brigam e choram abertamente e, dificilmente, se ressentem. Acredita-se que complexidade é um somatório de coisas simples que vão se acumulando. Acumulando, por deixar de fazer ou fazer outras tantas... Quando se deixa de fazer coisas ruins é sinal positivo. Quando se faz coisas boas a mão de direção é a mesma. Entretanto, quando se deixa de lado a simplicidade e passa-se para uma complexidade com mão de direção contrária, comissiva ou omissivamente, aliás, um caminho natural na atual “modernidade”, envolve-se num emaranhado de situações que tornam pessoas produtos de um meio que nem sempre é o ideal. Forjado mais pela matéria e menos pela alma. As relações de família, de amor, de alegria, de tristeza, são “estados de espírito” que devem ultrapassar os chamados 5 (cinco) sentidos. Devem ser “simplesmente” sentidas. Muito melhor que discutidas... Quem ama: sente... A chamada “intuição”, já cantada pelo poeta Osvaldo Montenegro, é algo que supera os limites dos vulgares sentidos... Aquela que grita, vê, ouve, é oxigenada pelo silêncio e degustada pela alma. “Metade de mim é o que eu grito e a outra metade é o silêncio” (“Metade” – Osvaldo Montenegro). A complexidade, criada por nós mesmos, é tão dissimulada que implica em buscar culpas quando os sons, paisagens e os ventos não são aprazíveis a todos. Dentre essas culpas, temos “n” motivos para as dificuldades de trabalho, de família, de relacionamento, de tudo... De comum, é que quase nunca conseguimos, socraticamente, voltarmos para nós mesmos e assumirmos algumas responsabilidades. Abaixem-se ou aumentem-se os volumes, busquem-se novas paisagens, sintam-se o prazer da brisa e descubram-se belezas, até mesmo, das tempestades... Os ritmos são vários: samba, pagode, mpb, funk, hip-hop, eletrônica, rock etc. Sem hipocrisia, busque-se algum sentido em todos, com raras exceções que aqui se permitem ao autor destas palavras, com relação aos ritmos que provém menos do homem e mais da máquina... Ainda assim, respeite-se quem os “curte”... Esse é o tempero da vida! “Eu vou no ritmo da vida, eu vou no ritmo que a vida me levar”... (“No Ritmo da Vida” - Wander Wildner). Isso mesmo, “ritmo”, do grego “Rhytmos”, que designa aquilo que flui, que se move... Viva o camarão, viva o bife de fígado... Viva o respeito aos mais diversos gostos... É na diversidade e no respeito a ela que se pode crescer... Sem disfarces: fluam-se as alegrias e também as tristezas... Busque-se mais aquelas, sem deixar de tentar compreender estas... Que graça teria se tivéssemos sempre o mesmo ritmo... Embora não seja muito adepto das ciências frias, sempre é bom aferir em que mão de direção se está seguindo... Quais são nossos saldos? Que “patrimônio”, verdadeiramente, temos? Dinheiro, carros, viagens, imóveis? Tudo isso é salutar, nunca esquecendo que a segurança econômica está longe de ser a segurança de felicidade. O que, repita-se, não quer dizer que sejam “seguranças” contraditórias. A solidariedade seria uma boa resposta, fazer mais ao outro do que se faz a si próprio... Pensamento interessante, mas, também, necessariamente, complexo! Fazer aos filhos, fazer à família, fazer ao trabalho, fazer... Todos os “fazeres” são assertivas positivas, se é que se possa imaginar o contrário... Porém, mantenha-se, constantemente, buscando racionalizar um pouco dessa complexidade e volte-se para os segredos da simplicidade. Nem que isso signifique a “árdua” tarefa de voltar-se a si mesmo e, não raramente, assumir uma vulgar pecha de egoísta. Pode-se deslocar, rapidamente, para qualquer lugar do mundo sem que se vislumbre as suas belezas, caso se esteja, como diz a moda, com a visão monocromática sob “mesmo tom de cinza”! Assim como culpamos, também seremos, constantemente, culpados... Que isso não sirva de motivos para mitigar qualidades ou supervalorizar os defeitos – de quem quer que seja - mas que sirva de uma sincera reflexão... Voltando às ciências frias, com seus resultados exatos, poder-se-ia ponderar que, em vários itens, as operações resultem no vermelho, mas, nunca, nunquinha, deixar dúvidas ou saldo negativo sobre a sinceridade de propósitos, especialmente, na busca de aperfeiçoamento humanístico. Para isso, todavia, não, necessariamente, tenha-se que trilhar num sentido indicado por alguém, nem mesmo por aqueles que mais amamos. As sentenças já devem estar prontas! Especialmente, as condenatórias, às quais, se acaba, paradoxal e indissociavelmente, como cúmplices, vez que somos sujeitos ativos e passivos de nossas próprias condenações. Para encerramento, vai-se parafraseando, triplamente, o mestre Osvaldo Montenegro: “Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos, de rostos serenos, de palavras soltas eu quero a rua toda parecendo louca, com gente gritando e se abraçando ao sol (“Sem Mandamentos”), “sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não... sem o verso estilizado, o verso emocionado, bate o pé no chão...” (“Intuição”); “e que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor, e a outra metade também” (“Metade”)!!!

Alfredo Bochi Brum (Fredy)

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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EXPECTADOR ou ESPECTADOR Que ator sou no sagrado cenário da vida? Um mero espectador ou um fiel expectador? Não há caminho diverso, é através do trabalho que nos tornamos melhor, no voluntarismo espontâneo (proposital redundância), vigilância e constante prontidão que nos forjamos dignos e aptos, por merecimento, em ascender na infinita escalada do aprimoramento. Nesse sagrado ofício, que a labuta seja silenciosa (o que a mão direita dá a esquerda não deve saber) e que eventual barulho seja da utilização de ferramentas que façam à obra o fruto da união do discernimento e da ação realizadora, tudo de modo a contribuir a seu próprio progresso e daqueles que nos cercam. Todavia, que o esforço seja conjunto e em prol dos mesmos objetivos, fazendo novas realidades daquilo que hoje o vulgo desdenha como ilusões. Nesse cenário, para a real evolução, há menos espaço para o espectador (aquele que assiste) e um necessário percurso ao expectador (aquele que se torna ator e agente transformador com mira às virtudes). Há que se ter muita cautela, pois a ninguém é dado o direito de ser um parasita do esforço dos outros, mas sim, permitir-se comungar da beleza dessa sagrada (re)construção ativa e constante de um belo horizonte nesse mundo que oferecemos e desejamos aos nossos semelhantes. Na carona do saudoso cantor e poeta Gonzaguinha, vale harmonizar: “Não se desespere não, nem pare de sonhar... Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs... Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar! Fé na vida fé no homem, fé no que virá! Nós podemos tudo... Nós podemos mais ... Vamos lá fazer o que será”!!! Sonhar é preciso, agir para a transformação também! (Alfredo Bochi Brum)

ENCUBADORA (Alfredo Bochi Brum) Sábio conselho
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ENCUBADORA (Alfredo Bochi Brum) Sábio conselho De amor recebi Encubar o sentimento Alegria ou lamento Deixando que o tempo Ao verbo amadureça Bem assim sem pressa Mas, porém, contudo, Entretanto, todavia Logo ali sentia O momento urge Porfia fria A ideia surge Precisa calor E esse Louvor Ventania Não quer calmaria “Risco” e ousadia Imediatamente Cria!

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PANDEMIA Povo inteiro Que nada Parece metade Asa quebrada Sutil inimigo Só cuida do umbigo Loucura lá fora Frieza por dentro Infecção já faz horas Com outras roupagens Falta muita coragem Admissão tardia Injusta demora Apatia do homem Pandemia de agora?

HOMENS DE PIETRO (Afredo Bochi Brum) Pequeno Pietro
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HOMENS DE PIETRO (Afredo Bochi Brum) Pequeno Pietro Grande nó Partiu do Pó Rio que só Para outro rumo Ai que dó Não escolheu Seguiu o Sol Já noutro mundo Foi pai e avô Sangue forte A pulsar no "core" Não demore Pois logo ali De volta ao Pago Santo Segue pulsando Ao Pó voltaste Em forma de amor No reencontro Explendor Sangue novo Jovialidade no velho Nesse evangelho Peregrinas no mundo Deixando recado Que bem lá no fundo O Grande Arquiteto Está bem mais perto!