Me fascino pelas pessoas - Vivo de ilusão.
Frases de alexandre morais
137 frases
O reconhecimento não basta. Tornar propício desgasta, cansa e machuca. Sempre querem mais do nada.
Amo rápido demais e esqueço rápido demais por amar rápido demais.
Não acredite que no final do túnel exista luz. Depois dele sempre há outro, mais sombrio e escuro com luz mais distante.
Sentes meus olhos tão distantes que esqueces do meu coração tão perto.
A morte é como brincadeira de roda. A lembrança da infância com as cantigas finas, as mãos entrelaçadas, o giro alucinado, beira a insanidade. As vozes das crianças na mente trazem o início do final próximo. O frio das ruas, a luz baixa, o cheiro de flor, a paz eterna.
Não vou deixar que uma voz baixa de desânimo faça com que eu esqueça como é bom ouvir uma voz alta de quem me ama.
Álcool. O formol do coração.
Não existe amor. Não o vê, não o ouve, não o toca, nem o sente. Sentimos é dor. O amor é algo fantasiado no inconsciente submundo do coração.
As pessoas são como peças de um quebra-cabeça difícil e formas diversas. O encaixe é inevitável, sempre há o pedaço compatível, talvez não perto, mas no outro lado do tabuleiro. O desenho formado não necessariamente precisa ter curvas perfeitas. Muitas vezes até um rabisco é cons…
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As pessoas são como peças de um quebra-cabeça difícil e formas diversas. O encaixe é inevitável, sempre há o pedaço compatível, talvez não perto, mas no outro lado do tabuleiro. O desenho formado não necessariamente precisa ter curvas perfeitas. Muitas vezes até um rabisco é considerado obra de arte.
Algoz. Estou do mesmo jeito, nada mudou, penso e sinto você a cada momento. Cada desviada de beijo sua que me esvazia. Cada beijo carnudo e molhado, banhado de suor das nossas línguas que rodam e se esfregam na cama da boca. Você sabe do que estou falando. Toda vez, ao pegar min…
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Algoz. Estou do mesmo jeito, nada mudou, penso e sinto você a cada momento. Cada desviada de beijo sua que me esvazia. Cada beijo carnudo e molhado, banhado de suor das nossas línguas que rodam e se esfregam na cama da boca. Você sabe do que estou falando. Toda vez, ao pegar minha xícara de café, olho para a fumaça desvairada no ar, coloco-a nos dentes apertados pelo calor. Lembro-me dos dias quentes, debaixo de sóis escaldantes, testemunhas das nossas trocas de carícias e afagos. Deixava você em casa, abria o portão. O portão, aquele barulho me vem à cabeça dele ao ser destrancado. Ele gozava de mim, debochava e me menosprezava: “Você perdeu.” Mas voltava atrás e olhava-me de novo. Batia-o com força, como se o castigasse. Os mesmo sóis testemunhas eram também companheiros. Seguiam-me e esquentavam-me a nuca, para suprir as ausências. Quero tocá-la de novo, como antes. O cuidado ao deslizar e desenhar no seu rosto com as minhas mãos. Pegava seu cabelo e o passava atrás da orelha, assim que partia cheirava as pontas dos dedos e os lambia. Após o último beijo, não preocupava em secar a minha boca. Deixava com que ficasse a sua saliva para ter a sensação da sua boca na minha. Era como se lambuzasse com a viscosidade. Uma lembrança viva. Mas você não ligou. Fiquei apreensivo, ansioso e tenso. Não parava de olhar para o relógio. Beirava a loucura, a ponto de xingá-lo pela sua paciência de distribuir as horas à todos. Não trazia a sua ligação. Ela não veio. O frio sim, ela não. Não existiu. Não entrou para a história. Humildemente caído ao chão. Desabado. Mas não quero ser difícil, isso tira a graça da vida. Impede de fazermos coisas incríveis que tiram o fôlego. Deixe os difíceis para lá, no sereno, com suas vidas monótonas, pacatas e sem o fervor da emoção, apenas em branco. Se és ou é comigo, não sei. Sei que não vou aprisionar algo belo por opiniões alheias e exemplos ilusórios. Mas você não ligou. Não pronunciou a primeira letra aguardada meio sem jeito, quase mudo. Ela puxaria várias palavras. Combinadas formariam frases. Ao término, um texto. Após lançadas no telefone, poderiam mudar a minha vida ou então, não acabar, mas algo pior, muito pior, poderiam me fazer seguir com a falsa felicidade de não estar com você. Mas você não ligou. Nem ao menos uma mensagem de boa noite foi enviada. Mostraria você viva, viva em mim. Não tive uma boa noite. Não sei se saiu com outro, por isso poderia ter esquecido de ligar, já que queria aquecer e consolar o corpo, e não os ouvidos e o coração. Não sei se foi embora depois de uma festa alegre de criança, com bolo e brigadeiro. Eu esperei, como sempre espero. Mas você não ligou. Deve ter desistido dos braços entrelaçados, das testas coladas, da aquarela que os nossos olhos formavam. Tinham momentos que eles apertados escorriam mel. Estou com o coração na mão, à espera da única respostas que me vem a cabeça. Sim. Mas você não vai ligar.
O bom de se ter um despertador sentimental é que ele nos acordar a tempo de sermos felizes.
Primeiro Sentir. No início termina, no fim começa. O começo sela o final. Descobre-se no primeiro contato a luz irradiada do certo, se for o certo mesmo. O certo lírico, o certo que reflete a sua vontade emulsificada pelos olhos. Não que termine transbordado em lágrimas, nem sem…
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Primeiro Sentir. No início termina, no fim começa. O começo sela o final. Descobre-se no primeiro contato a luz irradiada do certo, se for o certo mesmo. O certo lírico, o certo que reflete a sua vontade emulsificada pelos olhos. Não que termine transbordado em lágrimas, nem sempre. Se faz o final no início pela atração e pelo fôlego que foge e, ao tentar alcançá-lo é ai que o perdemos mais ainda, é mais rápido e rebelde, não preocupa com o nosso bem-estar e nos leva a exaustão de tanto puxar o ar comprimido que se esconde do coração e não mostra sua cara, leva-o ao desespero e ao medo de não sobreviver, por isso aperta firme, com as mãos, a garganta, a fim de se segurar e não cair na mentira. Tecendo os panos dos dias, com cuidado de anjo. Se entregar é deixar a carcaça ir e a sua alma ficar, pois esta é perdida do controle próprio e passa a ser cuidada pelo surreal que é a confiança depositada na leveza do outro. Um outro que é apenas outro. Outro simples, nada complicado, normal. Com suor nas veias e sangue na pele. De boca que beija e braços que se apertam. De olhos que se fazem no horizonte esbelto e claro. Das mãos que no frio aquecem suas bochechas, pois põem-se a perder calor, esforçadas a estarem sempre largas para namorarem escondidas o seu sorriso. Outro igual, de defeitos bons. Defeitos que procuram sentar, escutar e aprender com nossas qualidades e vice-versa. Por isso da certo, é gostoso. É no meio que tem infância, descobrimento, que tem ousadia. No meio retrocede, se faz adulto por fora, perde a maldade por dentro criança. Conhece a paz apresentada pela sua voz baixinha, docinha e meiguinha. A saudade dos momentos em que se sentam e sentem o gosto da fruta de só estar perto. A angústia da distância que se conhece da vontade, não de correr, mas sim de chorar, para poder escorregar e chegar mais rápido ao outro, mesmo se no caminho rasgasse a pele. Junto na caminhada o desejo incendiário, de chamas ardentes de carne. A vontade de não querer, mas ao mesmo tempo permanecer. O desistir quer entendimento e sempre quer trazer sua aliada, a tristeza, mostram a ilusão que é desistir. Abaixam a cabeça, afogam os olhos e desabam os lábios, tudo com muita força, crueldade e cheiro de morte. Por isso desistir nunca deve caminhar e sim correr para bem longe. O encanto desperta a admiração, trás o respeito, acalma a paciência, apoia a verdade. Todos querem estar perfeitamente juntos com o encanto. O encanto ao ir embora, o riso dos demais segue-o, deixa a lembrança dos problemas de cada um. No final só começa porque não há mais nada para viver.
Me entristece não é ver a minha bondade ignorada, e sim sentir a pessoa escolhida de tê-la perder a mais fiel das admirações.
"Desilusão é redescobrir a verdade após respirar e se entregar nos ares da mentira."
"Indiferença? Fui abrir o dicionário para procurar significado desta, me contive na primeira página que estava escrito duas palavras, Amizade e Amor. Comecei a ler e me interessar cada vez mais por tais formas tão bonitas. Me perdi em tanto conhecimento. Rasguei a página e fui pa…
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"Indiferença? Fui abrir o dicionário para procurar significado desta, me contive na primeira página que estava escrito duas palavras, Amizade e Amor. Comecei a ler e me interessar cada vez mais por tais formas tão bonitas. Me perdi em tanto conhecimento. Rasguei a página e fui passear pelas estradas da vida com um pequeno pedaço de folha em mãos. Dei-me a mostrar para as pessoas e ensiná-las a usá-las em suas existências. Paravam-nas no meio do caos e elas me olhavam com tamanho pavor e estranheza. Como alguém ainda se preocupa com isso? Via em seus olhos. Tudo bem, cair de joelhos por ser ignorado, mas latejando e sangrando ergui-me forte e revitalizado. Começaram a falar mal do meu esforço. Só por eu ser quem sou, por estar a procurar a felicidade a qualquer custo, por dar uma palavra amiga, sentar-se em qualquer chão e emocionar-me com a humildade da terra, por entregar-me ao vento e ser dissolvido no cheiro da verdade. Às vezes irritado falo até demais, mas pronuncio para os ouvidos mais falsos as palavras mais verdadeiras que começam a doer e queima neles uma chama de inveja por palavras minhas, moldadas da minha essência."
"Vou te esperar como espera-se o trem na estação. Olhar de um lado para o outro e aguardar com ansiedade a sua chegada, para podermos seguir em frente com tranquilidade, sem obstáculos, até o ponto final que é o alivio de uma boa viagem."