Beijo seus olhos de ternura e sinto saudades do sonho que não queria ter sonhado.
Frases de Alessandra Horta
71 frases
Queria soltar meu grito-agito-forte-profundo! Grito rotundo, mastigar o mundo.
Escondo em verso diverso,
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Escondo em verso diverso, desconexo. Atolo no copo, entrego. Carrego aqui sentimento profundo, devasso. Encurto o passo. Adiante o abraço, entrelaço. Trago, cigarro, sarro, farto! Sonho, deliro, respiro. Outro verso, outro copo. Sentimento, passo encurtado, abraço entrelaçado. Mais um trago, um cigarro e um sarro!
Eu quero o seu colo. Seu colo melódico, sem método. Eu quero o seu riso e olhar terno,
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Eu quero o seu colo. Seu colo melódico, sem método. Eu quero o seu riso e olhar terno, seu desejo devasso. Quero que me invada no pouco espaço vazio do copo e do trago que trago. Te sarro e devoro!
Vagueio na trilha da saudade como a ave em busca de gravetos na construção do ninho.
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Vagueio na trilha da saudade como a ave em busca de gravetos na construção do ninho. Me reparto em medos, certezas, incertezas e segredos. Barro fino de olaria pareço forte, mas sou frágil. Frágil como o graveto que constrói o ninho; ou como a terra que constrói o tijolo.
Andarilha do destino que escolhi, caminho em passos solitários. E lentos.
Portas abertas, sala fechada e quarto vazio.
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Portas abertas, sala fechada e quarto vazio. Passo frio! Procuro o cobertor, mas acho que se perdeu no tempo, com o vento. Procuro o alimento, mas não há como fazê-lo, ou conservá-lo. Nem a maldita cerveja! Procuro a TV, procuro o PC, mas não encontro. Só encontro o vazio.
Como o tempo come o tempo que passa
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Como o tempo come o tempo que passa tão rápido e não chega nunca. Deliro no vento desse tempo que corta, sangra, arde e não sara ou estanca. Queria o tempo do vento forte que me arranca, me arrasta e me faz voar. No tempo....
A porta se abriu e o tempo fechou. Nuvens escuras encobriram o céu, fortes raios fizeram estremecer
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A porta se abriu e o tempo fechou. Nuvens escuras encobriram o céu, fortes raios fizeram estremecer a terra firme. A tormenta atravessou o corpo que tombou. O sol não brilhou, o vento não arrefeceu. Plantas murcharam, folhas secaram. Foi a chuva que não caiu.
Copo, prato, silêncio.
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Copo, prato, silêncio. Topo trabalho, tormento. Sorriso cativo, abraço. Entrelaço!
Hera. Assim eu te quero. Colado nos muros de mim. Muro-corpo que te espera.
Um anjo surgiu... Anjo de luz, anjo de amor,
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Um anjo surgiu... Anjo de luz, anjo de amor, anjo de paz! Sigo passos e rastros cibernéticos e poéticos desse anjo que adoça minha alma, já cansada! Anjo alento.
Tento colher sementes na flor que inda não brotou. Talvez eu seja impaciente,
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Tento colher sementes na flor que inda não brotou. Talvez eu seja impaciente, ou talvez meu adubo não seja o melhor.
A gota não caiu porque o pranto é fraco. O sofrimento é que é forte.
Em meus apelos atrevidos loucamente acordastes. Com febre.
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Em meus apelos atrevidos loucamente acordastes. Com febre. E enquanto delirava, suavas em meu ventre dourado.
Me atiro em vôo livre por ares desconhecidos. Vôo medroso...
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Me atiro em vôo livre por ares desconhecidos. Vôo medroso... ares assustadores. Plaino sobre o que gosto com minhas asas bem abertas Eu gosto de voar. Gosto de sentir o vento que toca o meu rosto. Gosto de sentir a brisa forte que acalma meus dias tortuosos. Gosto do chamego do Sol. Eu sou a namorada do Sol. Sol pleno que toca em mim.
Atrás da pintura o sentimento escondido. E a seda era a delicadeza
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Atrás da pintura o sentimento escondido. E a seda era a delicadeza do sonho vivido.
Impotente, tenho medo. Medo do que nunca tentei, medo do medo.
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Impotente, tenho medo. Medo do que nunca tentei, medo do medo. Medo do que que poderia ser. E não é. Medo porque sou pequena, grão de areia num mar revolto e confuso. Me ofusco.
Sou a Lua, a namorada do Sol que fica vagando,
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Sou a Lua, a namorada do Sol que fica vagando, esperando um pouquinho da manhã, só pra te ver passar.
A chuva que eu pedi, veio. Encharcou a terra, alagou o chão. Afogou a alegria em pequenas
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A chuva que eu pedi, veio. Encharcou a terra, alagou o chão. Afogou a alegria em pequenas doses de frio e olhares fechados. A seca não foi suficiente.
Ah!...mor!!! Te como com olhos, te beijo com corpo.
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Ah!...mor!!! Te como com olhos, te beijo com corpo. Te afago com boca, te amo com poros!
No compasso mereço o abraço!
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No compasso mereço o abraço! Devolvo e me revolvo no teu passo maluco absurdo.
Eu vou e volto. Num suspiro retorno e me aconhego no que não vejo.
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Eu vou e volto. Num suspiro retorno e me aconhego no que não vejo. Transcedo, me olho no espelho e descubro que é opaco.