Pingente Na palma, um metal Frio, o elo de um amor, Um pingente que espelha a face e a dor.
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Pingente Na palma, um metal Frio, o elo de um amor, Um pingente que espelha a face e a dor. Sobre o Fundo preto e Forte da Foto reluz o brilho que não volta mais, E o eco de uma vida se desfaz em ais. A mão, que um dia afagou o rosto infantil, Agora treme ao tocar o aço, Frio e hostil. Era o seu amuleto, a sua proteção, Hoje, a única herança de uma Fatal lição. A Família, um vitral quebrado pelo horror, Deixa cacos de Fúria, de vazio e de pavor. Ela se agarra à Fé, essa âncora teimosa, Para que a Ferida aberta não a faça desditosa. A Fragilidade do mundo, exposta em um clarão, Transformou um Futuro de luz em escuridão. Mas a Fidelidade à memória é o que a move, E a Fraternidade por outros que a mesma dor prove. O Fantasma da justiça, um sussurro no ar, Enquanto a mãe, no luto, busca forças para lutar. Pois em seu peito, um amor que a morte não desfaz, O pingente de Fernando é a sua guerra e a sua paz.