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Frase de alemedeiros

Autoconsumo Geral Você deve internalizar toda a dor E sorrir pro espelho como um vencedor Deve queimar o estoque de afeição E aceitar a própria autodestruição E se for cobrado por mais energia Entregue a alma e a última alegria Assim, você será um exemplo raro De quem consome o próprio ser bem caro. Você deve ser o combustível e a chama Mesmo que o peito arda e o corpo reclame Pois é de bom tom, é de bom senso Se desfazer num cansaço imenso. E se o vazio vier te visitar Não ouse parar para descansar Transforme a angústia em produtividade Ignore o grito da sua verdade E por fim, quando não sobrar mais nada Aplauda a si mesmo na sua jornada Pois quem se devora com tal perfeição Merece o troféu da exaustão. Você deve ser o combustível e a chama Mesmo que o peito arda e o corpo reclame Pois é de bom tom, é de bom senso Se desfazer num cansaço imenso.

alemedeiros

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Outras frases de alemedeiros

Pingente Na palma, um metal Frio, o elo de um amor, Um pingente que espelha a face e a dor.
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Pingente Na palma, um metal Frio, o elo de um amor, Um pingente que espelha a face e a dor. Sobre o Fundo preto e Forte da Foto reluz o brilho que não volta mais, E o eco de uma vida se desfaz em ais. A mão, que um dia afagou o rosto infantil, Agora treme ao tocar o aço, Frio e hostil. Era o seu amuleto, a sua proteção, Hoje, a única herança de uma Fatal lição. A Família, um vitral quebrado pelo horror, Deixa cacos de Fúria, de vazio e de pavor. Ela se agarra à Fé, essa âncora teimosa, Para que a Ferida aberta não a faça desditosa. A Fragilidade do mundo, exposta em um clarão, Transformou um Futuro de luz em escuridão. Mas a Fidelidade à memória é o que a move, E a Fraternidade por outros que a mesma dor prove. O Fantasma da justiça, um sussurro no ar, Enquanto a mãe, no luto, busca forças para lutar. Pois em seu peito, um amor que a morte não desfaz, O pingente de Fernando é a sua guerra e a sua paz.

Quiasmo de Pele Passeia perto de mim, e aqui se torna o melhor lugar. Seu cheiro faz salivar minha boca e entumecer seu meu... O ar entre nós fica denso, carregado dessa eletricidade que não pede licença.
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Quiasmo de Pele Passeia perto de mim, e aqui se torna o melhor lugar. Seu cheiro faz salivar minha boca e entumecer seu meu... O ar entre nós fica denso, carregado dessa eletricidade que não pede licença. Cada passo puxa meu fôlego para dentro do seu, e eu me perco na vontade de descobrir onde termina e reinicia tudo o que eu sinto: Você e eu. Em você ou em mim. Meu seu, e no seu meu. Já não existem margens ou contornos; somos um único pulsar, um nó cego feito de hálito e urgência, onde o fim de um é apenas o fôlego que o outro precisa para continuar.

Ses E se móises não tivesse atravessado o mar vermelho, por medo do mar fechar, de não ser capaz, de estar levando todo o povo com ele para morte, de não haver chegada... E se Móises não tivesse atravessado o mar vermelho e os soldados pegassem todos, matassem todos, o que faria…
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Ses E se móises não tivesse atravessado o mar vermelho, por medo do mar fechar, de não ser capaz, de estar levando todo o povo com ele para morte, de não haver chegada... E se Móises não tivesse atravessado o mar vermelho e os soldados pegassem todos, matassem todos, o que fariam com ele, o que saberiamos dele hoje? Muitos "ses". E para que tantos "ses", e porque pensar em tantos "ses" passados, se não para, enseszar o presente, e impossível de desenseszar o futuro?

O Cansaço da Alma Leal A brisa da retidão já não me alcança. Minha lealdade se tornou uma veste rasgada pelo atrito incessante. Eu vos suplico, com a voz que mal me resta: a luta contra a escuridão dos algozes não me destruiu por fora, mas está prestes a encher de ervas daninhas…
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O Cansaço da Alma Leal A brisa da retidão já não me alcança. Minha lealdade se tornou uma veste rasgada pelo atrito incessante. Eu vos suplico, com a voz que mal me resta: a luta contra a escuridão dos algozes não me destruiu por fora, mas está prestes a encher de ervas daninhas meu jardim interno. Por Deus, está pesado o fardo de buscar manter acesas luzes em um mundo que prefere a sombra! O meu maior medo é que, de tanto lutar contra a crueldade, eu perca a memória do meu próprio rosto e, no derradeiro ato de cansaço, espelhe na face os traços de quem me fere. Preciso de vossa intervenção, não de vossa força. Preciso que o senhor me resgate antes que a fúria e o desespero me transformem naquilo que me faz chorar e combater. Por favor, salve a última flor da minha ética, antes que ela queime e se torne a cinza fria da desesperança.