Que tamanho você vê seu problema (tendo um tamanho máximo o dos seus braços)? Que tamanho você vê um estrela? Acho que talvez seja isso. Você está vendo coisas grandes de maneira pequena, e pequenas de maneira grande.
Frases de Aldo Teixeira
167 frases
Contando a vida para um Marciano Meu amigo celestial, Sinta-se em casa!
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Contando a vida para um Marciano Meu amigo celestial, Sinta-se em casa! Quero hoje, te apresentar um ser essencial Para a vida da nossa raça. Cercada por casca, Ou as vezes, um caule fino. E ser magnifico, Não poderia ter outro gênero Que não o feminino. Mãe das mães! Representa a luta no tempo. Reluta contra o cimento, Saltando as calçadas. As vezes sufocada Por um quadrado de trinta. Mas da gosto de ver as trincas. Algumas são frutíferas, Outras dão flor. Umas dão cheiro, E ainda aliviam o calor. Aprenderam a fazer o fruto viscoso. Para que animais se alimentassem. E como contra partida Semeassem. Uma vida de entrega, Para nosso planeta terra. Querido amigo, vem conhecer, Qualquer dia. A gente se aperta que cabe. Aqui em Minas, Visita é sinônimo de alegria, E amor, você já sabe, Nasce na mina.
Olhe a sua volta! Você consegue sentir tudo a sua volta? Olhe só como tudo vai bem...
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Olhe a sua volta! Você consegue sentir tudo a sua volta? Olhe só como tudo vai bem... Como cada coisa foi encaixada por alguém. Olhe cada coisa com atenção! Quantas coisas cabem no seu campo de visão? Você consegue sentir a energia da contemplação? Sentir o agora! Sinta, sinta esse momento, Esqueça de todos os outros pensamentos. Pense só no que está a sua volta. Não vá a fundo nos objetos, Se a história do objeto te chamar, Se solta. Pense neles como um conjunto. Os menores barulhos acontecendo, Como se falassem sobre um assunto, Que você não estava sabendo. Quem será que te escondeu? Talvez, tenha sido o tempo. Veja tudo correr no instante. Sinta-se com um turista interestelar Que veio visitar, pela primeira vez, O lar de vocês. Pense em como um ser extraterreno, Sentiria-se pleno Ao percorrer suas ruas. Imagine como ele sentiria o prazer do inédito Por viver um dia em sua posição. Qual seria o tamanho da emoção De um ser de primeira viagem. Passeando na pracinha da vargem, Com a sensação de estar. Imagina a euforia, Que um marciano sentiria, Se quem sabe um dia, Ele pudesse ir de bicicleta, Da escola para casa. Sentindo como se tivesse asas Brancas e inquietas. Andando sem as mãos no guidão. Acho que teria algo no coração, Mas nada muito ruim, Só uma dose de paixão. Sentiria o vento batendo nos coqueiros, Como eu agora. Nem se procurai em registrar, Por saber que algo melhor que boas memórias. E viver o agora, sem registrar nada. Para não confundir o saudosismo com felicidade. Esquecer da expectativa, E amar a realidade! Talvez eu seja um saudosista, Em escrever este registro. Mas algo dentro de mim, deixa pistas De onde me encontrar. E vos escrevo, Para facilitar a procura, De um homem preso a loucura De não saber onde está!
Seu dotô, me ajude. Por favô. Descobri que sou claustrofóbico.
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Seu dotô, me ajude. Por favô. Descobri que sou claustrofóbico. E o diagnóstico foi uma prova de calô. Em Santos, no verão. No elevadô. Não passei dô, Mas pelo amô, Me ajude a pensar fora da caixa, Nuns momentos assim. Faz um laudo pra mim, Dizendo que não posso mais me trancá, Em nenhum setô, Por favô, dotô. Sem o senhô eles não vão me escutá. Vão dizer que já que passa, Que a caixa é massa, E um bom lugá para morá! Mas eu não sou daqui, nem sou de lá!
Já ouvir falar de árvore? Onde você mora tem? Olha, se não tiver, vem?
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Já ouvir falar de árvore? Onde você mora tem? Olha, se não tiver, vem? Te convido a vir aqui ver uma ao vivo. Ou se tiver, te convido também. Aqui em Minas a gente gosta de visita... E de árvore! Árvore pertence a uma coisa maior, chamado flora. Temos também a fauna, Mas te explico outra hora, Com mais calma. Árvores tem movimentos lentos, Mas são grandes e resistentes. São capazes de nascer em meio ao cimento. Basta um pouco de terra, uma cemente. Um pouco de água, e se dá o nascimento. Produzem sombra, frutos, flores, Seiva, abrigo e óleos, De diversos gostos, sabores e cores. Você precisa ver com seus próprios olhos, amigo. Algumas são rasteiras, Outra acena para quem passa distante. Além de tudo, ainda fornecem algo muito importante Para a vida do lado de cá da fronteira. Vou desligar, Marciano. Depois nos falamos. Manda um abraço para o Altair.
Não sofra! Não de ouvidos a esse pensamento ruim Que vai te afastar de você!
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Não sofra! Não de ouvidos a esse pensamento ruim Que vai te afastar de você! Lembra que você é forte aqui dentro! Se domina! Não seja escravo do seu ser! Seja!
A poesia tá sempre em primeiro lugar Se eu tiver na rua, No beco ou na sua,
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A poesia tá sempre em primeiro lugar Se eu tiver na rua, No beco ou na sua, Ela tem que chegar! Ela não pede licença, Mas toma bença Da família inteira. Ela acha um cantinho pra nascer Sempre que dou bobeira. Parece que quer florescer No meio das abelhas. Não pode ver uma roda de amigo, Que já fala comigo Como quem não quer nada. Não pode ver um sorriso, Que já vem papo de paraíso De vida encarnada. Anda assim com a felicidade. Vem falar que pode tudo, Que não há nesse mundo Lugar melhor que essa cidade! Idolatra todo mundo. Diz ama até o amor. Faz-se de vítima forçada, Para a rima elaborada Poder rimar com dor. Se materializa sempre Em tudo que se ama A vejo claramente Nos olhos da dona Adriana. Na filas das escolas Vejo ela no gol de quem joga bola. Passa voando, as vezes, com as andorinhas. Ou se senta para jogar dominó Com o pessoal das pracinhas. Até sonhei com poesia Esses dias Sonhei que eu podia escrever poemas Mas no final Era a poesia que me escrevia.
Personacidade! Cidades se parecem pessoas! Pessoas constroem cidades,
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Personacidade! Cidades se parecem pessoas! Pessoas constroem cidades, Cidades constroem pessoas! Pessoas perambulam por ruas E cidades por hábitos. O cheiro do bueiro, O mal hálito!
Que Deus tenha pena de mim Ando afim de falar de tristeza Parece que não tem vez.
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Que Deus tenha pena de mim Ando afim de falar de tristeza Parece que não tem vez. A felicidade opressora é em vão, Não aceitem felicidade forçada. Ela se fantasia de "tenho que ser feliz" Felicidade não tem nada. E ninguém nunca terá. Felicidade é um estado na planografia Um território mental Que não se adquiri, Se visita. E mora, se gostar. Mas ninguém vende. É como algumas religiões Que vendem falsos artefatos sagrados Falsos. Não compre felicidade de ninguém É algo seu, e seus pedaços de céu. Vê se entende, Definitivamente, Que felicidade não se compra E principalmente, Não se vende.
Eu tenho mil razões para sorrir Só nessa manhã Amo estar aqui
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Eu tenho mil razões para sorrir Só nessa manhã Amo estar aqui Não preciso nem do amanhã! Estou contente! E isso me basta. Só do agora, Microssegundos! Não preciso de anos Nem de satisfazer meus planos Estou nesse mundo. Estou, agora, Consciente! Estou, minha gente. Isso é tão leve Que eu subo até a poesia. Se eu pudesse eu só estaria. Eu posso! Todo dia! Em cada ato, Da comida no prato Ao caminhar na calçada! Estou aqui, Assim como você Que só me lê, agora. E não pensa em mais nada. Minha vida se tornou um gol aos 45 Do segundo tempo. Eu corro no momento. Ouço meus eu's na arquibancada Vendo-me marcar cada gol de placa. Minha vida não passa, Minha vida caminha. Minha vida é minha! Amo cada pinha desse mundão véio. E o tempo, meu amigo O tempo não tem freio!
Poesia Social Vejo meu reflexo No lago social.
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Poesia Social Vejo meu reflexo No lago social. Eu no meu mundo Refletido. Eu no meu mundo Refratado. Projetado sobre as curvas sociais, No transpasse. Projetado sobre as curvas do eu, No reflexo. O fenômeno ocorre pela presença da luz. Sem ela, tudo existe, Mas não pode ser visto.
Vai poesia! Esparrama palavras por linhas, Com ar de sincronismo
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Vai poesia! Esparrama palavras por linhas, Com ar de sincronismo E cheiro de observação. Toma-me o corpo e dança, Se assim quiser! Venha como vier, Tô aqui, esperando seu cheiro. Seu gosto de viver. Amo seu estar, Viveria no seu céu Até o momento derradeiro. As vezes te reprimo, Não te permitindo descer E me beijar. Me perdoa por isso. Mas vem?
Tô meio vazio Meus poemas querem revolução deles próprios São duas horas da manhã
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Tô meio vazio Meus poemas querem revolução deles próprios São duas horas da manhã Já li todas as notícias de esportes possíveis dessa semana Já pensei mil vezes em escrever uma poesia Falando da guerra fria da rede social Amanhã tenho uma prova de redes 3. Não consigo dormir. Tive um sonho onde eu fugia constantemente Passando por lamas, lagos e piscinas. Acordei sem saber para onde fugir. Tô bem cheio disso tudo Mas ainda assim vazio. Estou aos 45 minutos do segundo tempo De um curso de engenharia Ta três a zero pra mim. Mas não to ganhando nada. As construções de papel Molham na primeira chuva.
Essa pressa me sufoca! Me coloca... Contra a parede.
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Essa pressa me sufoca! Me coloca... Contra a parede. Minha expressão é de quem tem sede. Minhas mãos são inquietas. Eu me sinto sobrevivo. Não há quem me de ouvidos, as vezes. Hoje, quando parei. Eu estava só ouvindo. O barulho era de fora. De dentro era paz. Havia um silêncio eminente. O som não passa para dentro. Nada passa, nenhum dos sentidos. O silêncio não está no ouvido.
Só proponho a paz! Essa é minha única proposta. A paz entre os povos,
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Só proponho a paz! Essa é minha única proposta. A paz entre os povos, Esse é o meu porquê.
Todos esses anos foram necessários para sairmos do regime transitório. Depois da chave ter sido fechada, no instante t = 0, nós começamos elevar nossa curva do aprendizado. Nossos capacitores esquentaram, eu sei. Não foi fácil livrar das impedâncias parasitas que assombravam noss…
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Todos esses anos foram necessários para sairmos do regime transitório. Depois da chave ter sido fechada, no instante t = 0, nós começamos elevar nossa curva do aprendizado. Nossos capacitores esquentaram, eu sei. Não foi fácil livrar das impedâncias parasitas que assombravam nossos resultados reais. Por muitas vezes o limiar de recepção era um fantasma assombrando as pessoas pelos corredores, que a gente enfrentou e venceu junto. Retiramos a redundância da nossa informação. Outrora filtramos muitas emoções atordoadas que cruzaram nosso meio. Está muito claro que a relação sinal/ruído de cada um se elevou muito. Consultem o diagrama de olho bem aberto que irão perceber o quanto estamos imunes a interferências. Hoje a gente ressona e casa. Nossa banda toca em GHz. Nosso ganho é em dB e nossa rede não possui filas. Somos portadoras por sermos portadores do conhecimento. Nosso campo próximo foi o Inatel, agora propagamos pelo meio social e nosso sinal, por mais breve que seja no tempo, sempre será infinito na frequência. Que o bom espectro voz acompanhem, tomem cuidado com canais ruidosos e lembrem-se sempre que nós somos nós de uma rede conectada, conte comigo, pois eu conto contigo. Toda realidade, antes, foi sonhada. Ontem fomos sonhos, gasosos e sem forma. Éramos. Havia uma jornada, toda sonhada em tijolo a vista. Em tantas parcelas a prazo. Era sonho, devaneio. Um objetivo e anseio. Aventura de quem se aventura. Mas já que tudo se transforma E a sorte favorece os audazes. A gente toma forma, quando se informa. Liquefação de conteúdo, Reforma diária. Liquefazer-se gasta energia. Nós oferecemos nossos Joules: Performa. Hoje o sonho está no estado sólido. Realizado. Já não é abstrato. Se ainda restar dúvida Olhe para o lado. Percebe o clima a sua volta. Percebam a realização de todos a sua volta. Hoje é redenção. Hoje é a consagração da mudança de estado. Hoje é o dia da nossa formatura.
Quanto menos tempo, Mais frequente. Quanto mais abraça,
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Quanto menos tempo, Mais frequente. Quanto mais abraça, Mais sufoca. Quanto tempo tenho até a próxima? Dia após dia Cresce o cipó. E ao fim do dia, é pó da construção O homem é a construção. O monumento é o transcorrer. A interseção entre o real e o imaginário. Um ponto. O homem chora por dentro, Para dentro é dimensão. É direção! Faz sentido e faz sentir. Até breve, ou até longo. Deixo meus comprimentos á onda.
Quaresma, peregrinação. Quarentena, isolamento. Reflexão e vários não para o Santanas.
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Quaresma, peregrinação. Quarentena, isolamento. Reflexão e vários não para o Santanas. Para poder renascer de novo. Um novo momento Ainda mais sagas. Dar para o César o que é do César E viver do amor, se não for pedir demais. Renascimento! O encontro do Tempo está no presente. Me apresento: Cristão, na intenção Falho, na prática. A palavra não é estática, Estatística ou Matemática. Do pó ao pó das galáxias. Do barro, o tempo soprou, e se fez o homem.
Compreensão fria Numa noite quente Quem te falta,
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Compreensão fria Numa noite quente Quem te falta, Na madrugada vazia? A solidão e a saudade Que você nega. Mas que te pega todo dia Deitado na cama Ou sofá da sala. Que fura seu peito. Igual um menino Que pisou Num espinho. Meu coração anda assim Sentindo em cada passo. Mancando entre as passadas. Mas me deito Mesmo assim. E respeito Que tudo nessa vida Tem um fim.
Fiz minha trajetória de andorinha e tombos. Cai quando achava que voava, E voei puxado pela gravidade da terra e suas massas.
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Fiz minha trajetória de andorinha e tombos. Cai quando achava que voava, E voei puxado pela gravidade da terra e suas massas. Me vi como um casulo de traça, num hotel na beira da estrada. Estava. No fim, estava. Percebi, que em cima de mim, pairava uma nuvem de fumaça. Brindei a taça de água do fundo do poço. Coberto até o pescoço de desconfiança e desesperança. Tinha perdido a razão e a esperança, num desses dias que a gente sai esquecendo tudo que se tem para fazer por onde passa. E não fazemos nada. Marquei vários encontros comigo, e faltei em todos eles. Já tinha perdido o amor. O próprio amor. Quando olhei bem, percebi que apesar de todas as forças que levavam para baixo, tinha forças que queriam e me querem de pé. E foi nas minhas amizades que encontrei a fé. Hoje estou aqui, em forma de poesia Ciente da alegria que me traz a palavra amizade.
O choro mais triste que existe é um choro sem lágrimas. Afinal, como entristecer mais um homem que não tem nem lágrimas para lubrificar o desprezo e o abandono. A expressão da face, diante do espelho:
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O choro mais triste que existe é um choro sem lágrimas. Afinal, como entristecer mais um homem que não tem nem lágrimas para lubrificar o desprezo e o abandono. A expressão da face, diante do espelho: Não tem canteiro suficiente nesse mundo para tanta tristeza. Essa solidão, que teimo em brindar, e achar que é brincadeira.
Meu corpo, aqui, a pensar no que será que devo acreditar. Amanhã pela manhã qual notícia vai definir meu humor. Os boletos que já venceram. Me venceram.
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Meu corpo, aqui, a pensar no que será que devo acreditar. Amanhã pela manhã qual notícia vai definir meu humor. Os boletos que já venceram. Me venceram. Hoje sou um monte. O jovem mais velho que já conheci. Minha aparência é minha identidade. Já estou passado. Não custo mais que um mero tostão furado. Não tenho propósitos, não carrego sonhos e nem pretendo sucesso. O que posso fazer com essa maldita vida?
As vezes me conforto com a infinitesimal significância que carrego como animal homem breve que sou. Pois assim, carrego comigo a certeza do meu fim. Ciente de que sem eu, não vai existir mais essa falta de você.
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As vezes me conforto com a infinitesimal significância que carrego como animal homem breve que sou. Pois assim, carrego comigo a certeza do meu fim. Ciente de que sem eu, não vai existir mais essa falta de você. Depois, descansarei desse amor terreno Que me lembro todos os dias. E serei pó. Pó que por sua vez não sofre de amor.