Frase de Aldo Teixeira
A fração sem razão de horários, Relógios, ampulhetas e fuso horário. Contando os segundos e centésimos Cobrando do futuro o que quiséssemos. Medo ou esperança? O futuro é a vingança positiva do presente Que descontente lembra do passado. Que jura ter fracassado no primeiro tempo. As lembranças das lanças que lancei num futuro Hoje fincadas no muro do desespero. Olho por elas sem zelo, e espero lanças novas. Atingir o auge dos tempos, Sem correr, e sem parar. Andando de vagar, sem ultrapassar a pressa que o futuro tem. Ir contra o vento, o tempo sabe o que não faz. Futuro sagaz, chega antes do esperado. Bagunçando passado, futuro e presente. Não contente ainda olho no relógio, É lógico que não sei quando vou chegar. Atrasado, mas não que esteja também preocupado Com que horas devo chegar. E sinto medo do futuro, assim como juro não ter feito. O passado mal feito, um presente hedonista. Pendura na lista dos primórdios Dos quais não tenho certeza nem dos relógios suíços. Eu não tenho nada com isso, Ou talvez tão envolvido esteja Que nem percebo o sumiço omisso das horas noturnas.
No pensador.ai desde