Faz tempo que não te sinto assim...
Creio eu que a muito perdi, que por pouco achei...
Te amo, e amo sentir-te aqui.
Voz de trovão, presença avassaladora que me esmaga em meus conceitos, me arrebenta por dentro, me destroça e atrofia vontades vãs.
Por quê? Por que deixei de sentir-me assim?
Onde estava com a cabeça?
Que insanidade tomou-me?
Que faço eu para não perder?
Como faço para conquistar mais?
Pra que faço?
Pra que não faço?
O que falta?
O que está sobrando e precisa ser aparado, lapidado?
O que colocariam na minha lápide caso eu mantivesse tal curso? (Horrendo por sinal)
Agora, respiro... Ufa
Voltei a possuir a dádiva sentir, mas com esta volta veio também o sentimento de dor... A dor da tua ausência...
Me leva pra casa?
Não quero ficar aqui...
Aqui sou alien, sou peregrina e aqui não quero ficar...
Apaga rostos da minha realidade, eu te peço. Apaga histórias que não devem se concretizar. Apaga o que quiser apagar.
Faça-me perder a memória... Porque te amo, e não suporto mais ficar aqui... Ficar sem ti...
Parte de mim me diz que sim
Mas....., o que se faz
quando temes teu próprio medo?
E temes que o medo te atrapalhe
Que borre, pois bole o pensar
Em parte eu sei que sim
Mas o que parte de mim é não,
pois, não é o que não pode ser,
Muito menos o provável
Alucinação de variante infindável
Coração palpita indomável
Emoção incontida,
transgredida por teu próprio ser
Picha tua ficha
De rubro, de bronze
Vacila
Não se vá jamais, senhor
Cala meu imperdoável dizer
Com nossa solidão
Guia-me no regresso ao corpo
Se ainda há coração,
Creio que não,
Faça-me sentir o novo
Sou covo
Sou cova
Sou corvo
Estou morta
Como estrovo
Ponho a prova
Teu sentir torvo
Que minh’alma comporta
Despeço-te, me coas
Despertando-me em caos
Descanso em paz
Descaso a mais
Já se perdeu de vista
E desejou, realmente,
que ninguém te encontrasse
Em meio aos teu cacos
teus erros e teus fiascos
Espalhados pela pista
Asco, entejo
Bulimia, solvente
Ojeriza, enojo
Orexia por dissolver sua
própria vida em eutanásia
Sessar a falácia
Eu estou viva,
por qual azo não sei
Incomunicável é Kairós
E Cronos não precisa a margem
de meu dias, óh, rei
Suma das minhas vidas
Faça a dor parar
Não desejo isto de fato!
Mas é incontestável pensar
Amotina-se minha mente contra mim mesma
Escuta(o) meus gritos sem som
E esquece-se das palavras ditas
Fato, sou besta entoando novo tom
Engoli o acaso de estar viva
Sorvi a vicissitude de vivente
Absorvi a casualidade de eu existir
Desprovida de mente para me omitir
Existem coisas que não professo nem em meu pensamento
Coisas indizíveis a meu próprio coração e ao vento
Permanecem coisas que deviam ter ido a muito tempo
E a consequência é bizarra, é árduo tormento
Onde está a alegria de sábado atrás?
Antes não precisava de alguém para ser
Mas agora sou dependente.........
Dependente psíquica
Dependente da reação química que você me provoca
Droga massageia meu ego, torna presunçoso meu “EU”
Aprendi a duras penas que devo deixar partir
Pois se fica cria fungos, bolor, odores indescritíveis
Pungente
Asco
Pisoteado por teu casco
Intransponível casca
Sentimento amargoso
Sabor ferroso deste licor rubro, rugoso
Conjurado está!,
Desconjurado estará
Se coragem não me faltar...
É leve?, sempre leve
Oscila?, sim oscila
Mas é compacto e impenetrável
Com tempo torna-se inabalável
Pesado?, não, apenas grande fardo
Absoluto, até mesmo bruto
De forma delicada se desmancha apenas nos olhos teus
Teu sorriso meu dia vem clarear
Prazeroso e não penoso
Puro não malicioso
Que te levanta e não deixa derrubar
Virtudes de amar
No teu silencio e companhia
Vejo que estás presente que entende
Que meu sofrer já não posso descrever
Que em palavras não cabe
Farias tu mil malabares pra me ver sorrir?
Eu pergunto a ti, e então
Dê-me cá tua mão
Se a resposta for sim
Serei fortaleza, preservarei tua beleza
Em meu pensamento será imagem fixa
Tão raro como o mais puro ouro
Nos gestos, rixa de grandeza e gentileza
Extinguir, dissipar, cessar, desligar, desaparecer, parar
Qualquer botão que escolher
terá a mesma função,
Então some sem deixar marca!
Eu não sou similar a arca
Onde todos entrão, se espalhando pelo chão
Anteponho a sinceridade do ser!
Chegará o dia em que eu não terei de achar,
mas que serei achada?
Pararei de decifrar, para ser decifrada?
Porque infelizmente minha transparência não passa disto,
Sinceridade transborda, mas…
Realidade?
Naturalidade?
Passar isto ainda não consigo,
é bem mais fácil me manter atrás
de um bom português polido.
Eu gosto de gente
Que sente o sentimento aguado do cotidiano
Sente sua arritmia
Inventa novos tons
Se arrisca a sair do aconchego da hipocrisia
E toca a alma líquida dos que estão ao seu redor.
Hoje foi um dia sem encanto de poesia
Hoje inspiração seria anomalia
Mas em contradição
Ainda sei fazer rima
O que é, fatidicamente, mania
Para o meu cansado coração
um imã!
Se meu desejo é te tocar, eu peco?
Se anseio te enxergar com as mãos,
Se aspiro ver teu rosto com meus lábios,
Se almejo discernir tuas formas
num abraço apertado, eu peco?
Se detesto a distância, é possessão?
Se te quero na palma de minha mão,
Se desacordo dentro de você e…,
Se quero que a mesma coisa
aconteça contigo, é prisão?
Não que eu vá te amordaçar!
Nunca lhe proibiria de ter outras ternuras,
De sentir outros sabores
De ver novas cores…
Quero apenas gravar-me em ti
Porque estais gravado em mim
Quero te fazer perambular por meus desertos
Te mostrar sonhos incertos
Criar juntos nosso mérito
Se desejo não te deixar partir
Por que não fica aqui?
Nunca fecharia a porta da gaiola,
Aprisionar almas não é meu ofício,
Nunca cortaria tuas asas,
A impossibilidade me assombra
Só te peço que fique mais um pouco
Pois minhas asas não sabem voar
Minha maldição: é não poder te acompanhar
Trancada, selada, me guarde em Teu coração
Perdida de paixão, lúcida em teu amor
Trace meu futuro e venha guiar-me
Pois, sem Ti esperança não há em mim
Enfim....
Constranges-me com Teu amor
Abraças-me com Teu calor
Segurança encontro em Teus olhos
Teus beijos são melhores que o vinho
E me embriaga mais que as fortes essências
Apreciar é um dom
Observar uma habilidade
Descrever é talento
.
Qualquer um pode fazer
eu só descrevo tentando fazer poesia,
é facil como maresia
;
Mas pra quê?
Que hei de fazer com tanto verso
Onde ponho tanta prosa
,
Se olhos apressados como a corsa
Passarão e não verão
Como a brisa não enchergarão
!
Vaidades de uma tomboy
Ela é moça de opinião
Defende a liberdade
Com escritos têm afinidade
Possui reflexos de bondade
Não gosta de fazer estardalhaço,
Mas não mecha com ela
nem com seu maço;
Ela pode derrubar o isqueiro em você
Não há regra que
prenda a liberdade dela
Não há padrões nela
Brinca de ser donzela
Mas seus modos a contradizem
Afinal, saias oprimem
Era pra ser curto,
mas não deu
Bastava ser simples pensar,
mas cresceu
Era crônica,
tirinha,
verso solto...
Virou prosa
e dedo de conversa
Fiquei cor-de-rosa
e em ti imersa
Imerge em mim
Deixa-me subverter
os teus sentidos
Deixa passar esta manhã morosa
Ele apalpa-lhe o ego dócil
Sem notar, sem precisar
Acaricia, ganhando confiança
Inocente como criança
Ela cede e permite;
Sabe que muito elogio
Pode definhar o esforço,
Mas como esquecer?
Esta obrigação está em seu dorso
Já ele ria-se todo
Ria-se o moço
Divertia-se com a timidez dela
Gostava de conversar com tal donzela
Descontraída... de todo bela!
"Te perder é nunca ver o sol se abrir...."
..Hã? Sol aberto??
...O sol se abre?
....Pro sol abrir ele não teria que explodir, rachar ou romper-se???
.....Bem... se a resposta for sim, me perdoe, mas q vc a perca e nunca a recupere.