Pouca vida para uma imensidão de rios e mares.
Frases de Adson Guedes
67 frases
Tudo que é sublime e rústico traz nas suas curvas os traços poéticos necessários para a inspiração e a construção de uma obra de arte.
Nessas idas e vindas, caminhando sobre tábuas, eu estou acostumado com a beleza dessas plantas; as vitórias-régias são lendas que atiçam o meu intelecto.
Vivias implorando por chuva, num forte calor amazônico que fazia escorrer suor no teu rosto devasso, que hoje se misturaria as lágrimas daquela lembrança.
" Não é de um coração pecador e livre que tu deves desconfiar. Toda alma que transparece puritana, maqueia seus corpos perfeitamente para iludir a sociedade"
O olhar do sublime percorre cada traço censurável dessa natureza desconhecida, cuja areia é branca e as águas me afogariam.
"....uma selva desconhecida, cheia de detalhes com espinhos, flores, folhas novas e velhas; ando descalço sem medo, porque a essência é boa e a paisagem encanta...."
" Eu sei que você não é nenhuma santa, meu bem. Levamos uma vida libertina e por causa dela, somos muito cobiçados, mas também estamos condenados à solidão. Mata-me com os teus truques de sereia e vamos viver juntos; uma história de dois canalhas irresistíveis."
"(...) você não é minha, meu bem. Você é livre! mas, se decidir ficar. Vamos sair para beber, falar um bocado de bobagens, sorrir um pouco e foda-se o resto"
" Tu conheces aquela lenda que o povo conta, dos pescadores sendo levados para o fundo do rio por uma mulher, depois de matá-los afogados ? tu pareces uma delas com estas pernas e estes olhos que me prendem. Quero morrer paulatinamente entre os teus seios..."
(...) Ela estava longe dos meus beijos e da minha pele, mas não das minhas mensagens e da minha voz - as noites eram fatigantes - em um único dia, conversávamos muito, conhecíamos tantos lugares; conversas que sempre invocavam a esbórnia; a distância impedia meus dentes de tirar…
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(...) Ela estava longe dos meus beijos e da minha pele, mas não das minhas mensagens e da minha voz - as noites eram fatigantes - em um único dia, conversávamos muito, conhecíamos tantos lugares; conversas que sempre invocavam a esbórnia; a distância impedia meus dentes de tirar sua calcinha de renda vermelha, com detalhes pretos, que davam cor e vida a um fogaréu ambulante de coxas macias, entretanto, para quem pisa no mesmo solo e vive debaixo do mesmo céu, tudo é uma questão de tempo e prioridades; eu não tive escolha; não existem obstáculos quando o homem está dominado pelo seu instinto.
" Vivemos o suficiente para fazermos alguma diferença neste mundo. O problema não é a morte, o grande perigo é ela chegar e não ter mais nada pra matar..."
O dilema das massas é que se unem com vigor para derrubar um regime, mas, ao conseguirem, ironicamente não percebem que acabam sendo escravizadas, presas nas correntes de outro sistema.
Teu arsenal fotográfico é uma overdose de êxtase visual. Teus fios de cabelo atrevidos são versos ainda não rascunhados por mim. Tu és a sereia cantando ao meu olhar, enquanto eu me afundo no teu feitiço virtual.
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Teu arsenal fotográfico é uma overdose de êxtase visual. Teus fios de cabelo atrevidos são versos ainda não rascunhados por mim. Tu és a sereia cantando ao meu olhar, enquanto eu me afundo no teu feitiço virtual. assobio com palavras.
Se todos nós, miseráveis deste planeta fôssemos esculpidos à imagem e semelhança dos galãs e heroínas de Hollywood a atração dos corpos exigiria uma carga adicional intelectual
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Se todos nós, miseráveis deste planeta fôssemos esculpidos à imagem e semelhança dos galãs e heroínas de Hollywood a atração dos corpos exigiria uma carga adicional intelectual mais devastadora.
Daqui a décadas será que as caninas desvairadas do amanhã vão escavar a terra para roer meus
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Daqui a décadas será que as caninas desvairadas do amanhã vão escavar a terra para roer meus ossos enquanto fumam meus versos, como se fossem viciadas em nicotina, buscando o que restou de mim?
No pesadelo desperto, à deriva, Onde diabos estão tuas coxas, membros envoltos em pelos loirinhos? Cabelos perfumados
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No pesadelo desperto, à deriva, Onde diabos estão tuas coxas, membros envoltos em pelos loirinhos? Cabelos perfumados tranças que dão poder a minha mão lábios embriagantes seios que clamam por mim pequenos bicos endurecidos gritando por minha lingua. Vem! me guarda! me salva! me esconde nos becos sujos dos teus segredos mais íntimos.
Não se aflija, ô minha paixão em ruínas. Um dia alguém guardará tua santidade enquanto eu persisto aqui
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Não se aflija, ô minha paixão em ruínas. Um dia alguém guardará tua santidade enquanto eu persisto aqui cultivando tuas depravações...
Na escuridão, mata adentro, sob um céu estrelado de Van Gogh, nenhum animal noturno se atreveria a saborear tua pele, exceto eu, sendento por tua carne
Preciso de um abraço que me faça sentir vivo, como nunca antes daqueles que só uma mulher como tu faz ferver em mim como inferno quero te ver
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Preciso de um abraço que me faça sentir vivo, como nunca antes daqueles que só uma mulher como tu faz ferver em mim como inferno quero te ver encarar teus olhos...
Quero escapar rumo ao mar perder-me na brisa que abraça perseguir outras essências
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Quero escapar rumo ao mar perder-me na brisa que abraça perseguir outras essências busco a nostalgia que dilacera o coração.
Parabéns, rapaziada, pela marca dos trinta anos, três décadas de trajetória. As canções de rádio do velho boteco ganham significado agora.
Ela me mandava fotos suadas e cruas, cada imagem um soco na alma, eu, desejando a arte como válvula de escape,
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Ela me mandava fotos suadas e cruas, cada imagem um soco na alma, eu, desejando a arte como válvula de escape, em toda sua plenitude, compor melodias, dar vida às telas, mas não sou Mozart, nem Da Vinci no fim, só me restam estas palavras banais e pesadas.
Para a literatura, sou um forasteiro marginalizado nas margens da escuridão profunda para as damas místicas, sou um escorpiano, das trevas de outubro surgiu minha existência, entretanto, na verdade mais nua Sou uma mistura de realismo sujo literário, com um toque de caos, rega…
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Para a literatura, sou um forasteiro marginalizado nas margens da escuridão profunda para as damas místicas, sou um escorpiano, das trevas de outubro surgiu minha existência, entretanto, na verdade mais nua Sou uma mistura de realismo sujo literário, com um toque de caos, regado a uísque.