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Frases de Adriano Soares da Costa

58 frases

Não tenho perguntas para todas as respostas, porque não tenho certezas que possam traçar linhas precisas entre o que sou e o que sinto. Não tenho perguntas porque há já respostas:
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Não tenho perguntas para todas as respostas, porque não tenho certezas que possam traçar linhas precisas entre o que sou e o que sinto. Não tenho perguntas porque há já respostas: Sempre que meus olhos caem sobre os seus Tenho a convicção precisa que apenas sou se neles mergulho. Não tenho perguntas porque para que respostas? Se no exato momento em que lhe abraço cessam interrogações, dúvidas e medos? Tudo se resume àquele instante... Nem perguntas nem respostas, simplesmente, Porque naquele encontro de corpos me compreendo: Nele me deixo dominar apenas para poder no ato de entrega me achar completo em você.

BATALHA DE CORPOS NO AMOR Dá-me o teu gosto, teu cheiro, num momento suspenso. Dá-me um abraço silencioso, em que só haja o pulsar do coração.
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BATALHA DE CORPOS NO AMOR Dá-me o teu gosto, teu cheiro, num momento suspenso. Dá-me um abraço silencioso, em que só haja o pulsar do coração. Nada mais exista nesse agora. Só o sentir de almas e corpos. E mãos que se deixam viajar sem rumo nem pejo. Dá-me teu olhar. Que ele, em chamas, me esquente o sangue. Seja sem culpas, sem medos, sem religião nem credos. Olhar de quem tem fé na revelação daquele instante profundo. Dá-me tua boca. Faz-me sentir a fome em teu beijo, O apetite infame do desejo rasgando cada fibra de teu corpo. Um beijo descortinando o querer sem castidade e sem trégua, Em línguas devassas e imprudentes, que apontam a perdição do que virá. Deixa que teus seios se avolumem num abraço grave e constante; Faze-me senti-los tomados em minha mão sem escrúpulos. E neste instante delicado, que sejam compreensíveis os botões da tua blusa, Soldados sem forças para impedir a tomada das torres e cidadela. E que fartos ante meus olhos, se permitam tragar em demasia, Sorvidos como fossem morangos maduros saciando um famélico. E na circunstância indômita, florete já na mão adversária, tudo se permita. Dá-me, nessa guerra intensa, uma derrota justa, rosto perdido em teus pomares, Onde sinta o cheiro e gosto de fruta orvalhada por rios que molham tuas planícies. E me faça morrer de queimadura de primeiro grau, ao invadir teus territórios, Sem piedadade, em luta corporal insana, desnuda, inopinada. Seja-me permitida uma pugna até as últimas energias, em que percorra Todas as tuas instâncias, sem tréguas nem respeito, em idas e vindas profundas. E assim sendo, que não haja território não percorrido, nem batalha que não tenha sido travada. Que tua vitória seja absoluta, subjugando meu corpo desfalecido entre tuas pernas. E num momento de misericórdia, que teu coração de mulher acalante o derrotado, Tomando-me em teu peito, num último gesto de vitória e piedade. E assim, em tuas mãos, já dominado, faz-me teu escravo, como espólio de uma guerra consumada. Deixo-me teu, assim, inteiramente e para sempre, dominado por teus beijos. (Junho/2018)

NÃO ME NEGUES Não me negues o gosto da tua boca, que a minha carece sempre dos teus beijos. Não me negues a tua voz de acalanto, que meus sentidos todos te escutam.
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NÃO ME NEGUES Não me negues o gosto da tua boca, que a minha carece sempre dos teus beijos. Não me negues a tua voz de acalanto, que meus sentidos todos te escutam. Não me negues estar em minha vida, que ela se esvaziaria sem a tua presença e sincero desejo dos teus carinhos. Não me mates a expectativa das tuas palavras de amor, já expressadas timidamente no olhar; Se matares for, que seja com a ira das tuas unhas rasgando a minha carne e o sufocar do meu pescoço aprisionado em tuas pernas. E me mate de mil mortes, se preciso for, me sepultando em teu ventre sem piedade ou misericórdia, após ter me perdido nos percursos das tuas sardas...

MEUS MEDOS Meus medos dizem quem sou. Contam a minha história, o que em mim é preservação e o que também é sonho, busca e sofreguidão. Meus medos dizem das minhas perdas, daquilo que me é importante. Falam também sobre o horizonte, as linhas distantes que me chamam e empolgam c…
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MEUS MEDOS Meus medos dizem quem sou. Contam a minha história, o que em mim é preservação e o que também é sonho, busca e sofreguidão. Meus medos dizem das minhas perdas, daquilo que me é importante. Falam também sobre o horizonte, as linhas distantes que me chamam e empolgam como o navegador em caravelas, sem a ciência para dominar o que vem depois. Meus medos são espera, gravidade que me segura e me deixa no eixo onde circulo em segurança. São, porém, a ânsia do voo, a vertigem do abismo que fez Ícaro saltar com suas asas imperfeitas, olhando para o brilho do sol e para a grandeza dos sonhos. Meus medos sou eu. Meu instinto de sobrevivência, o segundo a menos para pensar, o tempo lento do relógio prudente. Meus medos, ei-los, na noite escura que se deixa desvirginar pela lua branca, pelos sinais tingindo o céu, mostrando os caminhos que quero percorrer feito coragem, porque a vida vale a pena. Meus medos, enfim, são autênticos porque eles me dizem: não paralise, não se esconda, não deixe que a vida silencie em você a ânsia do próprio viver. Seja resiliência. Seja gana. Seja luz. Seja a beleza fraterna e generosa do girassol. Eles, meus medos, se enchem de coragem para ter mais medo e mais superação. Porque - que bom! - meus medos são a coragem que adiei para se fazerem o concreto passo que quero dar no momento adiante. E, passo a passo, sou menos o medo de ontem e mais o sonho do dia seguinte.

NAVEGAR Navegar é preciso; os navegadores usam astrolábios, bússolas; antes, usavam as estrelas como mapas do caminho. Aprenderam a ler os sinais e souberam assim para onde ir. Viver não é preciso; não tem linhas retas, não tem predeterminações, não tem os mapas do caminho apon…
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NAVEGAR Navegar é preciso; os navegadores usam astrolábios, bússolas; antes, usavam as estrelas como mapas do caminho. Aprenderam a ler os sinais e souberam assim para onde ir. Viver não é preciso; não tem linhas retas, não tem predeterminações, não tem os mapas do caminho apontando de modo claro o rumo. Naveguemos e vivamos. Como precisão e sem precisão, podemos seguir olhando para o mapa, para as estrelas, para os sinais. Às vezes o céu está nublado, é certo. Às vezes resta apenas o silêncio do céu, a escuridão da noite, e os ventos vão nos levando sabe-se lá para onde. Mas notem vocês: até a precisão da navegação pode sucumbir. Porque as certezas são - eia pois! - incertas, são provisórias em nossas vidas. Mas há um algo em nós que nos anima a que nunca devamos deixar de olhar para o céu, para a noite... Porque nalgum ponto do breu, há a chance de vermos os sinais, o brilho das estrelas... Navegar é preciso; viver, precisamos. Sobre a frase : "Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, in Vida de Pompeu]

ESPERANDO CATEDRAIS. Se nada há para dizer, seja silêncio. Deixa que as palavras sejam guardadas como velhos objetos que já não decoram adequadamente o ambiente e se tornaram fora de lugar. Se há a falta, seja o vazio preenchido do que importa. Não se incomode com a ausência se…
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ESPERANDO CATEDRAIS. Se nada há para dizer, seja silêncio. Deixa que as palavras sejam guardadas como velhos objetos que já não decoram adequadamente o ambiente e se tornaram fora de lugar. Se há a falta, seja o vazio preenchido do que importa. Não se incomode com a ausência se tudo é presença e não há espaços para a solidão. A saudade é também um modo de encontro na alma. Se há tristeza, submeta-a como fazem os vencedores em uma guerra aos vencidos. Deixa-a prantear-se sozinha até o esgotamento de si e olha para o dia seguinte como a certeza do sorriso que chegará. Se há saudade, come-a para que não lhe devore. Crava os seus dentes como se cravam na carne de quem se ama, com a mesma paixão e vontade. A saudade nunca será amiga, mas será companheira de jornada até o abraço e o beijo. Se, por fim, há amor. Seja ele silêncio, tristeza, falta e saudade. Porque sabe ser espera, sonho e certeza. Amor que se constrói como se erguiam as grandes catedrais: a antevisão da obra pronta animava o processo devotado de construção pelos anos e anos sem fim...

⁠Buscar a felicidade como fora ela uma realidade pronta e acabada é uma empresa fracassada desde o início, porque ela não é uma coisa, uma pessoa, uma situação. A felicidade é a energia gerada continuamente pela conquista de si mesmo através da realização na vida dos melhores s…
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⁠Buscar a felicidade como fora ela uma realidade pronta e acabada é uma empresa fracassada desde o início, porque ela não é uma coisa, uma pessoa, uma situação. A felicidade é a energia gerada continuamente pela conquista de si mesmo através da realização na vida dos melhores sonhos, dos mais elevados valores e da empatia com os que nos cercam. A felicidade brota do amor, das conquistas honestas, da execução de projetos desafiadores e floresce no mais bonito encontro: aquele consigo, em suas dores e mazelas, na aceitação dos próprios limites e derrotas. Tudo isso, no percurso para todos os dias ser a melhor e mais bonita versão de si mesmo!

⁠Faça o seu time pensar grande e se comprometer com o sonho. Esteja ao lado, estimule, estabeleça
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⁠Faça o seu time pensar grande e se comprometer com o sonho. Esteja ao lado, estimule, estabeleça metas desafiadoras e premie os que se comprometeram de corpo e alma. Também não seja complacente com os que não se esforçaram ou não se engajaram. A complacência para uns gera o sentimento de injustiça nos demais, enfraquecendo os laços compromissórios que forjam os grupos vencedores.

FOME DE AMAR Eu te amo, E te amo tanto e de tantas formas,
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FOME DE AMAR Eu te amo, E te amo tanto e de tantas formas, Que em mim já não mais cabe O tanto que te amo. Amo-te com fome, Com um desejo além de mim mesmo. Amo-te com tamanha intensidade Que já não me sou. E te amo por seres quem és, Sem retoques, sem máscaras. E te quero porque te quero, Sem razão, senão a razão de te amar. És bela, és doce, és mulher. Amo-te por tudo isso. Amo-te porque em ti sou feliz: Em ti me encontro em quem sou. Amo-te ainda mais, Porque se sei que te amo, É porque em ti e em teu corpo Aprendi o sentido da palavra amor.