Pular para o conteúdo

Frase de Adriano Soares da Costa

NAVEGAR Navegar é preciso; os navegadores usam astrolábios, bússolas; antes, usavam as estrelas como mapas do caminho. Aprenderam a ler os sinais e souberam assim para onde ir. Viver não é preciso; não tem linhas retas, não tem predeterminações, não tem os mapas do caminho apontando de modo claro o rumo. Naveguemos e vivamos. Como precisão e sem precisão, podemos seguir olhando para o mapa, para as estrelas, para os sinais. Às vezes o céu está nublado, é certo. Às vezes resta apenas o silêncio do céu, a escuridão da noite, e os ventos vão nos levando sabe-se lá para onde. Mas notem vocês: até a precisão da navegação pode sucumbir. Porque as certezas são - eia pois! - incertas, são provisórias em nossas vidas. Mas há um algo em nós que nos anima a que nunca devamos deixar de olhar para o céu, para a noite... Porque nalgum ponto do breu, há a chance de vermos os sinais, o brilho das estrelas... Navegar é preciso; viver, precisamos. Sobre a frase : "Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, in Vida de Pompeu]

Adriano Soares da Costa

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Adriano Soares da Costa

Não sei por que a vida tem de ser também feita de perdas. Ainda mais quando mutilam. Mas se não matam, elas ensinam e fazem crescer.
ERA PARA SER... Era para ser como o encontro do rio com o mar. A convulsão do encontro antes da calmaria profunda, que é a vocação dos amantes. Era para ser como um sorriso aberto, largo, pleno, do que se deixou encantar pela entrada dos olhos, pelo que se viu esperado e achado…
Continuar lendo

ERA PARA SER... Era para ser como o encontro do rio com o mar. A convulsão do encontro antes da calmaria profunda, que é a vocação dos amantes. Era para ser como um sorriso aberto, largo, pleno, do que se deixou encantar pela entrada dos olhos, pelo que se viu esperado e achado entre as esquinas da vida. Era para ser como a estrela primeira a brilhar, quando a tarde começa a dormir e a noite lhe toma o lugar e ilumina o céu com o descortinar das estrelas. Era para ser como um sonho bom, que deleita o sono profundo e faz com que o acordar seja pesaroso e triste. Era para ser como a alegria de um momento que se eterniza em nós, para além do tempo e das vicissitudes da vida. Era para ser... E ao não ser, tanto se perdeu, tanto ficou por ser vivido e feito. E restou o sorriso que não veio, o olhar que não brilhou, a estrela que ficou submissa às nuvens, a alegria que não se viveu. E a vida seguiu assim, como uma nau sem velas, levada pelo fluxo das marés, sem ter sonhos para sonhar e terras novas a descobrir. E veio o tempo... E ao olhar para trás, tudo era apenas a ausência do que não foi. E o viver - esse dom maravilhoso - ficou como um projeto não realizado, um passar de dias sem sentido e sem fé. E tudo era nada, e tudo era desilusão, e tudo era a certeza dos erros das dúvidas e dos medos.