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Frases de Adelium Castelo

24 frases

Já devias ter percebido que te consultei para ter uma diversidade e não uma divergência de pensamentos.
Quanto valho? Talvez a virilidade de um chofer Comparado a solidão do marinheiro no recife
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Quanto valho? Talvez a virilidade de um chofer Comparado a solidão do marinheiro no recife Talvez o tilintar de uma moeda Nada valioso em relação ao mudismo de uma nota. Talvez a penumbra trazida no inverno Rápida e bela visão ofuscada pela noite sombria. Talvez o insaciável desejo do alvo Mas eu caço apenas amoricos. Será que nasci para aumentar o desapontamento do bolso político? Será que não sou mais que um manequim ambulante, Pobre mudo em campanhas publicitárias? Deixe-me provar das migalhas da tua mesa Talvez robusteça para melhor procurar o meu valor.

Lamúrias de um sem tecto Nas manhãs de inverno/ as pessoas passam por mim/ como as águas no litoral/ sou invisível aos olhos do mundo e do tempo/ quiçá... Quiçá visível aos olhos de Deus./ sirvo de tapete para os ricaços/ na entrada das lojas./ Onde irei reclamar? P´ra onde se…
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Lamúrias de um sem tecto Nas manhãs de inverno/ as pessoas passam por mim/ como as águas no litoral/ sou invisível aos olhos do mundo e do tempo/ quiçá... Quiçá visível aos olhos de Deus./ sirvo de tapete para os ricaços/ na entrada das lojas./ Onde irei reclamar? P´ra onde se foi a minha alegria? Que vida é esta em que somos acoitados pela penúria? Até quando tanta miséria? Onde irei reclamar?

Sonho Tenho sonhado sempre contigo Esperando sonhares comigo
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Sonho Tenho sonhado sempre contigo Esperando sonhares comigo Sonho com o sonho Pois tu não és mais que sonho. Assolas sempre o meu sonho Pois te fazes homnipresente, oh! Meu sonho. Te quero tocar e parar o sonho, Mas como? Se tu não és mais que sonho. Queixo-me de quem te fez sonho Pois a ti sonho, não me oponho. Deixa-me tocar-te, proponho, Vontade tua eu tenho. Pois tu não és mais que sonho.

Histórias banais Discutimos nós Sobre tudo e em nada tocamos
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Histórias banais Discutimos nós Sobre tudo e em nada tocamos Conhecemos tudo E ignoramos o óbvio! Somos todos um, E num somos um todo saído do uno. Livros enganosos Nutriram sempre nossas pacatas mentes. Ah! Martirizante vácuo de inteligência ignorante, Petecas nas mãos das circunstâncias. Acenamos ante o dito superior A quem sempre nos submetemos…

O meu ser poeta Poderás até não entender Poderá parecer que entendeste
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O meu ser poeta Poderás até não entender Poderá parecer que entendeste Do teu entender, vão lacrimejar os olhos E dos olhos te arrancarei a compaixão. Não são ditos imaginários São imaginações enraizadas no real. Tristes fascínios em letras, Que correspondidas farão da tristeza a alegria das ruas... Amanhã foi hoje e ontem o amanhã, Condoendo-me com os outros, Faço do sofrimento quase perpétuo, A alegria das letras, eternas vivências.

Competição! Tua existência conturbadora De amizades tornou-se destruidora
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Competição! Tua existência conturbadora De amizades tornou-se destruidora Pra quê? Sugestão tua, ninguém vê. Tornou-se maior a tua procura Mesmo em mente iluminada e escura. Indigna-me tua existência, Pois a ninguém ofereces paciência. És a causa do bem maléfico E tanto mais apaixonado fico. Agradeço a tua existência, Ensina então a prudência.

Consola-te amigo Tenho te visto Andando só, mas acompanhado
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Consola-te amigo Tenho te visto Andando só, mas acompanhado A vida tirou-te os pais Sobrou-te apenas a solidão O zelo dos teus protectores atirou-te na miséria. Que fizeste? Nada mais do que nascer Sem conhecer os ditames da vida Sinónimo de desgraça absoluta. Assim te sentes? Quero que sentes… Pense que no que pensas, mentes Consola-te amigo, pois sinto o que sentes Junta-te a mim E… duas almas vagando sem rumo Nos tornaremos uno.

Manhã sonâmbula! Levantei cedo procurando o canto do galo Não o ouvi
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Manhã sonâmbula! Levantei cedo procurando o canto do galo Não o ouvi Pois o serralheiro já se havia levantado Procurei então ver a estrela da aurora Não a vi Pois o oleiro também se havia levantado Pensei então em voltar a cama Tarde demais Era inverno e o frio já lá estava. Que faço agora? O canalizador se havia atrasado Na sua água encontrei a cura, Estava sonâmbulo. Transtornado por viver dependente da Independência dependente do meu país.

Vida! Vida, vens em canções Sem Manual de instruções.
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Vida! Vida, vens em canções Sem Manual de instruções. Não seria tão mais fácil? Na seria minha acção ágil? Ajude-me a compreender-te Pois só a ignorância te ofereço. Tornaste-te incompreensível, Pergunto, qual filósofo sensível: Porquê? Porquê? Todos por ti choram Mas de ti também reclamam, Por acaso alguém te vê?

Identidade desconhecida Sou um poeta mirim Desejo ser o sol no seu clarim
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Identidade desconhecida Sou um poeta mirim Desejo ser o sol no seu clarim Cultuado ao som do tamborim Nas suas belas sinfonias com o bandolim. Filho bastardo deste país Vagueando em veredas obscuras, Da noite sombria, fruto da ilusão, Da iluminação da luz solar, Do dia que só se resume em sombrias trevas amenas. Ando contente Sou das ruas o agiota, Alimentado diariamente pela fome imposta. Choro ante o reflexo das minhas lágrimas Que me exoneram numa ilhota. Nada falo ante os que me chamam idiota.

Quem soltou a águia? A águia foi solta, E junto seguiam outras rapinas,
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Quem soltou a águia? A águia foi solta, E junto seguiam outras rapinas, Engana-se quem crê na ausência de alvo. Trovejam os canos metálicos Ribombam os mais grossos Cambalhotam as andorinhas. Desta insolente investida Safaram-se as de cabeça emiscuida na terra, Mas também os urubús no fascinio pela tribulação. Ai! Ai! Tulipas negras, minhas verdadeiras paixões Jamais reviram seu brilho. Até o beijo-da-mulata, virou de mestiço a beijo negro. Em meio a tanto Só as águias, procuravam enaltecer a razão da mente dos corvos, Enquanto as andorinhas entocadas no desespero, Compartilhavam dormitórios com as raposas.

O impudor do avanço Anafadas mentes Sempre formaram andarilhos urbanos
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O impudor do avanço Anafadas mentes Sempre formaram andarilhos urbanos Antagônicos ancestrais Feitos anátemas pelo impudor do avanço. O estático impressiona O progresso ilude Do sonho a vida nasce Da realidade acabrunha-se o seu mentor. Desconceituada a moral Esperneamos no casual encontro connosco Fitámo-nos incrédulos Vaiamos do remoto estágio Aplaudindo o impudor do avanço.

A dor de um mestiço Encontrei hoje A alegria e a tristeza de ser o que nunca serei.
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A dor de um mestiço Encontrei hoje A alegria e a tristeza de ser o que nunca serei. Meu Deus! De novo a culpa recaiu sobre mim. Juro que não fui eu quem mexeu Na mudança desse autocarro a que chamam vida. Quem dera ser negro ou branco. Quem dera ser um pão colorido? Teria ao menos o apreço da maioria A quem Samora diz que nunca murcha. Caído e recaído em cantos e recantos desta sociedade abominável. Os teus olhos Só desvendam em mim, culpas desconhecidas e inexistentes! Serei eu culpado pela prostituição dos teus olhos? Bastará o teu carinho passageiro para amainar a raiva deste miserável mestiço?

O desvanecer do meu EGO! Nascido debaixo dos contentores De entranhas nutridas pela penúria
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O desvanecer do meu EGO! Nascido debaixo dos contentores De entranhas nutridas pela penúria Confortado pelo calor das sobras Espraiado para meu único banho. Acoitado pelo manancial da miséria Treinado a amealhar dissabores. De todos, indiciado maninho Fazendo da esperança minha mantença. Minha existência é ínfima como no nipónico Quero do fulgor do meu pensamento Uma atalaia à minha tribulação.