Frase de Adelium Castelo
A dor de um mestiço Encontrei hoje A alegria e a tristeza de ser o que nunca serei. Meu Deus! De novo a culpa recaiu sobre mim. Juro que não fui eu quem mexeu Na mudança desse autocarro a que chamam vida. Quem dera ser negro ou branco. Quem dera ser um pão colorido? Teria ao menos o apreço da maioria A quem Samora diz que nunca murcha. Caído e recaído em cantos e recantos desta sociedade abominável. Os teus olhos Só desvendam em mim, culpas desconhecidas e inexistentes! Serei eu culpado pela prostituição dos teus olhos? Bastará o teu carinho passageiro para amainar a raiva deste miserável mestiço?
No pensador.ai desde