Frase de Ricardo Maria Louro
A cada Jovem que morre - Jaz morto e inerte num campo de solidão ... Tão novo! Rodeado de lirios, doces e brancos como Ele ... Ele, um suspiro, esperança-fria que o Tempo alteia, louco e apodrecido. E grita o vento, destemido: "-É morto! É morto! Triste, só e absorto... É morto! É morto!" Seu corpo, agridoce-veneno, jaz sepulto, em repouso, num campo d'açucenas, rodeado de pombas, coroado de penas ... "-É morto! É morto! Triste, só e absorto... É morto! É morto!" Um jovem, tão novo, Poeta, ignoto ... Tão jovem, tão morto, tão morto e tão jovem, seu corpo, ignoto ... É morto! É morto! "-É morto! É morto! Triste, só e absorto... É morto! É morto!" Sua Mãe, amarga e singela, ferida, desgrenhada, assentida ... É perdida, além-da-Vida, tão pobre e tão sofrida. É vencida! É vencida! É Só! Tão Só! Tão contida ... "-É morto! É morto! Triste, só e absorto... É morto! É morto!" E em tudo, a cova que o recebe, sua dor ignora - ó Deus, que triste sina, desce à Terra! A separação! É hora! ... "-É morto! É morto! Triste, só e absorto... É morto! É morto!"
No pensador.ai desde