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Frase de Rodrigo Elias Cardoso

BRADO BRASILEIRO Acordai deste berço esplêndido, com o som do mar, mas sem a luz, mesmo sob o céu profundo. Fulgura-te, Brasil, deste lodo fétido e do grume da corrupção, ó florão da América. Que teu povo heróico solte novamente o brado retumbante, porém, que não se ouça apenas das margens plácidas do Ipiranga. Mas que ecoe por todos os cantos: dos bosques que têm mais vidas, aos campos que têm mais flores, e que reviva, em teus seios, sempre e cada vez mais, amores. E que, assim, esta terra garrida dê fruto aos teus verdadeiros filhos, e não aos falsos filhos teus, movidos apenas pelo orgulho e pela preponderância da corrupção, pois, querendo roubar-te as cores, ficarão pasmos diante de teus gigantes e de tua própria natureza, contemplando que os filhos teus, de fato, não fogem à luta. E, assim, compreenderão, ó Brasil, como és belo e colosso, pois teu futuro é agora; e queremos entregar-te esta grandeza, terra adorada. Entre outras mil, és tu, Brasil, porque tu também és minha, ó Pátria amada! Dos filhos deste solo, onde os políticos não são tão gentis; Sê, verdadeiramente, livre, Pátria Amada Brasil.

Rodrigo Elias Cardoso

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Pensador.com

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Outras frases de Rodrigo Elias Cardoso

⁠As vezes quando se tenta ceder um pouquinho mais, o universo te cobra o dobro, mas só porque Deus sabe que você é capaz!
⁠Pai Criador, Infinitamente santo, glorificado, exaltado e amado é o Teu nome. Recolho-me em minha mais singela condição para elevar minhas palavras a Ti, expondo-Te o meu amor, mas submetendo-me sempre à Tua vontade.
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⁠Pai Criador, Infinitamente santo, glorificado, exaltado e amado é o Teu nome. Recolho-me em minha mais singela condição para elevar minhas palavras a Ti, expondo-Te o meu amor, mas submetendo-me sempre à Tua vontade. E mesmo entendendo que tens presciência de tudo o que quero falar-Te, e que sabes o que preciso muito mais que a mim mesmo, suplico: Que a Tua verdade prevaleça sobre mim, mas que eu não queira sobrepor a minha verdade à quem quer que seja. Que a Tua luz me ilumine plenamente, mas que eu não queira impor a Tua luz aos olhos de ninguém. Que o Teu amor e a Tua bondade sejam assimilados pelo meu ser, e que esse mesmo amor seja transmitido por mim aos meus irmãos. Que a Tua grandeza e plenitude me alcancem, mas que só a humildade seja por mim vivenciada. Que a Tua onisciência me afaste da ignorância, mas que eu sempre respeite as limitações daqueles que me perseguem. Enfim, Senhor, afasta-me de minha própria pequenez, fazendo o Cristo viver em mim. Mas, quando meus pés vacilarem, como Pai zeloso que és, que em Teus “braços” me afagues, para que na maldade eu não fique esmaecido. E assim, com o coração aberto a Ti, exaltar-Te-ei por todos os séculos e séculos. Teu filho,

LIBERDADE: QUAE SERA TAMEN “Ainda que tardia” te tenha, ó Liberdade,
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LIBERDADE: QUAE SERA TAMEN “Ainda que tardia” te tenha, ó Liberdade, não porque te falte o tempo, mas porque te deram o atraso pela corrupção. Tenho-te não como quem espera, mas como quem sustém. Não te recebi pronta, fiz-te em pressão, em retenção lúcida, em consciência que não se vende. Não nasceste tarde. Foste feita tardar. Foste contida, retida, ensinada ao atraso como método vil dos que precisavam do tempo para roubar o sentido. Chamaram-te sera como se o tempo te diminuísse, como se a demora te maculasse, e não como se o adiamento denunciasse a fraqueza dos que nunca suportam o peso do absoluto. Mas eu sei: teu tempo não é concessão. É finalidade. Enquanto te adiavam, eles aprendiam a corromper. Enquanto te soterravam, ensinavam-te a resistir por dentro. E quando a corrupção se fez mestra, não te destruiu: revelou-se. Porque ao ensinar o atraso, ensinou também quem não sabe esperar sem apodrecer. Do quinto antigo ao jugo de agora, muda-se a sigla, conserva-se a sangria; troca-se o selo, persiste a cobrança, e o tempo aprende a mesma tirania. Estado mais denso que o peso da serra, que em letra de lei destila a usura fria, drena no código o suor do fundo e chama de ordem o que é mineria. Dinastias de sombra, herdeiros do dolo, que transmitem o vício como capitania; fazem do saque sua regra primeira, sustento moral de quem nada cria. Do espólio fizeram condição de vida, sine qua non de sua vilania; pois onde a liberdade exige obra, eles subsistem de atraso e sangria. Onde estão agora os seus brados? Onde o clamor dos que gritavam posse e confundiam voz com direito? Do povo, só a dor! Calaram-se, não por virtude, mas por cárcere. Pois quando a Liberdade lhes fugiu; não tiveram dentro de si lugar onde habitá-la. Tenho-te, Liberdade. Não como ideia, mas como fim. Não como abstração, mas como decisão. Não te devo ao tempo. O tempo é que te deve a mim. E ainda que digam que vens tarde, sei: tardio é o mundo que não suporta o peso do que é absoluto. Não mais “ainda que tardia”. Mas Liberdade; mesmo quando feita tardar, permanente. Mesmo quando silente, imperativa. Pois com a verdade, “quae sera tamen, Libertas”.