Pular para o conteúdo

Frase de Sebastião Santos Silva

⁠URANDI-PIONEIRO EM EDUCAÇÃO Estudar antigamente era uma dificuldade; não tinha ensino público e professor era raridade. Quem tinha condição contratava professor pra ensinar dentro de casa e ainda pagava baixo valor. A mulher urandiense foi vítima do machismo. Escola era só pra homem; mulher aprendia catecismo. Quando surgiu escola pública, a mulher teve inclusão; estudando na mesma escola, mas mantinha a separação. Quando criaram o Ginásio foi uma grande revolução. Urandi foi pioneiro nesse nível de educação. Era escola particular, continuava elitista. Pouca gente estudava, mas era uma conquista. A cantina de D. Edith e Anita vale muito a pena lembrar, mas D. Odília, Edson e Edi também não pode apagar. O acesso à educação básica foi no fim do século passado. Agora todo mundo estuda, só basta estar interessado. Urandi tem filho famoso, tem muito filho graduado. São frutos que colhemos com nosso ensino ofertado.

Sebastião Santos Silva

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Sebastião Santos Silva

⁠A CIDADE DOS GARIMPEIROS Quando fez a linha do trem, Urandi cresceu tanto
Continuar lendo

⁠A CIDADE DOS GARIMPEIROS Quando fez a linha do trem, Urandi cresceu tanto com aumento da população, que causava até espanto. O famoso bairro DC-5 é homenagem ao Departamento. Ele era uma outra cidade com mais desenvolvimento. Tinha as casas de turma, também lagoa pra lazer, as casas dos engenheiros e até cinema pra ver. O almoxarifado foi aproveitado pra funcionar o Centro Educacional. O antigo Ginásio de Urandi é hoje o Colégio Estadual. Tinha uma casa de bela arquitetura que serviu depois de Casa Paroquial e muitas casas viraram residências nas proximidades do atual hospital.

⁠PARALELEPÍPEDOS Urandi era conhecida pelo seu clima agradável;
Continuar lendo

⁠PARALELEPÍPEDOS Urandi era conhecida pelo seu clima agradável; com sua brisa incessante e com um título inegável de ser uma cidade verde, mas hoje é contestável. Foi a cidade do Brasil onde o verde encolheu; cortou tanta árvore, que o clima adoeceu e não plantou nenhuma, onde o crime ocorreu. O vestígio é encontrado em toda rua da cidade. Onde havia sombra, hoje tem claridade. Os tocos são as provas da irresponsabilidade. O calçamento era de pedra, como tudo começou. Dava um aspecto bucólico de cidade do interior. Deixava o clima ameno; agora o calor aumentou. Com ideias modernistas, trouxe asfalto e jogou. Com esse tapete preto a temperatura aumentou; sem ter mais infiltração a cidade toda inundou. Em nome do progresso tanta coisa que acabou. Surgiu o verde do semáforo, mas o verde da árvore cortou. O tapete preto serve de luto, porque o calçamento o enterrou.

⁠INCELENÇAS NA SENTINELA Muita cultura nordestina A Bahia está incluída.
Continuar lendo

⁠INCELENÇAS NA SENTINELA Muita cultura nordestina A Bahia está incluída. Urandi também faz parte, Pois sua terra está inserida. Todo povo tem a cultura De como enterrar defunto. Urandi também tinha a sua, Veja como era o assunto. Velório antigamente Era muito traumático, Porque ficava angustiante Com o ritual dramático. Bebia muita cachaça E cantava o tempo inteiro. Batucava fazendo caixão E o povo era um desespero. Na hora que morria Colocava vela na mão; Abria porta e janela, Ainda fazia muita oração. Dava banho dentro de casa, Enchia boca e nariz de algodão, Estendia o corpo no banco E atava a cara e pés com cordão. Cobria o corpo com lençol, Acendia do lado um candeeiro. Até a mortalha ser costurada, Saia a procura de um coveiro. Só enterrava com 24 horas, Não preocupava se ia feder. Se o caixão ficasse pesado, Caçava uma vara pra bater. Muitas vezes transportava na rede, Atava cordão de São Francisco, Carregava também em escada Embrulhado com pano de risco. Só enterrava com sete palmos E a família toda vestia luto; Chamava quem morreu de finado E hoje esse nome nem mais escuto.

⁠VILLA URANDY Saudoso era o tempo do pequeno arraial,
Continuar lendo

⁠VILLA URANDY Saudoso era o tempo do pequeno arraial, com casarões e sobrados no estilo colonial. A praça era um largo de terra arenosa e grama. Só tinha um tamarindeiro, quando chovia só virava lama. As ruas eram poucas, pareciam mais com vielas. As pontes de madeira pareciam mais com pinguelas. As casas coladas nas outras eram de influência portuguesa. A pobreza morava no casebre; os casarões eram da classe burguesa. Pegavam água no rio com lata ou com pote; buscavam lenha no mato e enchia de água o corote.