Pular para o conteúdo

Frase de Luis Mateus

⁠E lá tudo era perfeito… Lá, ninguém era cego ou mau olhado Porque eram todos Reis do Reinado; Não havia roubos ou ladrões, Nem corretivos ou cem perdões; Eram amigas, a pressa e a perfeição; Quem caçava com gato, tinha cão; Havia galhos para todos os macacos E promessas não caiam em sacos; Águas nunca vinham em bicos, Os espertos não eram Chicos E todo o pecado era omisso! O feiticeiro era amigo do feitiço E este não se virava a ninguém; Não havia mentiras a beijar bem, Todas socavam com verdades; Casas não tinham portas e grades Pois não haviam almas gulosas. Lá dentro havia um mar de rosas Na carta fechada do casamento Porque todo o mar era bento. As rosas não tinham espinhos E gaviões não seduziam ninhos. As cercas não eram puladas Nem por bruxas nem por fadas; Maridos diabos eram santos; Não havia querelas pelos cantos; Judas era coisa que não havia Nem sequer no dicionário; O vinho não batia nas cabeças E a culpa casava-se sempre Quanto mais não seja Com o confessionário!

Luis Mateus

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Luis Mateus

⁠Amo-te assim! Amo-te assim, como o fogo ama arder E arremessar calor e luz do seu ninho;
Continuar lendo

⁠Amo-te assim! Amo-te assim, como o fogo ama arder E arremessar calor e luz do seu ninho; Quero assim como ele, amar-te e morrer Contigo e assim arder devagarinho. Amo-te assim meu amor, e lá mais adiante Quando formos pó, poeira e coisa nenhuma, Debaixo da terra, serei teu amigo e amante, Serei teu mundo, até que ele nos consuma. Amo-te assim, tão-só e simplesmente, Que tão certo é Deus ser fé e piedade Como a minha boca que não te mente Ou estrelas e astros terem gravidade! Perca eu a voz, o chão e tu e de repente, Se este soneto não é, todo ele verdade.

⁠O primeiro amor Antes de tudo e todos, vem o primeiro Encanto, beijo, paixão, ou amor talvez,
Continuar lendo

⁠O primeiro amor Antes de tudo e todos, vem o primeiro Encanto, beijo, paixão, ou amor talvez, Uma flor que se dá ou não por inteiro Ou o primeiro amor ou a primeira vez. Pousa a borboleta na flor de um jeito, Que no mel de seu ventre faz encosto, Como o tolo coração, que fora do peito Bate, antes de lhe bater um desgosto. O primeiro beijo é tépido e desajeitado, A prima paixão, tonta e sem medida E a primeira vez é um céu estrelado! Nada é eterno! Tudo é início e partida. E o primeiro amor dura só um bocado Até vir o primeiro desgosto da vida.

⁠Profetas Papaloni Certas tolas manadas de burlados credores Carregam profetas ilusionistas em andores
Continuar lendo

⁠Profetas Papaloni Certas tolas manadas de burlados credores Carregam profetas ilusionistas em andores Que amestram uma tal curvada humanidade Num certo pasto d’uma reles fraternidade! Dizem cuidar d’um tal rebanho espremido, Da ovelha que lá foi e não devia ter ido, Como a que não sabe por onde tem andado: Se submissa, a pecar ou a roçar o pecado. Papaloni é ser um tal pastor engenheiro De questionável fé e duvidosa salvação, Que através de um tal medo aduaneiro, Cobra ao mundo uma certa contribuição, Porque uns dão um desatento dinheiro A uma irmandade atenta à desatenção.

⁠Mentir o amor A mentira severa que dura Engana a boca que a profere!
Continuar lendo

⁠Mentir o amor A mentira severa que dura Engana a boca que a profere! É lobo sem lei nem bravura! É cordeiro em pele de engodo Que a todos dor confere. Vai cavando a sua sepultura E conspurcando de mágoa, O algodão que tinha no princípio. A língua ensanguentada É limpa depois com tintura, Pra desinfetar culpas e aflição! E nas entrelinhas do seu errar, Vai pedindo ao amor, Perdão! Mentir, Quem não usou já dessa pomada? O problema da mentira É a sua incontinência! Quando já nada a segura! Quando ela vira gente E mente, mente, mente!