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Frase de Miriam Da Costa

É Agosto o mês do Senhor da Terra SILÊNCIO! Ele vem coberto de palha pisando firme o chão do mistério. É Omulú aquele que cura com as mãos que também sepultam. Orixá da beira da vida do fim e do renascer. Dono dos segredos do corpo e do destino dos homens. A ele, Respeito! A ele, Silêncio! Pois onde ele passa, a doença se curva e a morte se cala. Atotô! Omulú! Pai dos humildes Senhor dos esquecidos habita as encruzilhadas da dor e os recônditos da esperança. Teu corpo é palha mas tua essência é chama que queima as pestes e aquece os frios da alma. Teus passos não fazem alarde mas transformam caminhos. Com teu ibiri varres o mal e planta o renascimento. És velho mas és o começo. És temido mas és abrigo. Teu silêncio fala onde nenhum homem ousa gritar. No mês de Agosto a Terra sussurra o teu nome Omulú! És o Rei da Terra! SILÊNCIO! E a cura desce com o mesmo peso da eternidade. Atotô! Omulú! Silêncio sagrado se faz presente. A Terra respira em teu compasso e sob teus pés florescem os destinos entre a morte e o milagre da vida. Que a tua palha nos cubra que teu axé nos cure que teu silêncio nos ensine. Salve o Senhor da Terra! Salve Omulú! Atotô!!! Sou filha Dele o Senhor da Terra e do Silêncio Atotô meu Pai! Trago no peito a palha e na alma o segredo dos que curam com o olhar e sepultam com o tempo. Sou feita de chão sagrado de cicatriz e poeira de passos lentos e firmes sobre a linha da vida inteira. Ele me ensinou o mistério de calar para ouvir e de morrer um pouco para poder ressurgir. Atotô! Meu Pai Omulú! Meu Pai de palmas fechadas recolho tua força no escuro e danço na tua luz velada. Me ponho em silêncio e gratidão diante da tua proteção. Atotô!!! Meu Pai! ✍©️@MiriamDaCosta

Miriam Da Costa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Podemos ferir impiedosamente com as palavras e torturar cruelmente com o silêncio.

Anteontem me embriaguei de realidade e - frágil -
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Anteontem me embriaguei de realidade e - frágil - acordei para mim com uma forte ressaca ontem senti saudade de mim daquela ternura do meu olhar e daquela doçura do meu sonhar daquela minha coragem timida e daquela minha timidez corajosa daquela minha bondade inata e daquele meu querer acreditar no mundo daquela minha sensibilidade estupida e daquele meu chorar por tudo hoje depois da ressaca terrivel acordei de novo em mim naquele mim que agora acredita somente em mim.