Podemos ferir impiedosamente com as palavras
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Podemos ferir impiedosamente com as palavras e torturar cruelmente com o silêncio.
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Podemos ferir impiedosamente com as palavras
Podemos ferir impiedosamente com as palavras e torturar cruelmente com o silêncio.
Quanto mais eu leio o rumor das pessoas, mais eu amo escutar o silêncio dos livros.
Existem momentos històricos que algumas pessoas gostariam de dizer:
Existem momentos històricos que algumas pessoas gostariam de dizer: Eu não estava presente.
E respiro a alvorada cinérea diluviando o efluvio de estro colorido.
A monstruosidade humana não pertence a nenhuma etnia e não há nenhuma nacionalidade mas possui o passaporte chamado humanidade.
Anteontem me embriaguei de realidade e - frágil -
Anteontem me embriaguei de realidade e - frágil - acordei para mim com uma forte ressaca ontem senti saudade de mim daquela ternura do meu olhar e daquela doçura do meu sonhar daquela minha coragem timida e daquela minha timidez corajosa daquela minha bondade inata e daquele meu querer acreditar no mundo daquela minha sensibilidade estupida e daquele meu chorar por tudo hoje depois da ressaca terrivel acordei de novo em mim naquele mim que agora acredita somente em mim.
Entre os suspiros e os soluços das palavras escuto a vida com a audição de pertencimento dos verbos e advérbios do viver e do sonhar
Entre os suspiros e os soluços das palavras escuto a vida com a audição de pertencimento dos verbos e advérbios do viver e do sonhar que pertencem ao meu olhar de poetica pertença.
Entre fios de letras soltas e trapos de linhas livres remendo palavras
Entre fios de letras soltas e trapos de linhas livres remendo palavras envoltas no manto bordado da poeira de poesia...
Palavras alastrando-se pelo chão ... a caneta convida o caderno … explosão quando transborda a inspiração
Palavras alastrando-se pelo chão ... a caneta convida o caderno … explosão quando transborda a inspiração eu nao sei estugar o lirismo è o meu caminhar a poesia é o meu pulsar
O que me faz ficar horrorizada nao é o horror humano em si mesmo mas sim
O que me faz ficar horrorizada nao é o horror humano em si mesmo mas sim a horripilante espetacularização do horror e a aptidão da humanidade a se acostumar com a quotidianidade e a banalização do horror.
nesse meu cenário componho versos e melodias preparação adequada pra todo sentimento contido
nesse meu cenário componho versos e melodias preparação adequada pra todo sentimento contido e pra toda emoção refreada eu ,completamente, toda mergulhada no tudo, incompleto, de mim recolho o perfume das estrelas maduras que caem no meu jardim de verdes divagações poeticas a delicateza do que sinto é demasiadamente forte que sem piedade açoita o meu sonhar e o meu viver então me liquefaço na poesia que irriga a vergôntea das minhas tardes e orvalha as petalas das minhas madrugadas...
A hipocrisia das datas celebrativas Todo dia é dia de algo porque todos os dias
A hipocrisia das datas celebrativas Todo dia é dia de algo porque todos os dias a humanidade esquece de tudo e sobretudo de todos.
Se as palavras não dizem nada ... é melhor não usá-las
Se as palavras não dizem nada ... é melhor não usá-las para doá-las o tudo do silêncio.
Ela chegou devagarinho, mas gritando tudo aquilo que o coração sussurrara inumeras vezes naqueles instantes em que as orelhas
Ela chegou devagarinho, mas gritando tudo aquilo que o coração sussurrara inumeras vezes naqueles instantes em que as orelhas estavam demasiadamente entretidas para escutar... e era estranho o fato que nada mais apunhalava, cortava e feria como antes, apenas doia, ardia e magoava delicadamente. Um desalento vigoroso se agarrou naquela tela guache prateada do anoitecer... era uma dor forte, bonita, profunda, calorosa e cheia de luz que chegou arrombando a porta trancada para iluminar outras telas, outras dores e outras inspiraçoes... lá no fundo ela tinha tanta doçura e tinha tanto medo de ferir as feridas expostas que se escondiam ...
Estiro os meus versos umidos no estendal da noite galgo as poças das expressões singulares
Estiro os meus versos umidos no estendal da noite galgo as poças das expressões singulares no eirado deserto e mudo o olhar goteja letras silentes o silencio transborda gotas de palavras acanhadas querendo virar frases poeticas ensopada a caneta estrondosa se ajoelha diante da folha prateada implorando o fim da poesia encharcada…
Antes eu me preocupava com o futuro agora eu me preocupo comigo e me ocupo do presente.
Bordarei versos e poemas no átrio das minhas madrugadas desenhadas de saudade.
Faz as pazes com os teus defeitos e me deixe em paz com os meus.
Trago nas alvoradas que me despertam uma poesia
Trago nas alvoradas que me despertam uma poesia que não se contém em mim.
Em silencio escrevo versos ululantes de vida
Me pergunto se ainda hà ouvidos que ouvem o poema que a chuva declama
Me pergunto se ainda hà ouvidos que ouvem o poema que a chuva declama e os meus olhos com uma marejada de versos me anaguam a alma me enxaguam o rosto derramando-me poesia...
A noite desnuda versos diante ao olhar das minhas palavras
A noite desnuda versos diante ao olhar das minhas palavras vestidas de lua.
Por muito tempo estive a ler uma saudade que o tempo nunca se cansou de me escrever
Por muito tempo estive a ler uma saudade que o tempo nunca se cansou de me escrever e hoje jà nao sei muito bem se leio a saudade de um tempo se é a saudade que se escreve no meu tempo ou se é o tempo que lê a saudade escrita em todos os meus tempos...
Me aprontei para acolher a Primavera deambulei pela cidade flanei pelo campo, pelo bosque e pela praia
Me aprontei para acolher a Primavera deambulei pela cidade flanei pelo campo, pelo bosque e pela praia e no aguardo de respirar o nascer das flores inalei o despertar de uma dor amainada foi então que tirei a poeira do olhar abri a janela da alma e querendo abraçar a vida cruzei os braços e me apertei num abraço...