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Frase de Pietro Kallef

Saudade é um desespero pra quem sente, agonia é constante. Sinto vontade de te arrancar dos meus sonhos e lhe dar um enorme abraço, ausência é minha desinência. Desconjuntura emocional é o preço que pago por te perder, vivo a me reorganizar lentamente, pedaços de lembranças. Tento te manter por perto em cada gota de chuva, a cada assoprar dos ventos e a cada brecha de sol que entra sorrateiramente entre as cortinas escuras. Vou entrando porque está ficando frio aqui em frente de casa, lugar esse que conversávamos sem percepção de tempo, inicia-se o inverno. Não há mais dedos pra contar os anos em que saiu por aquela porta dizendo que seria uma viagem curta e que logo logo nos encontraríamos, se eu soubesse que o destino não cumpriria com o prometido teria partido contigo, sem hesitar. Tudo está do mesmo jeito que deixou, cada vestígio de sua existência me destrói e me arremessa contra as pedras deste imenso mar de solidão. Fico a imaginar como seria se estivesse aqui do meu lado, de quê iríamos achar graça, em que lugares iríamos, sobre o que brigaríamos e qual seria as artimanhas para a reconciliação, era certo o eterno. Daria tudo pra ouvir sua voz denovo, por favor, vem pra perto e me abraçe em silêncio e conte uma história até que eu adormeça e me faça acreditar que um dia te reencontrarei e acabarei com esta ausência, único motivo que me mantém respirando.

Pietro Kallef

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Pietro Kallef

Temos que ser fortes ao ponto de conhecermos nossas fraquezas.
Terminei algo que nunca começei, disse palavras revestidas de impressões cruéis, deduzi sem ter provas, atirei pedra e me devolveram flores, entristeci todos e a mim mesmo, reagi com imaturidade e prepotência, ergui minha cabeça a tal ponto que não enxergava mais o passado e velh…
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Terminei algo que nunca começei, disse palavras revestidas de impressões cruéis, deduzi sem ter provas, atirei pedra e me devolveram flores, entristeci todos e a mim mesmo, reagi com imaturidade e prepotência, ergui minha cabeça a tal ponto que não enxergava mais o passado e velhos amigos, andei desesperadamente sobre os trilhos que construí sozinho e que no final não me levaram a lugar qualquer. Te privei da pequena água e me mandaram chuva forte, gritei por ter perdido enquanto muitos choravam em silêncio, não quis escutar enquanto você falava e acabei ficando sem audição por longos anos, rezei pelo meu individualismo nos momentos em que muitos pediam por todos os seres humanos, chamando-os de irmãos. Escondi minhas imperfeições certo do imediatismo, mas, fui consumido pelo egocentrismo trivial. Falaram sobre novos tempos, dias melhores, um amanhã curador e até um travesseiro consolador - onde pusera a cabeça pesada. Cantaram hipocrisias de um final repleto de remissões e que assim os pecados desapareceriam, acreditei que ali tudo terminaria e descansaria em paz, porém, percebi que tudo havia me deixado e nem percebido tinha. Levantei as mãos e ajoelhei ao seu perdão. Permitiria me deitar ao chão? Mereço nada e um pequeno pedaço de solidão, não faça por mim e sim por você - alguém melhor que determinado "eu".

Feri princípios, ignorei o concreto, fingi não ver o plano real de um cartesiano, esqueci palavras que me destruíram por alguns instantes, me curei da chaga venosa, implorei um beijo, entreguei o meu todo, declarei os mais sinceros sentimentos, declamei Cecília, preparei o café a…
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Feri princípios, ignorei o concreto, fingi não ver o plano real de um cartesiano, esqueci palavras que me destruíram por alguns instantes, me curei da chaga venosa, implorei um beijo, entreguei o meu todo, declarei os mais sinceros sentimentos, declamei Cecília, preparei o café amargo, levitei seu corpo sobre o meu e ali permaneci quieto para não te acordar. Fui cego e deixei de ouvir o receio alheio até que fosse suportável para você. Eu nunca pensei em como me livraria desse amor, desejava apenas ter o toque, o cheiro, a saliva, o olhar e os cabelos sobre meu corpo. Procurei no jardim o trevo da sorte, fiz figas, rezei, prometi e cumpri, fiz análise e greve de fome, mas nada teve efeito sobre você. A porta ainda continua entre aberta, para não dizer escancarada e lhe transparecer desespero e solidão, mas, é bem o que representa. Antes, migalhas de você, hoje lembranças. Quando ouvir a nossa música e sentir uma palpitação ou uma vaga recordação, volte e me cubra de luz, somente luz. Infelizmente fui feliz e isso é péssimo.