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Frases de Pietro Kallef

169 frases

ABRIL Amar não é o Bastante e nos
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ABRIL Amar não é o Bastante e nos Resta apenas Ignorar os medos e os receios para Libertar o coração que clama por uma sincera paixão.

Terminei algo que nunca começei, disse palavras revestidas de impressões cruéis, deduzi sem ter provas, atirei pedra e me devolveram flores, entristeci todos e a mim mesmo, reagi com imaturidade e prepotência, ergui minha cabeça a tal ponto que não enxergava mais o passado e velh…
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Terminei algo que nunca começei, disse palavras revestidas de impressões cruéis, deduzi sem ter provas, atirei pedra e me devolveram flores, entristeci todos e a mim mesmo, reagi com imaturidade e prepotência, ergui minha cabeça a tal ponto que não enxergava mais o passado e velhos amigos, andei desesperadamente sobre os trilhos que construí sozinho e que no final não me levaram a lugar qualquer. Te privei da pequena água e me mandaram chuva forte, gritei por ter perdido enquanto muitos choravam em silêncio, não quis escutar enquanto você falava e acabei ficando sem audição por longos anos, rezei pelo meu individualismo nos momentos em que muitos pediam por todos os seres humanos, chamando-os de irmãos. Escondi minhas imperfeições certo do imediatismo, mas, fui consumido pelo egocentrismo trivial. Falaram sobre novos tempos, dias melhores, um amanhã curador e até um travesseiro consolador - onde pusera a cabeça pesada. Cantaram hipocrisias de um final repleto de remissões e que assim os pecados desapareceriam, acreditei que ali tudo terminaria e descansaria em paz, porém, percebi que tudo havia me deixado e nem percebido tinha. Levantei as mãos e ajoelhei ao seu perdão. Permitiria me deitar ao chão? Mereço nada e um pequeno pedaço de solidão, não faça por mim e sim por você - alguém melhor que determinado "eu".

Feri princípios, ignorei o concreto, fingi não ver o plano real de um cartesiano, esqueci palavras que me destruíram por alguns instantes, me curei da chaga venosa, implorei um beijo, entreguei o meu todo, declarei os mais sinceros sentimentos, declamei Cecília, preparei o café a…
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Feri princípios, ignorei o concreto, fingi não ver o plano real de um cartesiano, esqueci palavras que me destruíram por alguns instantes, me curei da chaga venosa, implorei um beijo, entreguei o meu todo, declarei os mais sinceros sentimentos, declamei Cecília, preparei o café amargo, levitei seu corpo sobre o meu e ali permaneci quieto para não te acordar. Fui cego e deixei de ouvir o receio alheio até que fosse suportável para você. Eu nunca pensei em como me livraria desse amor, desejava apenas ter o toque, o cheiro, a saliva, o olhar e os cabelos sobre meu corpo. Procurei no jardim o trevo da sorte, fiz figas, rezei, prometi e cumpri, fiz análise e greve de fome, mas nada teve efeito sobre você. A porta ainda continua entre aberta, para não dizer escancarada e lhe transparecer desespero e solidão, mas, é bem o que representa. Antes, migalhas de você, hoje lembranças. Quando ouvir a nossa música e sentir uma palpitação ou uma vaga recordação, volte e me cubra de luz, somente luz. Infelizmente fui feliz e isso é péssimo.

Agora é quase o outro dia e já bate às janelas dos meus olhos um efeito substancial que alguns chamam de sono e talvez a melhor saída seja eu me render a desfalência, pois, é somente o que eu tenho. Quem sabe assim, eu consiga sonhar com você e com tudo o que eu desejaria viver,…
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Agora é quase o outro dia e já bate às janelas dos meus olhos um efeito substancial que alguns chamam de sono e talvez a melhor saída seja eu me render a desfalência, pois, é somente o que eu tenho. Quem sabe assim, eu consiga sonhar com você e com tudo o que eu desejaria viver, para que no fim, próximo ao despertar tardio, eu possa rabiscar o desenho da sua face que se fixou além da minha mente, foi na alma e coração, foi recordação.

Escolhas Parei e pensei, mas desisti de seguir por alguns instantes, depois continuei a pensar por várias outras vidas tudo aquilo que decidi abdicar para te ter durante certos tempos de vivência. Não dá mais pra te ver partir aos domingos. O abstrato tornou-se real aos meus olh…
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Escolhas Parei e pensei, mas desisti de seguir por alguns instantes, depois continuei a pensar por várias outras vidas tudo aquilo que decidi abdicar para te ter durante certos tempos de vivência. Não dá mais pra te ver partir aos domingos. O abstrato tornou-se real aos meus olhos querido, muitas visões conturbadas me fizeram perder o certo e objeto, e o que ganhei? Falsas flores, risos indigestos, palavras insinceras e um "eu te amo" que veio de qualquer lugar, menos do coração - esse onde eu queria que sentisse. Soprei a janela do nosso 13º antigo ócio - que alguns chamam de apartamento, tudo que dizia ser tudo e fiquei com nada julgado agora como meu tudo, meu recomeço. Certos garotos, dentre outros garotos, são como eu: crédulos. Acreditei pelo encejo de crer o que seria pra sempre, mas sonhos em conjunto podem ser individuais se percebido de perto e dentro do que se guarda entre lágrimas e beijos. Junte tudo o que for meu e leve consigo, parece clichê tais palavras - que seje, apenas me deixe com este abajur de cor pardo e o tapete velho ao solo, refletirei por aqui. Fecham-se a temporada de caça aos amores, abre-se um lindo sol que reluta a me iluminar aos dias de sábado e mostrar que existe vida após você. Esse planeta passa a girar em torno da minha vida a partir de hoje, a partir de todos os dias. Quero esquecê-lo e me lembrar de que há uma alma habitada no mais simples e inocente "ser".

Hoje talvez signifique alguma data desagradável para comemorar, eu necessitava desabafar às minhas palavras, elas não me julgam, apenas cedem suas formas em meio ao ninho de palavras cruzadas que me atravessam feito o vento, invisível. Andei pela cidade pequena e chorei desespera…
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Hoje talvez signifique alguma data desagradável para comemorar, eu necessitava desabafar às minhas palavras, elas não me julgam, apenas cedem suas formas em meio ao ninho de palavras cruzadas que me atravessam feito o vento, invisível. Andei pela cidade pequena e chorei desesperadamente por grandes sintomas de ausência, deixei que as lágrimas escorressem por todo o rosto, para expor a todos cada cicatriz, mas ninguém me parou para perguntar se estava tudo bem, passei - despercebidos. Comprei um cigarro e começei a fumar, eu precisava adquirir novos hábitos, bebi uma "doses" de whisky, tonto estou, errante sou. Quem esbarrou sobre meus ombros, foi você? E por que não me pegou no colo e levou pra casa? O seu cheiro ainda está lá querido, feito brisa que inalo às margens da esperança de um retorno. O chão está alto, pareço flutuar e assim finjo embreagar, pois, viver na lucidez é tortura e me obriga a ver o quanto deixei de ser, isso agora é poesia? ou hiprocrisia? assumo: sou. Deleite-se sobre minhas inverdades e deseje apenas a verdade ao longo desta existência, faça isso por você, somente. Quando resolver libertar-se da vã reflexão e permitir que os sentimentos lhe conduza me encontre no Parque Guimarães Rosa, como da primeira vez, no mesmo tapete verde que nos cobria, não conseguimos sair de lá ainda, não é mesmo? Presos sobre certas convicções. Escurece e a melancolia das próximas horas me dilacera, parte em partes, assim, retorno pela ponte de madeira e noto quanta água há a minha volta. Piso fundo que nem sinto a quantos pés estou, de longe as lanças da Igreja do Bom Jesus parece me recompor a paz, comprovando que tudo tem um certo fim, era o dia do seu casamento. Corri pelos fundos, não estava para arruinar e sim para prosseguir, eu precisava ver com os olhos que me roubou. Tocam sinos, minha marcha fúnebre embala, me retraio e lhe vejo: feliz e realizado. Aos céus grãos de arroz, latas de refrigerantes vagabundos rastejam sobre o mesmo chão, inóspido e cinzento, abraço forte a noite e me convido a fugir sem nenhum vestígio ou memória. Voltei descalço sentindo os estilhaços de velhos tempos, tropeçando sobre os mesmos buracos que cavei contigo, passei pela àquela nossa árvore riscada com nossas iniciais e adormeci ali mesmo, sem perceber. No dia seguinte, onde eu estava antigo amigo? Mendigando não por pão, mas por amor, o seu amor. Já é hora de colocar um ponto final nos vários finais que imaginei à nossa história, melhor, minha.

O Fim Fechei meus olhos com a força de um alguém desejando nunca mais abrí-los, deitei sobre o chão do seu quarto tentando encontrar um encaixe confortável, desenhei sobre suas paredes verdades com os mesmos dedos que te acariciavam, sai pela janela em meio a madrugada, porque,…
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O Fim Fechei meus olhos com a força de um alguém desejando nunca mais abrí-los, deitei sobre o chão do seu quarto tentando encontrar um encaixe confortável, desenhei sobre suas paredes verdades com os mesmos dedos que te acariciavam, sai pela janela em meio a madrugada, porque, simplismente ela sempre esteve aberta, era minha única rota de fuga planejada enquanto jogava xadrez sozinho, não havia coragem para sair pela porta da frente, iam me ver desistir. Dançei ao som da tristeza nos dias quentes que lhe esperava com um copo vazio, pois, toda água ali contida escorreu sobre meus olhos, sussurrei dentro de você o quanto eu estava sufocado, a sua liberdade era cruel demais para minha simples vontade de te ter, menti quando me perguntavam se eu era feliz, porque talvez assim, eu acreditaria em algo novamente, brotei fé dentro de secas sementes de ilusão, você separou pedaços de mim. Li aquele livro que trazia fotos de pássaros e suas classificações só para me aproximar quando seus olhos me atravessavam em meio ao seu trono hostil onde sempre sentava quando eu lhe dirigia qualquer palavra, inclusive "te amo". Rezei para não me perder, te implorei pra me tirar deste apartamento e me levar para ver nascer o sol, eu precisava te respirar. Sonhei com mudanças tuas, fixei na porta da geladeira pistas de onde eu poderia estar nos domingos de manhã. Andei sobre as ruas, querendo partir, senti cada gota de chuva que escorria sobre meu corpo, eu pude sentir a sua presente ausência. Ontem te vi feliz, você realmente é outro ser quando não estou por perto, é admirável, doce e inteligente, tudo o que me conquistou, vi até sorrisos pelo reflexo do vidro daquele restaurante que era nosso, onde me puxou pelo braço e me levou ao centro do salão me envolvendo com promessas de um "pra sempre", enfrentamos quase tudo, menos nós mesmos. Hoje não me pergunto mais o "por quê" de não ter me ligado ou corrido atrás de mim quando sai da sua vida, aceitei a escolha que fiz sem ter uma certeza sua, preferi te deixar fora disso, apenas despertei do meu pesadelo. Certamente, eu não suportaria ouvir de você o que já tinha se acabado, estava escancarado. Conheci seu novo amor, quando fui buscar a minha velha camisa preferida e fui informado inocentemente que tal relação já existira bem antes, não desarmei meus votos de felicidade, me manti forte e quero continuar assim. Desci do prédio pelas escadas para dar tempo de erguer minha cabeça e andar sem nunca mais olhar pra trás, já é hora de seguir e deixá-lo viver, mas, não pense que perdi, porque ganhei o mais sincero dos amores: o próprio.

Logo pela manhã não vi o sol, um cinza quase negro me cobria, haviam folhas secas na varanda que foram destroçadas quando andei, um forte vento me deixou em estado de surdez e um assovio longe me convidava a guiá-lo, corri pra ver o que me esperava atrás dos pés de amora do Senho…
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Logo pela manhã não vi o sol, um cinza quase negro me cobria, haviam folhas secas na varanda que foram destroçadas quando andei, um forte vento me deixou em estado de surdez e um assovio longe me convidava a guiá-lo, corri pra ver o que me esperava atrás dos pés de amora do Senhor Cazé, fui ficando com medo da intensidade de uma quase canção cantada aos lábios de alguém, posicionei minha cabeça a frente e os pés recuados e trêmulos, porém, não desisti como sempre fazia nos dias ensolarados. Começam a cair verdades do céu em diferentes formatos, depois, caíram estrelas cor de gelo, até então não entendia o que se passara ali, a cidade parecia que estava morta, nada se movia além de mim, gritei o mais alto que pude fazer para te avisar que era hora de despedir, senti algo despreender de minhas costas, como se descolassem os ossos, era uma dor insuportável. Derrepente, um clarão amarelo foi surgindo àquela paisagem triste e me senti flutuar, dando até frio na barriga continuei subindo lentamente na linha do tempo que sempre desprezava, eu era eterno aos meus hábitos. Vi retratos antigos, amigos chorando e erros omitidos, mas, o que mais me assustou, foi ver minha própria imagem lá de cima, como se fosse um espelho que não me respondia com movimentos sinceros de perdão, fui desaparecendo entre silêncio e frustração. Mandarei cartas, postais e sinais para os que amei, brotarei rosas no seu jardim querido, te molharei com chuvas de saudade, gritarei pelos trovões a minha vontade de te abraçar e te beijarei suavemente no pouso das borboletas. Continue comigo, pois, jamais te deixarei sozinho nas lembranças, segurarei firme suas mãos até o nosso reencontro nas nuvens ao norte, onde a lua permite sonhar.

Estações Quando acordei já era hoje, havia um sol tão forte que queimava a minha pele como ácido de minhas próprias criações, me fechei dentro de mim por todo o verão, não vi as crianças correrem na praia atrás de uma felicidade simplória, não observei o passeio do casal de velh…
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Estações Quando acordei já era hoje, havia um sol tão forte que queimava a minha pele como ácido de minhas próprias criações, me fechei dentro de mim por todo o verão, não vi as crianças correrem na praia atrás de uma felicidade simplória, não observei o passeio do casal de velhinhos que moram no andar de cima do meu apartamento, que costumeiramente saiam com seus chapéus de pano e um óculos bem engraçado todas as tardes com seus dedos entreleçados, parecendo não deixar que o suor do cansaço os separassem, não escutei as músicas que mais tocaram nas rádios e fizeram a trilha sonora na vida de muitos vivantes, não fui beijado por vários lábios, não pratiquei exercícios físicos que fortalecessem minha auto estima, não fui convidado para uma noite quente, em meio a risos e um total despreendimento sobre o dia seguinte, não alimentei os pássaros que suicidamente bateram no vidro da minha janela querendo entrar, não frequentei nenhuma exposição de artes ou uma temporalidade cultural que me inspirasse, não tomei aquele sorvete de maracujá que tanto gosto na sorveteria perto da revistaria do seu Pedro, não cantei no chuveiro depois de ter transpirado de tanta alegria, não tive conquistas, nem amores de estação, não dancei até perder as forças nas pernas, não me entreguei ao novo e desconhecido e muito menos me joguei do alto do morro agarrado em uma asa delta, não houve grandes aventuras e nem elevações em meu nível de adrenalina, foi apenas mais um verão que se passou. Agora, abro o guarda roupa e procuro minhas vestes de frio e me agasalho em plena nostalgia, tomo aquele velho vinho deixado na estante da sala para abrir com alguém especial, assim fiz, o bebi. Meu coração se aquece a cada vento frio e pego os álbuns de fotografia e me transporto a cada imagem que se mantêm viva dentro de minhas inócuas lembranças, ouço velhos discos e até me arrisco em alguns passos, mas, mesmo assim o silêncio da sala me agridem como punhais e o tempo faz questão de mostrar o quanto o calor da vida vibra, resolvi bater na porta dos meus vizinhos do andar de cima e lhe oferecerem um pedaço de queijo e me deparei com correspondências jogadas ao chão perto da porta, banhadas com uma leve poeira, quando repentinamente a voz do porteio me disse em meio a surpresa o que eu não sabia, chorei e desmoronei lentamente quase que acompanhando o toque das lágrimas em meu rosto, corri sem direção e gritei sobre as grades do prédio: "já é inverno", e mesmo assim meus pés não respondiam ao meu desejo de ultrapassar as barreiras que eu mesmo construi e poder ver aquelas pessoas e certos lugares, de me encantar com o nada, de rir das minhas peripécias, de fazer novos amigos e rever os antigos, de escrever uma carta de desculpas, de viajar e obter novas memórias, de retomar os meus projetos profissionais e sonhos pessoais, de deixar o coração bater até sentí-lo saltar pela boca, de me emocionar e realizar a auto cura que tanto espero. Não conseguirei resgatar todos aqueles dias de verão, mas posso transformar este inverno no começo da minha nova estação, pois, um dia ainda quero admirar o brilho deste planeta amarelo, sentir as cores me dominar, ler um livro no banco da praça e esperar que ali se aproxime a pessoa que tanto espero e me convide a ver o pôr do sol.

Desacreditar para acreditar Aboli do meu dicionário existencial a palavra "acreditar", parece ser profundo, mas, foi tudo tão superficial e individual. Resolvi seguir as suas instruções impressas em entre linhas, mensagens subliminares, olhares dispersos, indiferença notória, ag…
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Desacreditar para acreditar Aboli do meu dicionário existencial a palavra "acreditar", parece ser profundo, mas, foi tudo tão superficial e individual. Resolvi seguir as suas instruções impressas em entre linhas, mensagens subliminares, olhares dispersos, indiferença notória, agressividade robusta, fuga no responder e um vago espaço emanado do silêncio de uma indecisão. Cai a chuva na janela e cada gota representa uma lágrima própria e escoa sem parar algo contido, me sinto aliviado e descarregado de uma tempestade conflitante, ouço de longe os trovões da sua garganta me dizendo: não se prenda a nada e nem a mim, triste barulho que me partiu entre um antes e um novo agora que me espera ansioso para ser transformado em chamas vermelhas de vida - antes pálido e sem tons - não há tempo para reparar em pleonasmos, porque tudo se repete em um ciclo desequilibrado. O que me preenchia talvez volte a se reintegrar em alguma parte que escapou da auto-culpa e das reflexões racionais, grande avanço se considerar o passado como meu único modo de te esperar, em uma curta temporada cheia de restrições - aceitas sem contestações, pois, era o que eu tinha de você. Se soubesse o quanto queria me referir a sua inóspida representação com um teor de realidade e possibilidades, empregando muitos "se" com formatos impossíveis em minhas viagens frustrantes em torno do seu pensar, se entregaria ao que eu estava disposto a enfrentar sem desistir. Então, siga, sem pesares ou remorsos, sinônimos de um sigilo que guardarei, porém, sem um significado singular naquele meu velho dicionário que te disse ser. Abre-se um lindo sol que me liberta da cegueira momentânea e provocada que bloqueava uma aventura sobre novos horizontes. E que luz forte será aquela? Onde esteve durante toda a precipitação? Hoje, passo a "acreditar" que ela sempre esteve dentro de mim e com essa força de cura desconhecida pelo meu inconsciente. Assim, vou deixar essa luz invadir meu monótono e redirecionar os trilhos, pois, descobri que ainda sou capaz de me reconsquistar a cada dia mais e tudo isso não se torna contrário ou utópico quando somos capazes de reproduzir um amor alheio àquele sentido por nós mesmos.

Hoje fui ao cinema e quando as luzes se ascenderam continuei sentado ali, imobilizado e observador, notei que ao sair eu não tinha alguém para comentar sobre o filme, para dar risadas sobre as impressões que tive, para segurar a minha mão e caminhar até a saída. Fiz o trajeto até…
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Hoje fui ao cinema e quando as luzes se ascenderam continuei sentado ali, imobilizado e observador, notei que ao sair eu não tinha alguém para comentar sobre o filme, para dar risadas sobre as impressões que tive, para segurar a minha mão e caminhar até a saída. Fiz o trajeto até meu carro tentando não refletir sobre o que estava escancarado e eu relutava em disfarçar. As luzes da cidade me cegava e se embaçavam com as lágrimas que insistiam em tornar o chão como seu objeto de libertação e redenção. A minha garganta deu-se um nó, daqueles de marinheiro, complexos em desvendar a ponta que desafogaria as minhas mágoas. O meu corpo queimava em constante ardência por permanecer com aquela verdade congelada. Com isso, tirei uma simples e louvável solução: não irei mais ao cinema, prometo.

Acho que encontrei a cura para todo o meu mal, um pesar reproduzido por alguém que hoje não tem nome, referência ou algum sentido qualquer, mas, não foi fácil e está sendo complicado agora. Passei de fase, assim como nos jogos eletrônicos, vivendo etapas, lutando contra vilões e…
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Acho que encontrei a cura para todo o meu mal, um pesar reproduzido por alguém que hoje não tem nome, referência ou algum sentido qualquer, mas, não foi fácil e está sendo complicado agora. Passei de fase, assim como nos jogos eletrônicos, vivendo etapas, lutando contra vilões e no fim perdendo para o grande chefão: o coração. Neste divertimento constante não consegui zerar o jogo e caminhar por trilhos vencidos, fui derrotado pela minha insistência em persistir. Conseguir esquecer aquela lembrança adorável é devastador, cruel e racional, mas, por que tudo continua se escondendo dentro da fortaleza inabalável que criei? É a minha escolha, advinda de uma vontade necessária e mecânica. Entre linhas e angústias estou recomeçando um novo começo, apesar de saber que você estará lá no fim, com o seu olhar julgador e os braços cruzados esperando que eu te desarme e vença sozinho uma batalha que já ficou chata, sem significado ou simplismente, sem amor.