Frase de Vi Cianci
AÇÚCAR Sempre quis ir pra fora da curva; Deve ser querer aparecer. Eu roteio essa órbita, Eu não quero falar sobre empatia na internet - eu quero ajudar a menina com as malas. Eu não quero apontar caráter - Eu quero ser coerente. Eu não quero sorrir nas fotos - Eu quero sorrir pro gari, pras crianças, pros cachorros, pro meu chefe, pra quem precisa e pra quem não precisa. Noutro dia um moço sentado no chão com um cobertor retalhado gritava no morno da calçada paulistana: "- Hoje é dia 2???? É dia 2???" Eu quero parar, olhar ele nos olhos e dizer: "- Mas eita, JÁ? Não é 1, não? Nossa senhora, moço. Já é dois, mesmo." Assim foi, assim é, assim será. Eu desenho por fora das bordas, Eu quero entender o porquê de vocês gostarem tanto dessa música. Ouve essa aqui também. Eu pego o caminho detrás, Eu quero admirar minhas amigas; tão inteligentes... e quero que conheçam um pouco da minha sensibilidade. Eu ligo os pontos do avesso, Tenho sido linchada, demitida, excluída, vexada e abandonada. Tudo por chorar demais. As pessoas não sabem como se sentir a meu respeito - parece que me amam, me odeiam, tudo junto. Pode ser que eu sou metade amável, metade odiável, mesmo - ou pode ser esse movimento. Odioso que eu faço. Gracioso. Infindável, inerte ou cansativo. Eu começo pelo fim, A gente poder surfar nas afetividades sem o ódio do movimento; Eu como o doce antes, Eu tô tentando mexer o açúcar que tá no fundo. Ajuda aí. Vi Cianci
No pensador.ai desde