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Frase de Ana Claudia Fuschini

Outono Outono! As folhas douradas, em queda livre, Espalham-se dançando com o vento, Num frenesi de liberdade. São cores, formas, Vida que se vai, Mas que não perde a beleza em seu movimento. As árvores despem-se lentamente, E o chão se torna um mosaico De formas e cores. Um tapete dourado de memórias e saudade, Ecoando em cada passo Do caminhante sonhador. As folhas que caem São como páginas de livros, Que contam histórias de um tempo que se foi, Sussurradas no ouvido Pela brisa outonal. Com suas folhas amarelecidas, O outono lança seu convite à reflexão: A se despir das certezas, E olhar atentamente para os ciclos da existência, Para a impermanência da vida. E encontrar, no chão, A beleza da efemeridade da essência. (Outono)

Ana Claudia Fuschini

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Pensador.com

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⁠Cai a tarde de domingo... o tempo escorre, esvai-se pouco a pouco
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⁠Cai a tarde de domingo... o tempo escorre, esvai-se pouco a pouco como um suspiro antigo que já não se ouve mais. A kalanchoe amarela no parapeito resiste — minha pequena explosão de sol em um mundo meio gasto, meio silenciado. Pelas ruas, vagam transeuntes perdidos em si mesmos. Já não sabem quem são, nem quem foram um dia — apenas seguem. Lá fora, o vento hesita, como se lembrasse de outros domingos idos, com passos, com vozes atravessando as horas sem pedir licença, avançando sempre... Há uma beleza única nesse momento — e ela não grita, sussurra em amarelo nas pétalas da kalanchoe, no breve toque do vento em meus cabelos antes de seguir seu perpétuo curso. (Kalanchoe Amarela)

A chuva começou sem aviso, como uma visita antiga que ainda sabe o caminho. As gotas caem lentas no vidro,
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A chuva começou sem aviso, como uma visita antiga que ainda sabe o caminho. As gotas caem lentas no vidro, escorrem como pensamentos que eu não contei pra ninguém. Lá fora, os prédios parecem quietos, observando a cidade de ombros baixos. O céu tem cor de lembrança... meio cinza, meio azul desbotado, igual às tardes em que eu esperava pela janela o sol voltar, sem pressa. O cheiro de café se mistura com o cheirinho de chuva, e por um instante tudo parece caber nesse pequeno silêncio: a infância, o riso de alguém que ficou longe, as músicas que tocavam no rádio na velha cozinha. No fundo, acho que gosto dias assim, em que o tempo desacelera e a gente se encontra em pedacinhos: num reflexo, num gole, numa lembrança que ainda sabe meu nome e me chama: — Ana?! (Tarde chuvosa)