Frase de Ana Claudia Fuschini
Cai a tarde de domingo... o tempo escorre, esvai-se pouco a pouco como um suspiro antigo que já não se ouve mais. A kalanchoe amarela no parapeito resiste — minha pequena explosão de sol em um mundo meio gasto, meio silenciado. Pelas ruas, vagam transeuntes perdidos em si mesmos. Já não sabem quem são, nem quem foram um dia — apenas seguem. Lá fora, o vento hesita, como se lembrasse de outros domingos idos, com passos, com vozes atravessando as horas sem pedir licença, avançando sempre... Há uma beleza única nesse momento — e ela não grita, sussurra em amarelo nas pétalas da kalanchoe, no breve toque do vento em meus cabelos antes de seguir seu perpétuo curso. (Kalanchoe Amarela)
No pensador.ai desde