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Frase de Rômulo Bourbon

⁠Venho aqui pra te contar Uma bonita história Sobre dona Carmelita E a sua trajetória. Hoje, aniversariante, E, por isso, nesse instante, Faço essa dedicatória. Nascida em Sirinhaém, Vinte e sete era o ano. Dizem que foi vinte e seis. Registraram por engano? Pedro e Brígida, seus pais, Lhe deram lições morais, No Estado pernambucano. No tempo de pequenina, Criança, pintava o sete. Fugia para o açude, Onde o sol brilha e reflete. Com cinco seu pai morreu, E, com a mãe, só conviveu, Até fazer dezessete. Muito jovem se mudou: Garanhuns, o novo lar. Despediu-se da sua mãe, Foi preciso trabalhar. Vivia com bom humor, Até conhecer o amor, E então foi se casar. Cinco filhos ela teve, Eu fui seu primeiro neto, Me tratou com muito apreço, Com zelo, amor e afeto. Grande família manteve, Sete netos ela teve E ainda seis bisnetos. Essa vovó é guerreira, Nunca cansou de lutar, E até risco de infarto Coração foi enfrentar. Hoje tá beirando os cem, E nem todo mundo tem Tanta história pra contar. (Poesia dedicada aos 93 anos de Carmelita Bourbon de Albuquerque, completados em 7 de setembro de 2020).

Rômulo Bourbon

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Pensador.com

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⁠BRENNAND A cerâmica é arte, onde fazem esculturas. As mãos de um grande artista criam obras e pinturas. Mas, pra ser um imortal, além de pintar mural, tem que ter muita ternura.

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⁠⁠CAJUÍNA-MENINA (Ode à cidade de Teresina) Diante de mim, a cajuína-menina do campo, Moça meiga e valente. À beira do Poti, a estátua imponente do Cabeça de Cuia. Hora vespertina. Mas o Riso de anjo da pequenina atravessava a ponte, águas correntes; e o Rio Parnaíba, à minha frente, cortava a cidade-luz, Teresina. E enquanto eu declamava Torquato e Costa e Silva, rio abaixo, rio arriba, quando nem havia ponte estaiada, o Sol fulgurante, no artesanato, vinha alçar-se, no céu, lá em riba, brilhando no rosto de minha amada.