Frase de Naeno Rocha
BULIÇOSO Na calçada o vento ler os meus poemas, Numa velocidade motorizada. Além do que meus olhos podiam acompanhar Exposto agora estou, A tantos quantos ele segreda, Saberão dos meus delírios, minhas frustrações, Meus rompantes de amor. Todos saberão que não ando feliz E itso me faz sentir uma revolta num repente, Resultando numa indignação maior Do que uma violação na carne. Eu cá comigo guardava os batimentos Dos meus versos. O vento entorna, e mais interessado Volta a reler meus papéis E comenta, me condena. Eu ouço, no vai e vem incontrolável Das dobras nas páginas marcadas, Acentos, riscos, abalizados De onde suponho o meu distrair maior, Aonde acredito haver Algo que me comprometa Pelos meus incógnitos pensares Que o vento não traduziu, Partes pequenas que a ele bastou Para agarrar-se a mim, No desejo de entender e dizer De um pobre poeta, De gramática, Só, verticalmente estático. Naeno*com reservas
No pensador.ai desde