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Frase de Nina Rocha

O Feitor Açoita-me o pensamento noite e dia sem descanso O suor correndo o rosto pareceu humano pranto Trouxe cores e imagens embutido em riso manso Sem camisa mostrou serviço e também um corpo branco Manteve-me o rosto mirado no retrato encantado De um moço que me olha sobre o braço debruçado Enquanto pintava outros ,muitos,todos enfeitiçados Amoras,flores,horizontes,caminhos,árvores,gatos Mas chega o dia de descanso ,seu trabalho compensado Fala rindo ao seu senhor:-Já vou indo ,vou feliz e volto renovado Vou correr com os pirralhos,fazer bagunça,cortar galhos Sem exausto ir dormir nem acordar como galinha Abraçar minha patroa adormecer de conchinha Isso é vida meu amigo!Não o que aqui faço! Mas ele volta como sempre,pra semana tem trabalho Açoitar meu pensamento todo dia , seu regalo 9/10/2009

Nina Rocha

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Nina Rocha

De longe Sou o próprio verso Crio minhas vontades,meu universo
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De longe Sou o próprio verso Crio minhas vontades,meu universo Só eu vivo e lugar nenhum me habita Meu desejo me consome e me dá vida Quero o que tens e o que te amedronta Queres o que tenho e me faz tonta Serão deuses nossos algozes? A mim parecem demônios ferozes Criam distancias vazio no espaço Jogo vago de frio carrasco Precisos ,afins ,seres calados Riem quando jogam os nossos dados?

Tenho medo da escuridão que o amanhã traz nos bolsos Espero os dias melhores, quentinhos ,salgados..eles virão Não nasci cega não sei andar assim a tatear os rostos
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Tenho medo da escuridão que o amanhã traz nos bolsos Espero os dias melhores, quentinhos ,salgados..eles virão Não nasci cega não sei andar assim a tatear os rostos Quero minha prainha lá no meio das casuarinas...o verão Programo as coisas que farei ,até coreografia nova montarei Uma mochila maior para as noites de risos estórias, lampiões Só não quero a escuridão de agora e chega de lamentações! 11/10/2009

DÚVIDA As vezes amo poemas As vezes temo
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DÚVIDA As vezes amo poemas As vezes temo Têm poder assustador Libertam Prendem Abrem olhos Vendam Machucam Acarinham Lembram Anestesiam Mostram caminhos Criam atalhos Matam E fazem renascer Brotam Secam Apagam Iluminam Iludem Desmascaram... As vezes amo poemas As vezes os temo Sou poema Me amo. E as vezes... Tenho medo de mim.

Do sótão Ausência fere,dói mata Fica um frio a corroer
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Do sótão Ausência fere,dói mata Fica um frio a corroer Deixa alma prêsa,ata Faz pensar que vai morrer Sinto o cheiro dos incensos Que acendia pra encher Esses mais tristes momentos E das lágrimas verter Hoje invisto no sorriso Nesse sótão nem mais vou Riso incerto impreciso Que conserva o que passou Dessa ausência fica o elo Que ainda habita a mão Tolo belo e amarelo Quase infame sem razão Vôo em novos horizontes Sem mais triste escuridão De montanhas verdes montes Mas não vou sozinha não.