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Frase de Maria da Penha Boina

Metamorfose Abriste a caixa de Pandora E agora, o que será de mim? Faça algo que acalante esses males Que me está a consumir. Puseste-me neste desespero Nesta desconfiança bombástica Neste desconforto intolerável. Sou essa borboleta pequena De asas incontroláveis Incerta dos desejos. Caça-me com a tua rede entomológica Tira-me dessa dança louca A viver atrás de uma da lanterna iluminada. Quero acreditar na luz e não consigo Ela pode ser a minha maior inimiga Mesmo assim a sigo E na armadilha posso cair. Desafoga-me dessa desconfiança Sem arrogância Com palavras de esperança. Faça de mim os teus desejos Não disfarce as verdades com lampejos Para fazer-me acreditar. Saia do teu invólucro de lagarta Transforma-te em borboleta Venha me beijar.

Maria da Penha Boina

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas Introspectiva fico diante delas, fico imbecil e o silêncio enche o meu mundo, meio estúpido Vivo sossegada, descompromissada Diante de mim, uma parede acinzentada um varal com peças de roupas penduradas alguns sons que veem de fora, inidentificáveis Desenredo o meu silêncio em palavras turvas, mudas, inexatas Desprezo os clichês e as suas cópias desordenadas que quebram o fascínio poético daqueles que bem escrevem os seus nadas Assim, passo as minhas horas, encantada entre turbilhões de ideias vou afugentando as ditas realidades dessa sociedade cheia de crendices Desculpai. Mas não nasci para os afazeres banais para costurar as roupas rotas e almoçar ao meio dia e meia a minha didática de vida é outra Sei, desiludo, não sou de bom trato boa companhia Vou, conforme vai o vento lamento por causar desapontamento sou obtusa diante do compreensível.