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Frase de Pedro Rodrigues de Menezes

Requiem for Adílio Lopes ⁠Adília e Adílio, ambos Lopes oferecer-te um poema em forma de livro de receitas cozer-te pão para o coração há tanta falta de pão para o coração. (Pedro Rodrigues de Menezes, Adílio Lopes XV) Adília e Adílio comem pão de ló pelos pés Lopes. (Pedro Rodrigues de Menezes, Adílio Lopes, XVI) imagino-te como vieste ao mundo de pano do pó na mão e sem mais nada por cima por baixo mas cheia de coração. (Pedro Rodrigues de Menezes, Adílio Lopes, XVII) Herberto Helder convida Adília Lopes para jantar duas solidões uma doméstica não domesticada outro uma artéria sem pressão arterial ponto de interrupção. (Pedro Rodrigues de Menezes, Adílio Lopes, XVIII) o teu cabelo Adília o teu cabelo Adília é uma rosa de ventos ventania poesia. (Pedro Rodrigues de Menezes, Adílio Lopes XIX) os capítulos capitulam esta história no fim triste cumpriu o destino de Adílio Lopes morreu nos braços de Adília Lopes no dia em que se conheceram consta que morreram Adílio Lopes os gatos e só sobreviveu Adília Lopes e as suas baratas mas sobre os gatos assassinos que esgatanharam (não confundir com esgadanhar) o corpo de Adílio Lopes ninguém escreveu. (Pedro Rodrigues de Menezes, Adílio Lopes, XX) Nota: termina a história de Adília e Adílio, ambos Lopes.

Pedro Rodrigues de Menezes

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Pensador.com

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Outras frases de Pedro Rodrigues de Menezes

⁠pouso a mão exausta na circunscrição do objecto demorado no meu tempo
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⁠pouso a mão exausta na circunscrição do objecto demorado no meu tempo chamo-lhe qualquer coisa circunciso-lhe a consistência porque não há segredos no universo exacto a memória não é exacta os pés da terra são terríveis hastes moles árvore que se dança é tudo quanto basta. (Pedro Rodrigues de Menezes, "a mão exacta")

⁠uma crisálida indecifrável que respirasse na perpendicularidade
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⁠uma crisálida indecifrável que respirasse na perpendicularidade das minhas pálpebras como uma força vibrante e extraordinária a desenhar as novas veias fartas e cálidas do dogma filosofia ou religião paradoxais um paradoxo forte imbatível e irrefutável que fizesse esvoaçar a inércia do verão que é na memória póstuma dos outros o solstício permanentemente sombrio uma silhueta contendo os risos verdes lá atrás onde os braços descansam nus no imponente esquecimento do mundo. (Pedro Rodrigues de Menezes, "crisálida indecifrável")