Frase de Edgardo Xavier
Entre Nós Entre nós Os silêncios São palavras Penduradas no olhar Entre nós O desejo É o que vejo À flor da tua pele suada E sem palavras Dizemos tudo Sobre o mar do nosso fogo
No pensador.ai desde
Entre Nós Entre nós Os silêncios São palavras Penduradas no olhar Entre nós O desejo É o que vejo À flor da tua pele suada E sem palavras Dizemos tudo Sobre o mar do nosso fogo
No pensador.ai desde
"Lisboa" Lisboa Reflexo doce do Tejo
"Lisboa" Lisboa Reflexo doce do Tejo Caminho de luz coada De encontros Com água Azul E pedras da calçada Gente e brumas Cheiros e mágoas Lágrimas de um tempo que se esgota Penoso Quando nos afastamos E nos esquecemos De amores Barcos E gaivotas
Não me olhes assim Não me olhes assim Não olhes
Não me olhes assim Não me olhes assim Não olhes que fico trémula e temo que os meus olhos ceguem e apenas te sigam em caminhos da noite Tenho medo de ver-te só pela rota dos dedos na lisura do teu corpo apetecido Não me olhes assim Não olhes Vilma Nunes- Edgardo Xavier
Paixão Paixão é uma cascata de luz No rio cego da noite
Paixão Paixão é uma cascata de luz No rio cego da noite Um estrondo no ermo da nave gótica A violência doce de um fim anunciado O tudo e o nada Do tempo que nos remete Sem mapa Para a certeza das galáxias Sem ti sou uma pedra aos tombos Na calçada Umas vezes batida Outras parada Só nos teus olhos me faço ave E voo sem destino À gargalhada.
Mágoas Inquieto desço pela margem da tarde
Mágoas Inquieto desço pela margem da tarde para a lisura do teu colo Piso as horas pelos caminhos do teu olhar e mergulho no tempo até que venhas e me beijes com a verdade do teu riso Nunca o tempo foi preciso no parado das noites vazias como então Nunca antes a aurora emudecera no limiar da luz como no dia em que te cobriste de indiferença para ficando sair Navegavas pelas palavras com rigor de pedra à superfície do amor